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Wagner Bitencourt na Exposição "Te empresto meus olhos". Divulgação.

“Te empresto meus olhos” – mostra produzida por deficientes visuais da Oficina de Fotografia de Juliana Stein – integra Bienal de Arte de Curitiba

Mostra na Biblioteca Pública do Paraná, inaugura no próximo sábado,
dia 21, e fica em cartaz até 30 de dezembro

No lugar da retina, a emoção dos sentidos; no enquadramento do foco, a percepção do ponto ideal. O resultado dessa especial forma de captar a imagem está na exposição “Te empresto meus olhos”, que inaugura no próximo sábado, dia 21, e fica em cartaz até 30 de dezembro no saguão da Biblioteca Pública do Paraná.

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A experiência da imagem, seus modos de aparição e produção são o fio condutor do trabalho desenvolvido pela fotógrafa Juliana Stein, que realiza Oficinas de Fotografia para pessoas com deficiência visual desde 2015.

Essa é uma exposição que resulta de nossas formas de experimentação nos campos da fotografia e percepção de mundo. O nome Te empresto meus olhos vem do interesse em observar certas práticas e usos que fazemos dos nossos processos de ver. A pessoa com deficiência visual não vê como eu vejo mas eu também não vejo como ela vê, esclarece Juliana Stein.

A mostra apresenta fotos em dimensões variadas. Entre os artistas, alunos que acompanham a oficina desde a primeira edição, como Isabel Bruck, Wagner Bittencurt, Antônio Nunes e Anastácio Braga, e também imagens de novos alunos, como Adriana Barbosa.

Cada um de nós vem descobrindo e aprimorando formas de experienciar a fotografia, do toque do que está sendo fotografado e da noção espacial, à presença e ausência de luz – relata Adriana.

Adriana Barbosa na Exposição “Te empresto meus olhos“. Divulgação.

Adriana Barbosa na Exposição “Te empresto meus olhos“. Divulgação.

A Oficina

Voltada para deficientes visuais parciais ou totais, a Oficina de Fotografia para Pessoas com Deficiência Visual funciona desde 2015. Os alunos não precisam ter equipamento fotográfico, apenas um celular com câmera. “Nos colocamos na abertura para invenção e nas diferenças de mundo entre quem não vê e quem vê”, destaca a idealizadora do curso, Juliana Stein.

Para enxergar, pode-se ir muito além da visão biológica, utilizando os próprios sentidos como aliados. As oficinas de fotografia têm sido marcadas pela riquíssima troca de ideias e experiências entre os participantes do grupo. Os objetivos envolvem a descoberta de novas formas de ver o mundo – explica Juliana Stein.

A artista

Juliana Stein nasceu em Passo Fundo/RS, formou-se em Psicologia pela UFPR em 1992, viveu por dois anos em Firenze e Veneza (onde estudou história da arte, técnica em aquarela e desenho) e trabalha com fotografia desde o final dos anos 1990. Com uma obra amplamente reconhecida no Brasil e no exterior, participou da 55a Bienal Internacional de Veneza, da 29a Bienal de São Paulo e expôs na Crone Gallery em Berlim, na ShangART Gallery em Xangai e no Carreau du Temple, em Paris. Atualmente exibe a mostra “Não está claro até que a noite caia”, no MON (Museu Oscar Niemeyer), na Bienal de Arte de Curitiba.

Serviço

Te empresto meus olhos – Exposição de fotografias da Oficina de Fotografia para Pessoas com Deficiência Visual, ministrado pela fotógrafa Juliana Stein
21 de outubro a 30 de dezembro de 2017
Local: Saguão da Biblioteca Pública do Paraná
R. Cândido Lopes, 133 – Centro – Curitiba/PR
Abertura: Sábado, dia 21/10, às 11h
Visitação: Segunda a sexta-feira, das 8h30 às 20h | Sábados, das 8h30 às 13h
Entrada franca

Circuitos da Bienal de Arte de Curitiba

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