Legalização do aborto: Livro de ficção nacional traz debates em meio a decisão do STF

Enquanto STF criminaliza o aborto em casos de zikavírus, “457 Milhas”, de Rachel Fernandes (Grupo Editorial Coerência), convida o leitor a refletir sobre o tema

Em meio à discussões acaloradas sobre a liberação do aborto, a publicitária brasileira Rachel Fernandes escreveu seu primeiro romance: “457 Milhas”. O livro, que traz as consequências de um aborto ilegal, vem fazendo sucesso entre os jovens adultos justamente quando o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a ação que pedia liberação de aborto em casos de infecção pelo vírus da zika.

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A associação dos defensores públicos havia apresentado a ação em 2016, no auge do surto de zika no país. No entanto, a votação aconteceu apenas em maio deste ano, com nove ministros votando contra a liberação, alegando direitos constitucionais à vida.

Em um cenário tão polarizado quanto o atual, os jovens leitores têm se aventurado por literaturas que abranjam temas importantes da atualidade. “Minha maior motivação para escrever a história foi alguns dos temas sensíveis que decidi trazer durante a viagem de Emílio e Pietra”, declarou Rachel Fernandes, que decidiu conscientizar os jovens de maneira imparcial.

“457 Milhas” venceu o concurso SweekStars 2018 como Melhor Livro e foi publicado pelo Grupo Editorial Coerência. Além do aborto, o título ainda cita abusos sexuais, mas se engana quem acredita que a obra de Rachel Fernandes é uma narrativa pesada. A trama gira em torno de Pietra e Emílio, que são rivais no ambiente de trabalho; Eles precisam aprender a conviver um com o outro numa viagem de carro até Punta del Este, no Uruguai e, com isso, sentimentos de romance começam a aflorar.

Sinopse

O maior problema de Emílio Andolini não é a falta de organização ou seu chefe avoado. Não é um problema terem confundido os horários do ônibus que os levariam a uma premiação de publicidade no Uruguai ou ter de dirigir os setecentos quilômetros de Porto Alegre a Punta del Este por estradas até certa medida bem conservadas. O problema não é chegar moído à premiação que vai consagrá-lo como o maior e melhor publicitário da América Latina.

No entanto, dirigir até Punta del Este com a redatora mais desprezível da agência e sua maior rival desde os tempos de faculdade definitivamente é um problema. Encarar oito horas de viagem com a mulher que masca um chiclete atrás do outro, que tem o dom de irritá-lo e que age como a rainha de Sabá do mundo da criação é um problema. Um grande problema.

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O maior problema de Emílio Andolini não é a falta de organização ou seu chefe avoado. O maior problema de Emílio Andolini é Pietra Salles.

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Sobre a autora

Rachel Fernandes é uma redatora publicitária que escreve ficção entre um anúncio e outro. Formada em Design Gráfico e Publicidade e Propaganda, é apaixonada por arte, games com tramas interessantes, músicas antigas e piadas sem graça. Atualmente, mora em Porto Alegre com os pais e seis cães.

Redes sociais:
Instagram @rachelffernandes

Twitter @heyimray
Site www.rachelfernandes.com.br

Ficha técnica
Título: 457 Milhas

ISBN: 9788553271849
Número de páginas: 148
Preço: 35,00

1 comentário em “Legalização do aborto: Livro de ficção nacional traz debates em meio a decisão do STF”

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