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Deneir, Balão Aparecida. Foto: Divulgação.

Sergio Gonçalves Galeria participa da SP Arte 2016

Raimundo Rodriguez, Relicários. Foto: Divulgação.

Raimundo Rodriguez, Relicários. Foto: Divulgação.

Pela quinta vez consecutiva, a Sergio Gonçalves Galeria participa da SP-Arte 2016. E este ano está com uma novidade que pretende agitar o mundo das artes: a primeira edição de múltiplos – a MultiplicArte. Ciente de seu papel disseminador de Cultura, a Galeria convocou para o lançamento desse novo projeto cinco de seus artistas: Deneir, Felipe Barbosa, Jorge Fonseca, Raimundo Rodriguez e Rosana Ricalde. O objetivo é alcançar sobretudo o jovem colecionador, oferecendo obras dos artistas com um investimento menor para quem está começando. Além desses, outras obras inéditas estarão expostas. Eduardo Ventura apresenta desenhos e uma tela com as “Paisagens Prováveis” de São Paulo, criando, dessa forma, um diálogo com a exposição atualmente em cartaz na galeria – “Rio de Janeiro – Paisagens Improváveis”.

Entre os dias 6 e 10 de abril será possível conhecer de perto as obras dos artistas no estande da Sergio Gonçalves Galeria. Os interessados tem de quinta a sábado, das 13h às 21h e e o domingo de 11h às 19h para visitar a maior feira de arte da América Latina, no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3. Os ingressos inteiros custam R$ 40.

Sobre os Múltiplos

Felipe Barbosa, Capitalismo Americano. Foto: Divulgação.

Felipe Barbosa, Capitalismo Americano. Foto: Divulgação.

Deneir, artista fluminense que desde 1992 utiliza em seus trabalhos materiais reciclados, explorando suas texturas, brilhos, relevos e cores, sempre situados entre o popular e o contemporâneo, buscando a interatividade com o público. Para o projeto “MultiplicArte“, Deneir desenvolveu a obra “Balão Aparecida”, apropriando-se de dois ícones da cultura popular brasileira, da mesma série de seus famosos oratórios em que a figura sacra só é vista quando o espectador se movimenta em frente à obra.

O Sacro também é o ponto de partida de Raimundo Rodriguez que se apropria de objetos banais e recorre ao seu repertório íntimo para criar pequenos relicários com uso desses objetos simples. O artista mostra respeito pelo ordinário, emprestando a eles uma sacralidade até então não pensada e nem conhecida. Atualmente o artista é o responsável por todos os oratórios dos personagens, bem como altares, santos e outros objetos intimamente ligados a religiosidade, que compõem os ambientes artísticos no qual decorrem as cenas da trama da TV GLOBO “Velho Chico”, escrita por Benedito Rui Barbosa e dirigida por Luiz Fernando Carvalho.

Rosana Ricalde, Concha. Foto: Divulgação.

Rosana Ricalde, Concha. Foto: Divulgação.

Felipe Barbosa tece uma crítica à construção do capitalismo americano, onde os olhos dos presidentes americanos são uma metáfora ao controle e a interferência americana na geo-política mundial, ao mesmo tempo em que a cor vermelha (tão controversa nesse momento no Brasil) faz referência ao “capetalismo” e ao comunismo, que no final se personificaram no consumismo do mercado chinês.

Já o trabalho de Rosana Ricalde é desenvolvido a partir do poema de Francis Ponge, poeta francês, do livro O Partido tomado pelas coisas, onde o autor descreve a concha e trata da monumentalidade nela contida, muito mais preciosa que os gigantescos monumentos criados pelos homens, totalmente desproporcionais a seu corpo e que por fim não revelariam que espécie de civilização viveu naquele tempo.

Jorge Fonseca, Coquecéu Motolove. Foto: Gustavo Proti.

Jorge Fonseca, Coquecéu Motolove. Foto: Gustavo Proti.

E por fim, a obra de Jorge Fonseca é um contraponto a esse ambiente de “guerra” que se instalou nos nossos dias. O artista faz uma convocação para que as pessoas busquem lançar palavras de afeto, compreensão e amor ao próximo ao invés de provocações, farpas e insultos. Mas atenção, o “Coquecéu Motolove” contém borbulhas de amor e pode provocar explosões de felicidade! Aprecie sem moderação!

Feiras internacionais

Após a SP Arte, a Sergio Gonçalves Galeria fará o lançamento mundial de múltiplos dos artistas por ela representados nas feiras internacionais das quais participa em 2016, a Scope Basel e Scope Miami.

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Serviços

Sergio Gonçalves Galeria na SP Arte 2016

Datas abertas ao público: 7, 8 e 9 de abril – das 13h às 21h | 10 de abril de 2015 – das 11h às 19h
Pavilhão da Bienal, Parque do Ibirapuera, Portão 3, Avenida Pedro Álvares Cabral, S/Nº, São Paulo, Brasil
Entrada: R$ 40,00 [geral] | R$ 20,00 [meia*] | *estudantes, portadores de deficiência e idosos [necessária a apresentação de documento]

O Vale-Cultura poderá ser utilizado para o abatimento de 50% do valor do ingresso.

Exposição Rio de Janeiro – Paisagens Improváveis, de Eduardo Ventura

Sergio Gonçalves Galeria – Rua do Rosário, 38, Centro, Rio de Janeiro – RJ
Até 30 abr 2016 | Terça a sexta, de 11h até 19h | sábado, de 11h às 18h.

Entrada franca.

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