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Gigi Monteiro e Claudio Cupertino. Foto: Daniel Faviere.

Gigi Monteiro e Claudio Cupertino recebem Prêmio Raffaello, na Itália

A fotógrafa e o artista plástico representam o Brasil em prêmio criado pelos gêmeos italianos Salvatore Russo e Francesco Saverio Russo

São Paulo, abril de 2017 – A fotógrafa paulista Gigi Monteiro e o artista plástico mineiro Claudio Cupertino irão representar o Brasil em um dos principais prêmios de arte da Itália. Trata-se do Prêmio Raffaello, que acontece em 4 de maio, no Gnudi Palace, na cidade de Bolonha, na Itália. Concedido anualmente, o prêmio reúne artistas do mundo todo, que se destacam em diversos segmentos das artes, e foi idealizado pelos gêmeos italianos Salvatore Russo e Francesco Saverio Russo, jovens e visionários marchands e curadores, também criadores do Prêmio Internacional de Artes Leonardo da Vinci.

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Um dos grandes expoentes da sua geração, Claudio Cupertino leva o prêmio com a obra O Brasil Sem Ordem e Sem Progresso, feita com técnica óleo e acrílica sobre tela, a obra faz uma referência ao povo brasileiro, diante do atual cenário político. A obra, que mostra a bandeira do Brasil com lágrimas de sangue, teve repercussão mundial, e foi exposta no Salão Terra, na sede da ONU nos Estados Unidos. Dentre inúmeros trabalhos feitos mundo afora, Gigi Monteiro leva o prêmio com um clique do Pantanal. A fotógrafa vive um momento único na trajetória com a indicação para o seu primeiro prêmio. Dotada de rara poesia, a foto, um entardecer dourado na região pantaneira, é ao mesmo tempo um alerta sobre a necessidade da preservação da região.

Cupertino começou sua carreira na década de 90, com singelas impressões com pedras e esponjas, técnica que utiliza até hoje e, inspirado em estudos de Litografias, criou a sua própria: a Cupergrafia, reconhecida internacionalmente. Raros são os artistas que constroem uma identidade artística, característica facilmente encontrada em seus trabalhos, identificados pelo processo de sua construção. Cupertino trabalha sobrepondo camadas de tinta para criar uma atmosfera diáfana em suas telas, onde as, já citadas, pedras e esponjas compõem os materiais de base utilizados para capturar o resultado das formas e marcas naturais em camadas, que impressionam pela sua tridimensionalidade e profundidade. A cor domina suas obras e sua paleta de tons faz parte determinante de seu perfil, seja em propostas com marcas contrastantes ou quase monocromáticas, onde a textura ganha o destaque principal.

Já a fotógrafa Gigi Monteiro chega à Itália comemorando 5 anos de carreira. Inquieta por definição – e viajante por paixão – ela abriu o foco a cada destino visitado. Vêm daí cenas urbanas de Nova York, paisagens turcas, europeias e caribenhas, uma memorável incursão ao Marrocos, belezas naturais de Porto Rico e interessantes revisitas à obras de arte, que ganham novas formas ao adentrar seu muito particular universo. Em suas fotos, cores, detalhes e texturas ganham como leito superfícies diversas, da organicidade do linho e do papel à alta tecnologia do metacrilato.

Sobre Claudio Cupertino Cupertino é natural de Minas Gerais, radicado em Porto Alegre e recém-chegado a São Paulo. Estudou artes na Escola Panamericana de Arte e Design em São Paulo e Artes Visuais na Universidade Feevale, no Rio Grande do Sul. Entre as diversas exposições de que já participou, destacam-se exibições no Salão Internacional de Arte Contemporânea do Louvre, Bienal de Veneza, Bienal da Finlândia, ArteBasel Miami e exposição na Sede da ONU em Nova York. Entre as premiações e reconhecimento por suas obras, recentemente recebeu o Prêmio Gold, concedido pela Organização da Nações Unidas, foi condecorado com Medalha de Honra e o primeiro lugar no Prêmio Mundial de Arte Contemporânea 2018, e foi Vencedor do Prêmio Leonardo da Vinci. Além do Brasil, o artista tem peças em galerias de Nova York, Miami, Paris, Londres, Berlim, Frankfurt, Roma e Viena.

Sobre Gigi Monteiro Nascida em Mogi das Cruzes, São Paulo, exerce a fotografia com a leveza e liberdade que a arte pede. Por trás desta espontaneidade, no entanto, reside o rigor estético de quem a vida inteira trabalhou com a imagem – a sua própria, como atriz, e as das cenas das peças teatrais, longas-metragens e telenovelas. O desejo de aprimorar-se a levou à Escola Panamericana de Artes, em São Paulo, sua cidade base, onde formou-se em Fotografia e cursou História da Arte e História da Fotografia. Na capital paulista, estreou em 2014, com a individual Olhar 42, alusão à sua idade naquele ano. Desde então, participou de quatorze expressivas coletivas, incluindo a Contemporary Brazilian Art em Nova York, documentada em livro homônimo. Suas exposições mais recentes foram O Olho que vê, na paulistana Inn Gallery e Framed Vision 2, no Bharat Bhavan, Bhopal, Índia.

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