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Imperatriz da Liberdade. Foto: Divulgação.

Apresentações musicais celebram o Dia da Consciência Negra no Largo da Ordem

Para abrir as atividades da Festa do Rosário e celebrar o Dia da Consciência Negra, a Fundação Cultural de Curitiba e o Centro Cultural Humaitá promovem no Largo da Ordem uma série apresentações musicais nesta sexta-feira (20 de novembro). Também estão previstas atividades realizadas voluntariamente por artistas e agentes culturais que incluem, oficinas, vivências culturais, exposição, sarau poético, exibição de documentários, lançamento de livros, musica sacra de diversos cantos e visitas monitoradas à Linha Preta, no Centro Histórico de Curitiba.

No palco armado em frente a Casa Romário Martins, a programação recebe, às 10h, mais de 150 alunos do Colégio Estadual Professor Guido Arzua para cantar “O canto das três raças” de Clara Nunes. A música volta a ser destaque no local, a partir das 17h, com o show de Gusta Proença. Na sequência, às 18h30, acontecem as apresentações do grupo Os Encantados e, às 20h, do Samba de Roda e Afoxé “Ilu Ijo Agbará”. Para o encerramento do Show da Consciência Negra, às 20h30, o público vai acompanhar a roda de samba com as Escolas de Samba de Curitiba Mocidade Azul e Imperatriz da Liberdade.

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Festa do Rosário

Segundo um provérbio de origem africana, “nunca é tarde para voltar atrás e recuperar o que foi esquecido”. A Lavação das Escadarias da Igreja do Rosário dos Homens Pretos de São Benedito é uma das formas de se resgatar, conhecer e valorizar a história e a cultura dos ancestrais africanos. A festa é inspirada na célebre lavação das escadarias do Bonfim, em Salvador. Aqui em Curitiba, ela acontece na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, localizada na Praça Garibaldi, Centro Histórico. E será realizada no dia 22 de novembro, domingo, às 9h30.

A lavagem é parte de um culto inter-religioso, na qual se sincretizam divindades cristãs e do candomblé, e que integra a programação organizada pelo Centro Cultural Humaitá durante o Mês da Consciência Negra. O culto é iniciado com uma missa, pedindo pela paz e o fim da intolerância religiosa. Em seguida, tem o ritual das escadarias, como símbolo de purificação.

A celebração, além de fazer louvor a São Benedito, santo padroeiro dos negros e negras do Brasil, é também uma homenagem à Nossa Senhora do Rosário, protetora dos dançarinos e artistas que preservam a cultura popular. No candomblé ela é Oxum, dona da fertilidade e da riqueza – nas raízes africanas, a riqueza não é sinônimo de acúmulo de bens, mas de saúde, paz, felicidade e uma família unida.

Mocidade Azul. Foto: Cido Marques.

Mocidade Azul. Foto: Cido Marques.

A data

O dia 20 de Novembro foi escolhido como uma homenagem a Zumbi dos Palmares, data na qual morreu, lutando pela liberdade do seu povo no Brasil, em 1695. Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, foi um personagem que dedicou a sua vida lutando contra a escravatura no período do Brasil Colonial, onde os escravos começaram a ser introduzidos por volta de 1594. Um quilombo é uma região que tinha como função lutar contra as doutrinas escravistas e também de conservar elementos da cultura africana no Brasil.

Em 2003, no dia 9 de Janeiro, a lei 10.639 incluiu o Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar. A mesma lei torna obrigatória o ensino sobre diversas áreas da História e cultura Afro-Brasileira. São abordados temas como a luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira, o negro na sociedade nacional, inserção do negro no mercado de trabalho, discriminação, identificação de etnias etc.

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