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Contemporâneo – Exposição Internacional de Arte Têxtil

De 27 a 29 de abril no Clube Monte Líbano

Barbara O´Steen – Tree. Foto: Divulgação.

Barbara O´Steen – Tree. Foto: Divulgação.

Técnica conhecida por seus desenhos delicados, o patchwork – em português, “trabalhos com retalhos”- vem ganhando contornos ousados. Com novas linguagens, ganhou status de arte. Todo o resultado da criatividade dos artistas plásticos que hoje se dedicam a técnica pode ser conferido na Contemporâneo – Exposição Internacional de Arte Têxtil. O evento acontecerá de 27 a 29 de abril no Clube Monte Lìbano, na Lagoa, no Rio de Janeiro.

AContemporâneo – Exposição Internacional de Arte Têxtil vai apresentar 70 trabalhos de 56 artistas (46 artistas estrangeiros e 10 artistas brasileiros). Entre os estrangeiros, destaque para o trabalho da artista americana Barbara O’Steen que estará presente na mostra recebendo o público e falando sobre duas obras suas que participam da mostra e narram a preocupação com a preservação do meio ambiente, como Trees” – painel em 3D que reproduz em tecido o tronco de uma árvore. Já os brasileiros participarão reunindo uma série única com todos os trabalhos do mesmo tamanho.

Na exposição o público poderá conferir peças de patchwork moderno. “Os trabalhos são quase todos abstratos e apresentados em exposições galerias de arte e museus de vários países. São trabalhos contemporâneos. As pessoas nem acreditam que o que estão vendo é tecido. A técnica dá liberdade ao artista de brincar a vontade, misturando não somente as cores, mas texturas”, conta Zeca Medeiros, curador da exposição.

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O patchwork só chegou ao Brasil na década de 60, quando foi descoberta por estilistas e decoradores. Nos anos 90 a técnica ganhou força e hoje o patchwork é cada vez mais reconhecido como obra de arte.

O evento apresenta também a 17ª. Edição da Patchwork Design, feira de serviços e produtos que oferece desde a matéria prima até produtos acabados nos 70 estandes de expositores da indústria têxtil, como maquinários, livros, revistas, tecidos e produtos de decoração, cama, mesa, banho, vestuário e acessórios, todos usando a técnica do patchwork tradicional.

O crescimento da indústria do patchwork

Anderson Delfino – Da unidade ao quaternário – uma viagem evolutiva 2017. Foto: Sandra Pagano.

Anderson Delfino – Da unidade ao quaternário – uma viagem evolutiva 2017. Foto: Sandra Pagano.

Enquanto nos séculos XVI, XVII e XVIII mulheres se esforçavam para fazer colchas bonitas e aconchegantes, na era Vitoriana (século XIX) a criação do patchwork com a técnica “Crazy” tornou-se um hobby elegante que levou a ideia de se fazer trabalhos apenas para exposição.

Nos anos 70, jovens artistas “descobriram” o patchwork, dominaram a técnica e rapidamente começaram a experimenta-los em estilos contemporâneos.

Galerias de arte se recusavam a expor quilts (patchwork) artísticos por que o patchwork não era visto como dignos de consideração artística e mostras de patchwork se recusavam a aceitar trabalhos artísticos por que não se limitavam a estilos e técnicas tradicionais.

A primeira exposição de patchwork artístico foi realizada no final dos anos 70 nos EUA. O patchwork contemporâneo atinge o seu auge no século XXI. Atualmente, museus e galerias de arte atraem grandes multidões para exposições como a “Quilt National” nos EUA ou o “Quilt Nihon” no Japão.

No Brasil a “Contemporâneo” lidera esse movimento e apresenta vários estilos de arte têxtil de artistas consagrados e emergentes de vários países.

A técnica ganhou o mundo e hoje em dia movimenta bilhões de dólares em vários países, inclusive o Brasil.

Nos últimos 15 anos o número de consumidores do patchwork aumentou tanto que motivou o surgimento de uma indústria nacional para atender exclusivamente esse mercado. Tecelagens fabricam tecidos com estampas próprias para o trabalho, editoras publicam livros e revistas sobre a técnica, indústrias de máquinas de costura criam novas tecnologias para atender o artesão, lojas especializadas e eventos espalhados por todo Brasil, abastecem milhares de consumidores e artesãos que vivem ou fazem dessa arte um hobby.

SERVIÇO:

· Contemporâneo – Exposição Internacional de Arte Têxtil com 70 trabalhos de 56 artistas brasileiros e estrangeiros e curadoria de Zeca Medeiros.
· Patchwork Design 2017 – Feira de produtos da área têxtil e oficinas gratuitas, com inscrições no local do evento.
Rio de janeiro: 27 a 29 de abril
Clube Monte Líbano – Rua Borges de Medeiros, 701 – Lagoa.
Horário: 13 às 19h // Entrada: R$ 24,00 inteira e R$ 12,00 meia

Site: http://www.bializ.com/patchworkdesign/

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