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Carolina e Luiz Saidenberg – A arte no DNA por Edmundo Cavalcanti

Edmundo Cavalcanti é Artista Plástico, Colunista de Arte e Poeta.

Edmundo Cavalcanti é Artista Plástico, Colunista de Arte e Poeta.

Tive a felicidade de conhecer a família Saidenberg, em uma das primeiras exposições internacionais que visitei. Foi em 2013 no “I Salão de Outono da America Latina” que aconteceu na galeria da “Aliança Francesa” em São Paulo.

Na ocasião fiquei encantado com o trabalho de Carolina, as suas cores, a suavidade dos seus traços e o tema abordado, tudo isso refletindo a sua personalidade e sua simpatia, assim como de seus pais.

Desde então tenho acompanhado a sua brilhante trajetória, assim como a de Luiz, com suas pinturas e esculturas.

Vejam a entrevista com estes brilhantes artistas, no momento em que pai e filha estão expondo algumas de suas obras em exposição que está acontecendo no “Circulo Militar de São Paulo”.

Carolina e Luiz Saidenberg. (pai e filha) Foto: Roberto Pires de Carvalho.

Carolina e Luiz Saidenberg. (pai e filha) Foto: Roberto Pires de Carvalho.

Carolina Saidenberg

Carolina Saidenberg e Edmundo Cavalcanti. Foto: Divulgação.

Carolina Saidenberg e Edmundo Cavalcanti. Foto: Divulgação.

Onde você nasceu? E qual sua formação acadêmica?

São Paulo capital, bacharel em artes com pós-graduação na Belas Artes de SP.

Como e quando se dá o seu primeiro contato com as Artes?

Desenho desde que tenho 2 anos de idade, incentivada por meus pais que não reprimiram os desenhos pelas paredes da casa recém-pintada e me deram materiais de desenho e pintura.

Como surgiu ou você descobriu este dom?

Foi natural em mim. Era muito criança, nem me lembro, só sei que meus desenhos infantis eram muito mais avançados de que o das outras crianças de minha idade e desde pequena estava acostumada a desenhar e ter outras crianças e adultos me observando.

Obra "Malabarista" de Carolina Saidenberg.

Obra “Malabarista” de Carolina Saidenberg.

Quais são suas principais influências?

Meu pai, que é artista plástico e ilustrador foi minha primeira referência de arte. Cresci numa família que gosta de cultura e exposições, tinha fascínio em minha infância e adolescência em ler mitologia greco-romana e cultura japonesa. Mais tarde, na época da faculdade, fui influenciada pelos impressionistas franceses e outros artistas como Klimt, Van Gogh, Toulouse Lautrec, Gaugin.

Quais os materiais que você utiliza em suas obras?

Costumo trabalhar técnica mista. Mas a maioria de minhas pinturas são feitas a óleo ou acrílico. Costumo utilizar pigmentos, grafite e douração também.

Como é o seu processo criativo em si? O que te inspira?

Eu demoro um pouco para me inspirar, costumo olhar por muito tempo imagens de pintores, filmes, ouvir música, é o que me dá combustível para começar. Gosto de tirar fotos preto e branco da cidade e paisagens urbanas, ver artistas circenses, fotos antigas etc. Fico introspectiva em pensamentos e ideias por algum período. Costumo pintar várias obras ao mesmo tempo, enquanto vou observando uma estou pintando outra. Tomo bastante tempo refletindo sobre o que estou fazendo, o que pretendo fazer… Inspiro-me muito com paisagens urbanas decadentes, de prédios antigos, e contrastes de novo e velho. A figura humana me comove, gosto de situações surreais de sonho. O corpo humano em movimento. O olhar.

Obra "Primavera" de Carolina Saidenberg.

Obra “Primavera” de Carolina Saidenberg.

Quando você começou efetivamente a produzir ou criar suas obras?

Bem, eu sempre estive de uma forma ou outra ligada às artes, comecei a estudar pintura a óleo com 11 anos e sempre estive fazendo cursos e técnicas livres, até a faculdade onde me dediquei também a escultura e fotografia além da pintura. Mas acabei seguindo uma carreira em design e propaganda por muitos anos. Em 2011 eu resolvi que deveria retomar minhas origens, e foi nesta época que meu estilo se desenvolveu quando fui morar e estudar design na Itália, e vivenciar a arte de forma integral. Neste período eu me descobri e é o que tenho feito exclusivamente desde então.

A arte é uma produção intelectual primorosa, onde as emoções estão inseridas no contexto da criação, porém na história da arte, vemos que muitos artistas são derivados de outros, seguindo técnicas e movimentos artísticos através do tempo, você possui algum modelo ou influência de algum artista? Quem seria?

Uma mistura de influências eu creio… Gosto muito do estilo de desenho de Toulouse Lautrec e técnicas surreais simbólicas de Odilon Redon.

Obra "Roda Gigante" de Carolina Saidenberg.

Obra “Roda Gigante” de Carolina Saidenberg.

O que a arte representa para você? Se você fosse resumir em poucas palavras o significado das Artes na sua vida…

Arte faz parte de minha vida, é minha forma de expressar sentimentos, expressar ideias. A vida de artista nem sempre é fácil, pois muitas vezes me sinto exposta, mas o que seria da vida sem arte, sem a beleza, sem a visão além da realidade…

Quais as técnicas que você usa para expressar suas ideias, sentimentos e percepção a cerca do mundo? (Se é através da pintura, escultura, desenho, colagem, fotografia… ou usa várias técnicas no sentido de fazer um mix de formas diferentes de arte).

Principalmente pintura atualmente, desenho e fotografia em segundo lugar. Mas costumo usar todas em conjunto na criação de ideias.

Todo artista tem seu mentor, aquela pessoa a quem você se espelhou que te incentivou e te inspirou a seguir essa carreira, indo adiante e levando seus sonhos a outros patamares de expressão, quem é essa pessoa e como ela te introduziu no mundo das artes?

Meu pai, Luiz. Cresci observando ele desenhar e pintar, sempre muito criativo com ideias geniais. Sempre envolvida com história da arte e cultura de uma forma geral. Ele é o grande mestre de minha vida.

Obra "Segredo" de Carolina Saidenberg.

Obra “Segredo” de Carolina Saidenberg.

Você tem outra atividade além da arte? Você dá aulas, palestras etc.?

Atualmente não, mas em breve pretendo dar aulas de pintura. Estou planejando isso para o ano que vem.

Suas principais exposições nacionais e internacionais e suas premiações?

Como exposições principais, além de diversas coletivas e salões de arte nacionais e internacionais, destacam-se a exposição individual na galeria Monod de Paris em 2013, exposição individual na galeria Amî em São Paulo 2014 e agora exposição “individual” em dupla com meu pai no Circulo Militar de São Paulo. Tenho orgulho de ter participado de duas edições do “Salão de Outono da América Latina” em São Paulo. Também tenho participado de exposições na Áustria pela galeria que me representa internacionalmente em Salzburgo, Velvenoir galeria de arte. Tenho também orgulho em ter uma obra, “gueisha”, que faz parte do acervo permanente do Memorial da Primeira Guerra Mundial, em Campana dei Caduti, Trento, na Itália.

Seus planos para o futuro.

Pretendo continuar pintando e criando para o resto de minha vida.

Site: carolinasaidenberg.com

Facebook: www.facebook.com/CarolinaSaidenbergartist

Luiz Saidenberg

Obra de Luiz Saidenberg. Foto: Roberto Pires de Carvalho.

Obra de Luiz Saidenberg. Foto: Roberto Pires de Carvalho.

Onde você nasceu? E qual sua formação acadêmica?

Nasci em Piracicaba, Estado de São Paulo. Mas nunca morei lá, pois meu pai, engenheiro agrônomo, vivia sendo transferido de cidade.

Como e quando se dá o seu primeiro contato com as Artes?

Sou autodidata em pintura e desenho. Tive, por breve período, aulas de escultura em cerâmica, e formei-me, já maduro, pela Escola Superior de Propaganda e Marketing.

Como surgiu ou você descobriu este dom?

Comecei a desenhar pelos dois anos de idade, e minhas primeiras influências foram os gibís de quadrinhos que meu pai nos trazia, semanalmente.

Ali tive contato com os grandes desenhistas da época.

Quais os materiais que você utiliza em suas obras?

Uso material variado, mas gosto, principalmente, de trabalhar com acrílico, nas telas.

Obra de Luiz Saidenberg. Foto: Roberto Pires de Carvalho.

Obra de Luiz Saidenberg. Foto: Roberto Pires de Carvalho.

Como é o seu processo criativo em si? O que te inspira?

A inspiração, que surge inesperadamente, vem de alguma lembrança, ou fato atual que me tenha impressionado. Aí não dá para resistir.

Quando você começou efetivamente a produzir ou criar suas obras?

Comecei profissionalmente com artes aos dezessete anos. Trabalhei em flâmulas, desenhos animados e histórias em quadrinhos, antes de entrar para a publicidade, muito jovem, primeiramente como ilustrador e depois Diretor de Arte.

O que a arte representa para você? Se você fosse resumir em poucas palavras o significado das Artes na sua vida…

A arte sempre foi para mim a abertura de portas para o mundo, a minha lança de Don Quixote contra os moinhos de vento.

Obra de Luiz Saidenberg. Foto: Roberto Pires de Carvalho.

Obra de Luiz Saidenberg. Foto: Roberto Pires de Carvalho.

Quais as técnicas que você usa para expressar suas ideias, sentimentos e percepção a cerca do mundo? (Se é através da pintura, escultura, desenho, colagem, fotografia… ou usa várias técnicas no sentido de fazer um mix de formas diferentes de arte).

A técnica depende da obra. Se mais poética e suave, ou mais agressiva.

Na escultura, argila, de preferência para vitrificar.

Todo artista tem seu mentor, aquela pessoa a quem você se espelhou que te incentivou e te inspirou a seguir essa carreira, indo adiante e levando seus sonhos a outros patamares de expressão, quem é essa pessoa e como ela te introduziu no mundo das artes?

Não tive mentor. Trabalhando, aprendendo e aprimorando-me, fui traçando eu mesmo meu caminho, e assim tive oportunidades de exibir meus trabalhos.

Obra de Luiz Saidenberg. Foto: Roberto Pires de Carvalho.

Obra de Luiz Saidenberg. Foto: Roberto Pires de Carvalho.

Você tem outra atividade além da arte? Você dá aulas, palestras etc.?

Fui publicitário por muitos anos, e sobrava-me pouco tempo para obras.

Particulares. Atualmente, desenho, pintura, escultura e crônicas são minhas atividades.

Suas principais exposições nacionais e internacionais e suas premiações?

Tive desenhos expostos no MASP, na grande exposição de quadrinhos de 1970. Expuz quadros em Arceburgo, S. José dos Campos e na Galeria Bric a Brac, de Cloves Reis. Sempre coletivamente. A do Círculo Militar de São Paulo é minha primeira individual, mas em participação com minha filha Carolina.

Escultura de Luiz Saidenberg. Foto: Roberto Pires de Carvalho.

Escultura de Luiz Saidenberg. Foto: Roberto Pires de Carvalho.

Escultura de Luiz Saidenberg. Foto: Roberto Pires de Carvalho.

Escultura de Luiz Saidenberg. Foto: Roberto Pires de Carvalho.

Seus planos para o futuro.

Pretendo, pois tranquilidade e estagnação não são o meu setor, continuar em atividades artísticas até quando possa.

Facebook: www.facebook.com/luizsaiden

Convite para a Exposição:

Convite Exposição. Foto: Divulgação.

Convite Exposição. Foto: Divulgação.

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