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“Tarde - A marcha fúnebre” de Renato Viana: Ilustração para o Jornal A Manhã, edição 631, 1 de janeiro d 1928, p. 10. Nanquim sobre papel. Doação Família Rodrigues, 2015.

Desenhos inéditos de Roberto Rodrigues, irmão de Nelson, no MNBA

O aniversário dos 79 anos de fundação do Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC, comemorado no próximo dia 13 de janeiro, vai ensejar diversos eventos, dentre eles a abertura da mostra “Roberto, um certo Rodrigues”.

A exposição, que abre às 12:30h, é um recorte com 30 obras, entre desenhos e documentos, produzidos pelo talentoso Roberto Rodrigues (1906: Recife, 1929, RJ), de um conjunto de 70 trabalhos doados recentemente ao Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC.

Na mostra “Roberto, um certo Rodrigues” poderão ser vistos trabalhos produzidos na década de 1920, com forte inclinação para o trágico, o estranho, o bizarro, a volúpia, a dor, o amor e a morte, traços típicos com os quais Roberto Rodrigues ilustrou alguns jornais da época, como A Manhã, Critica e Para Todos.

Roberto estudou na prestigiada Escola Nacional de Belas Artes e tinha uma visão muito crítica tanto dos professores quanto do ensino da Instituição, onde foi amigo de Candido Portinari e com quem dividiu ateliê.

Conforme descrevem as curadoras da mostra, “De espírito taciturno, Roberto Rodrigues nos apresenta através do contraste entre traços breves e depurados e entre o branco e preto, uma atmosfera angustiante de sombras e de abismos existenciais”.

Roberto morreu com apenas 23 anos, três dias após ser baleado na redação do jornal carioca Crítica, de propriedade da sua família, que estava para publicar matéria acusatória sobre um desquite na alta sociedade, Roberto foi alvo da ira e da vingança da mulher envolvida no caso.

O incidente fatal, em dezembro de 1929, provocou um trauma familiar que influenciou profundamente a obra de seu irmão, o conhecido dramaturgo, escritor, jornalista Nelson Rodrigues. Aliás, a família Rodrigues, integrada por artistas, intelectuais e pensadores, marcou época na cena cultural do Rio de Janeiro.

A generosa doação da coleção de Roberto Rodrigues feita por Vera ao Museu Nacional de Belas Artes foi realizada conforme anseio do falecido arquiteto e designer de móveis Sergio Rodrigues (filho de Roberto), a quem pertencia o acervo. O gesto é movido pelo desejo de ver as obras numa instituição que pudesse restaurar, promover e divulgar este legado para futuras gerações.

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Exposição: “Roberto, um certo Rodrigues”

Período: 13 de janeiro até 1o de maio
Curadoria: Daniela Matera e Claudia Rocha
Visitação: terça/sexta de 10h às 18h; sábado, domingo e feriado de 12h às 17h.
Ingresso: R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00.
Grátis aos domingos.
Museu Nacional de Belas Artes: Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia

Tel: (21) 3299-0600.

Visite: www.mnba.gov.br ou www.facebook.com/MNBARio

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