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Performance RESÍDUOS de Alexandre D'Angeli. Foto: LCzepaniki.

Performance Resíduos acontece no Sesc Bom Retiro

Alexandre D’Angeli usa 350 quilos de areia vermelha
para
cobrir seu corpo estático durante duas horas

Performance RESÍDUOS de Alexandre D'Angeli. Foto: LCzepaniki.

Performance RESÍDUOS de Alexandre D’Angeli. Foto: LCzepaniki.

Ação que abriu o setor de performances da SP-Arte 2016, a performance RESÍDUOS será apresentada no Sesc Bom Retiro dentro da Mostra PER-FORMA no dia 13 de setembro, terça-feira, das 19 às 21 horas. A obra do artista Alexandre D’Angeli, também já aconteceu em 2015 na cidade do Porto, em Portugal e em 2016 na MIP3 – III Manifestação Internacional de Performance, em Belo Horizonte.

Em um século já marcado pelo embate e desconfiança generalizada, a credulidade no afeto e suas múltiplas formas de existência torna-se uma aposta. A Mostra PER-FORMA, que acontece de 3 a 29 de setembro no Sesc Bom Retiro, reúne uma série de apresentações de performances provocando à reflexão da experiência estética, empurrando as fronteiras da cultura e da identidade.

RESÍDUOS dá continuidade a pesquisa do artista Alexandre D’Angeli acerca das interações possíveis entre corpo e espaço e seus vestígios|memórias na busca por aproximações sensíveis com a arquitetura e seus equipamentos. Na obra, que propõe pensar os resíduos imateriais resultados da ação do homem nas grandes cidades, sobras de seus projetos, investimentos e afetos, o artista fica embaixo de 350 quilos de areia vermelha.

Para Alexandre D’Angeli, RESÍDUOS dialoga com os elementos físicos, simbólicos e estéticos dos lugares onde acontece e incorpora a participação dos sujeitos que habitam e transitam pela cidade, além de criar novas paisagens. A obra também integrou, em ambiente de galeria, a programação do Performance em Encontro no Sesc Campinas, evento que marcou dois anos do projeto Performance desenvolvido pela unidade.

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350 quilos de areia vermelha

A partir dos elementos arquitetônicos que configuram o ambiente, o programa propõe que o performer busque superfícies diversas, tais como rampas, afastamentos, falhas, quinas, apoios ou fronteiras, que possam servir de suporte para acomodar-se e dar início a performance. Fazendo uso de 350 quilos de areia de cor vermelha é definido um trajeto linear de aproximadamente dez metros, onde uma das extremidades demarca por meio da areia o ponto inicial da ação e segue até o local onde o artista se acomodará. Sobre ele é depositado toda a areia restante e, assim, ele permanecerá imóvel por um período de uma hora. Nos próximos sessenta minutos todo o material é deslocado apenas com uso do corpo para o ponto de origem, restando apenas vestígios – memória da ação.

RESÍDUOS propõe aproximar artista e audiência no entendimento do processo de subjetivação, do qual o corpo é ao mesmo tempo um agente produtor e um produto. Um corpo depositado sob um monte de areia, símbolo escolhido para representar nossas reiteradas tentativas diárias. “Tudo em que esperamos e que ainda jaz sepultado, como uma semente de algo precioso, pronta para germinar, mas que está depositado sob um monte de areia, infértil, que é produzida por nossas reiteradas tentativas diárias”, explica D’Angeli.

Sobre Alexandre D’Angeli

Performer, ator e bonequeiro com graduação em Artes Cênicas. Especializou-se em Mímica Corporal Dramática e Acrobacia Teatral pela Ecole International de Mime Corporel Gestuel Dramatique de Paris. Interessa-se especialmente pelas linguagens relacionadas ao corpo, e que operam no cruzamento entre a performance e o teatro. Integrou recentemente da segunda edição do MOVIMENTA na Galeria Mezanino com a performance O Leitor, além de participar da V Bienal de Performance de Bogotá e do Festival La Plaformance – Resistência em Rede. Participou da SP-ARTE 2016 com a performance Resíduos, obra que em 2015 foi realizada no Maus Hábitos Espaço de Intervenção Artística, na cidade do Porto, em Portugal e também do Performance em Encontro do Sesc Campinas. Participou a exposição Terra Comunal – Marina Abramovic+MAI como facilitador do método Abramovic. No mesmo ano realizou 436, performance de longa duração e instalação, propondo aos visitantes do Memorial da Resistência de São Paulo a montagem de quatrocentos e trinta e seis rostos de papel em memória aos mortos e desaparecidos políticos. Com Listening to the Sheep Sleeping, performance com textos do autor e cartunista Caco Galhardo, integrou o projeto ocupação É Logo Ali, do Sesc Ipiranga. A ação também se apresentou no Festival Sesc de Inverno do Rio de Janeiro e na Virada Cultural de Belo Horizonte no Sesc Palladium. Em 2010 foi responsável pelas intervenções artísticas realizadas no Terminal Rodoviário do Tietê durante a Virada Cultural, destaque para Objetos de Valor e Présence Decroux. Participou com a performance Objetos de Valor da abertura da paralela da 29ª Bienal de São Paulo promovida pelo Sesc Campinas. Criador e performer em Molloy – O fim está no começo e no entanto continua-se, espetáculo solo de teatro gestual inspirado no romance de Samuel Beckett, que participou da mostra Samuel Beckett – 100 anos organizada pelo SESC Santana e integrou a VII Mostra Cariri das Artes por meio do Palco Giratório do SESC Ceará. Em outubro de 2016 realiza a performance Listening to the Sheep Sleeping no Barcelo Solo – Internacional Festival of Solo Performance, na Espanha.

www.cargocollective.com/alexandredangeli

Para roteiro:

PER-FORMA – De 3 a 29 de setembro no Sesc Bom Retiro.

www.sescsp.org.br/programacao/102581_PER+FORMA#/content=programacao

RESÍDUOSDia 13 de setembro, terça-feira, das 19 às 21 horas, no Espaço Expositivo do Sesc Bom Retiro. Idealização e Performance – Alexandre D’Angeli. LIVRE. Duração – 120 minutos. GRÁTIS.

SESC BOM RETIRO – Alameda Nothman, 185 – Bom Retiro – São Paulo. Telefone – (31) 3332-3600. www.sescsp.org.br.

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