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Elmo Martins, Márcio Goldzweig, Moema Branquinho, Lina Rivera, Paulo Branquinho e Jung Wladimyr. Foto: Jorge Calfo.
Elmo Martins, Márcio Goldzweig, Moema Branquinho, Lina Rivera, Paulo Branquinho e Jung Wladimyr. Foto: Jorge Calfo.

Exposição coletiva “3 a Uma” encerra no próximo sábado (1)

A exposição “3 a Uma” está em cartaz na galeria da Casa do Paulo Branquinho até o próximo sábado (1). Com a participação dos artistas Elmo Martins, Jung Wladimyr, Márcio Goldzweig e Lina Rivera, a mostra dá ao visitante a oportunidade de conferir o resultado dos recentes trabalhos destes quatro artistas – que juntos mostram ao público um dialogo entre a imaginação, a cor, a matéria e o grafismo. A entrada é franca. A galeria Casa do Paulo Branquinho fica localizada no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, na rua Morais e Vale, que já foi endereço de Chiquinha Gonzaga, Manuel Bandeira e Madame Satã. O espaço da galeria tem 80 metros quadrados e fica em uma charmosa casa de fachada de pedra construída em 1778.

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Sobre os trabalhos de cada artista:

Elmo Martins
Trabalhando com técnicas e suportes variados, Elmo Martins aborda questões intrinsecamente relacionadas ao imaginário popular e à vida cotidiana. Em suas obras, relata a dualidade das relações, centrada na dicotomia do sagrado/profano. Retalha a vida no mundo Profano – gestos, pessoas, espaço e tempo – carregando-a de validades simbólicas para fortalecer a inter-relação e a invocação com o divino, buscando uma narrativa de comunhão de elementos sociais distintos. Acredita que o sagrado retamente entendido não difere do profano, mas funda-lhe o próprio sentido e revela, nessa coexistência, os fundamentos da vida. Ao refletir o olhar nessa direção descreve e interpreta, à luz de diferentes proposições simbólicas, narrativas e estéticas, a união de múltiplos interesses às contraposições da sociedade.”

Jung Wladimyr
…”A partir da necessidade de experimentar outros materiais, nascem as obras, denominadas por Jung Wladimyr de “Irregulares”, no início, mesmo com caráter experimental, estão impregnados de suas inquietudes no ato criador e originam uma consciência perceptiva pictórica diferenciada do habitual, policromáticas. São novos tons, mais terrosos com intervenções de novos elementos. Sua pintura torna-se monocromática e suas massas de tinta que configuravam tridimensionalidades sedem espaço ao fluídico, escorrido ao não espatulado. Ambas coexistem, são complementares e identificam-se com o Artista em sua obra sintetiza o todo e a parte que jamais podem dissociar-se imprimindo um caráter único e inesgotável do seu SER na busca da qualidade técnica e pictórica. Extrair e analisar as estruturas poéticas das obras de Jung é um desafio. A dialética da liberdade e das intenções no campo das articulações das possibilidades interpretativas, entre a desordem e as irregularidades sígnicas, bem como a desintegração e dissolução dos limites em explosões, impulsionam a reflexões infindáveis”… (Trecho do texto da Mestre em Artes – Translinguagens Artísticas e Culturais – Estética e Ecologia (PUCRS), Artista Plástica – Sonia Garcez)

Lina Rivera
Com formação eclética, a artista Lina Rivera aproveita os mais diversos materiais para dar forma à sua criatividade. Compondo assemblagens construídas de relatos de vida. Entre telas e espiguilhas, bordados, papeis, gaze e renda, o olhar de épocas passadas quase não cabe na mesa onde habita o caos de sua criatividade.

Texturas, cores e formas vão se entrelaçando e expressando algum sentido da vida, alguma historia que se representa através de fitas, botões, fios e trancelim… a magia das mãos inquietas vão gestando, dando luz e concretizando a fantasia de se transformar em arte.

Márcio Goldzweig
Nos desenhos, pinturas e xilogravuras de Márcio Goldzweig, o artista faz suas criações utilizando elementos gráficos de caligrafias de várias culturas que se baseiam na beleza dos gestos e na dinâmica dos movimentos que compõem cada caligrama. A inspiração do universo criativo do artista tem raízes nos diplomas de formatura de sua escola secundária onde, contratado pela diretora, escrevia com bicos de pena os nomes dos formandos em letras góticas. Este exercício lhe propiciou conhecer a fundo os movimentos da escrita e a paixão por suas formas.

Mais fotos: Álbum Jorge Calfo no Facebook.

Serviço:
Exposição “3 a Uma”
Visitação: De 13 de junho a 01 de julho, de terça a sábado de 15 às 19h.
Casa do Paulo Branquinho – Rua Morais e Vale, 08, térreo – Lapa, Rio de Janeiro – RJ
Entrada franca.

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