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“África Hoje no MAR” por Adriane Constante

“África Hoje no MAR” por Adriane Constante

O Museu de Arte do Rio, por meio da Escola do Olhar, realiza a segunda etapa do projeto que apresenta a diversidade do continente africano

Nos dias 9 e 10 de agosto, o Museu de Arte do Rio – MAR vai promover a segunda etapa do programa África Hoje no MAR. Com curadoria do professor-associado na Universidade Católica de Lisboa e curador do Programa Gulbenkian Próximo Futuro, António Pinto Ribeiro, o projeto teve início em março de 2014, com a visita do ex-jogador de futebol e ativista da educação contra o racismo Lilian Thuram. Agora, os convidados são os professores doutores Harry Garuba, da Universidade do Cabo, e Alexandre dos Santos, da PUC-Rio, que participam de uma conferência no dia 9 (sábado), entre 10h e 13h, no auditório do Museu.

Especialista em literatura africana, Garuba abordará o tema “Fases do Pensamento Intelectual Africano: Raça, Escravidão, Colonialismo e Depois”, esboçando um modelo para o entendimento das diferentes fases do pensamento intelectual e político da África na modernidade, começando a partir do momento de escravização e racialização ao longo do período de colonização e resistência até o momento contemporâneo da globalização.

Já Alexandre dos Santos – professor de história da África e editor-chefe do programa Como Será?, da Globo – em sua participação, intitulada “África: Imagens Dicotômicas – Uma Perspectiva Histórica da Construção das Percepções Sociais e das Visões da Diplomacia Brasileira”, vai propor uma conversa a respeito das relações que o Brasil manteve com o continente africano, antes e depois da independência, e de como a imagem do que representa a África foi sendo moldada, modificada e reconstruída a partir das necessidades da diplomacia e do governo brasileiros.

“Muitas foram as alterações que aconteceram no século XX, e, em particular, após as independências dos países africanos, mas a globalização e uma consciência pós-colonial dos agentes e líderes dos países africanos hoje constituem a mais séria ‘revolução’ da representação que se tem sobre África e que África produz sobre si própria”, comenta António Pinto Ribeiro sobre a importância de colocar o continente em pauta.

Para a gerente de Educação do MAR, Janaína Melo, a localização do Museu propicia o debate. “África Hoje no MAR é um programa fundamental para a instituição por promover um espaço de discussão que envolve cinema, filosofia, racismo, literatura e outros temas culturais e sociais. A proposta atenta para o espaço em que estamos inseridos: a Região Portuária do Rio de Janeiro, também conhecida como Pequena África, um importante lugar da história brasileira. Além disso, o projeto permite uma aproximação entre os países africanos e o Brasil”, explica.

Assim como na primeira etapa, o programa também engloba o Ciclo de Cinema Nova África. A mostra apresenta a produção cinematográfica recente do continente, com foco nos problemas socioeconômicos da África pós-colonial. Serão exibidos os documentários SEM FLASH – Homenagem a Ricardo Rangel (1924–2009), de Bruno Z‘Graggen, e Black Gold, de Mark Francis e Nick Francis, e o filme de ficção Cadjigue, de Sana Na N’Hada.

África Hoje no MAR – um dos projetos do MAR na Academia, promovido pela Escola do Olhar –, acontece ao longo do ano de 2014 e faz parte da agenda em comemoração ao centenário de Abdias Nascimento. A proposta é apresentar toda a diversidade – de pessoas, etnias, regimes políticos – do continente africano, demonstrando a grandeza de sua produção artística e massa crítica intelectual. Em novembro, o programa chega à sua terceira e última etapa com o Seminário Literatura e Poesia e a mostra de cinema Ciclo Mzansi – The Reel South Africa.

Convite do Evento:

Programa África Hoje no MAR - Museu de Arte do Rio

Museu de Arte do Rio – MAR

O MAR é um espaço dedicado à arte e à cultura visual. Instalado na Praça Mauá, ocupa dois prédios vizinhos: um mais antigo, tombado e de estilo eclético, que abriga o pavilhão de exposições; outro mais novo, de estilo modernista, onde funciona a Escola do Olhar. O projeto arquitetônico une as duas construções com uma cobertura fluida de concreto, que remete a uma onda – marca registrada do Museu –, e uma rampa, por onde os visitantes chegam aos espaços expositivos.

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O MAR, uma iniciativa da Prefeitura do Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho, tem atividades que envolvem coleta, registro, pesquisa, preservação e devolução à comunidade de bens culturais. Espaço proativo de apoio à educação e à cultura, o Museu já nasceu com uma escola – a Escola do Olhar –, cuja proposta museológica é inovadora: propiciar o desenvolvimento de um programa educativo de referência para ações no Brasil e no exterior, conjugando arte e educação a partir do programa curatorial que norteia a instituição.

O Museu tem a Vale e as Organizações Globo como patrocinadoras e o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A gestão fica a cargo do Instituto Odeon, uma associação privada, sem fins lucrativos, que tem a missão de promover a cidadania e o desenvolvimento socioeducacional por meio da realização de projetos culturais.

Programação mostra de cinema

09/08 (sábado), às 14h: Black Gold

Mark Francis e Nick Francis | Reino Unido | 2006 | Cor | 78 min | Classificação: Livre

Contra o pano de fundo da jornada de Tadesse a Londres e Seattle, o enorme poder das empresas multinacionais que dominam o comércio de café do mundo torna-se aparente. Comerciantes de commodities, de Nova Iorque, as trocas internacionais do café, e as negociações duplas de ministros de Comércio da Organização Mundial do Comércio revelam os muitos desafios enfrentados por Tadesse em sua busca por uma solução a longo prazo para seus agricultores.

10/10 (domingo), às 14h: Cadjigue

Sana Na N’Hada | Guiné-Bissau | 2013 | Ficção | 113 min | Classificação: Livre

Língua original: crioulo.

Tal como no paraíso original, os habitantes do arquipélago de Bijagós vivem de acordo com as tradições ancestrais e em absoluto respeito pela natureza até que, um dia, um bando de traficantes de droga ocupa as suas ilhas sagradas. Quando o feiticeiro da aldeia morre, tudo parece estar perdido, mas seu jovem aprendiz aceita ser seu sucessor e decide lutar contra os invasores para salvar a aldeia.

SEM FLASH – Homenagem a Ricardo Rangel (1924–2009)

Bruno Z‘Graggen | Moçambique | 2012 | Documentário | 56 min | Classificação: Livre

Línguas originais: português e inglês.

O retrato cinematográfico, sob a forma de documentário, realizado pelo curador de exposições Bruno Z‘Graggen, com direção de fotografia do produtor de vídeo Angelo Sansone (ambos de Zurique), assume-se como um condigno ensaio sobre a obra do grande fotógrafo moçambicano Ricardo Rangel.

Assessoria de imprensa

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João Veiga – Coordenação

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