arte – Site Obras de Arte https://www.obrasdarte.com Artes Plásticas e Galeria Virtual de Arte Wed, 17 Apr 2019 13:12:33 +0000 pt hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.9.8 https://www.obrasdarte.com/wp-content/uploads/2014/02/cropped-Logo-Obras-de-Arte-140-x-140-32x32.jpg arte – Site Obras de Arte https://www.obrasdarte.com 32 32 Black Brecht e se Brecht Fosse Negro? estreia no Sesc Pompeia https://www.obrasdarte.com/black-brecht-e-se-brecht-fosse-negro-estreia-no-sesc-pompeia/ https://www.obrasdarte.com/black-brecht-e-se-brecht-fosse-negro-estreia-no-sesc-pompeia/#respond Wed, 17 Apr 2019 13:12:33 +0000 https://www.obrasdarte.com/?p=50396-pt Peça, que tem direção de Eugênio Lima e dramaturgia de Dione Carlos, é livremente inspirada na peça O Julgamento de Luculus, de Bertolt Brecht; temporada vai de 18 de abril a 5 de maio no Teatro da Unidade.

Livremente inspirada na peça “O Julgamento de Luculus”, de Bertolt Brecht, estreia no Sesc Pompeia temporada de Black Brecht, e se Brecht Fosse Negro. A peça fica em cartaz aos sábados, 21h, e domingos, 18h30, no Teatro da Unidade, de 18 de abril a 5 de maio.

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Perante o Supremo Tribunal do Reino das Sombras apresenta-se Luculus Brasilis, o general civilizador, que precisa prestar contas da sua existência na terra para saber se é digno de adentrar no Reino dos Bem-Aventurados. Sob a presidência do juiz dos Mortos, cinco jurados participam do julgamento: um professor, uma peixeira, um coveiro, uma ama de leite e um não-nascido. Estão sentados em cadeiras altas, sem mãos para segurar nem bocas para comer, e os olhos há muito apagados. Incorruptíveis.

A partir deste enredo a trama da peça foi sendo construída, com início durante a ocupação do Legítima Defesa, no próprio Sesc Pompéia, em novembro de 2017. Em duas imersões abertas ao público (estudos e dramaturgia), foram dez dias de trabalho. Em março de 2018, também na Unidade, foi apresentado ao público mais uma etapa, com um módulo de imersão (encenação).

Em junho de 2018 o projeto Black Brecht: E se Brecht fosse Negro? Foi comtemplado com o Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo. A partir daí, durante nove meses o grupo Legítima Defesa se debruçou sobre aquilo que começou como uma provocação: E se Brecht fosse Negro? Nesta provocação, se Brecht fosse negro qual seria o lugar ocupado pela raça? Sua obra seria lida por uma perspectiva interseccional? Unindo classe, raça e gênero? Seria possível construir um espetáculo sobre uma perspectiva afro brasileira diaspórica da obra e dos procedimentos de Brecht?

Para compor o texto de Black Brecht, foram utilizados diversos materiais – escrituras coletivas, dramaturgias sonoras, gestos, outras imersões públicas, exposições e diversas intervenções urbanas.

Sobre o Legítima Defesa

O Legítima Defesa é um coletivo de artistas/atores/atrizes de ação poética, portanto política, da imagem da “negritude”, seus desdobramentos sociais históricos e seus reflexos na construção da “persona negra” no âmbito das linguagens artísticas. Constituindo desta forma um diálogo com outras vozes poéticas que tenham a reflexão e representação da “negritude” como tema e pesquisa.

Este ato de guerrilha estética surge da impossibilidade, surge da restrição, surge da necessidade de defender a existência, a vida e a poética. Surge do ato de ter voz.

Ser invisibilizado é desaparecer, desaparecer é perder o passado e interditar o futuro, portanto não é uma opção.

Formado em 2015, o coletivo apresentou a performance poético-política “Em legítima defesa” na Mostra internacional de Teatro de São Paulo de 2016. Em 2017, estreou o espetáculo “A missão em fragmentos – 12 cenas de descolonização em legítima defesa” na programação da Mostra internacional de Teatro. Tem em sua bagagem uma série de Intervenções Urbanas. Atualmente, finaliza o processo da pesquisa “Black Brecht – e se Brecht fosse negro?”, projeto contemplado pelo Prêmio Zé Renato 2018.

Ficha técnica

Direção: Eugênio Lima
Dramaturgia: Dione Carlos
Elenco: Eugênio Lima, Walter Balthazar, Luz Ribeiro, Jhonas Araújo, Palomaris Mathias, Tatiana Rodrigues Ribeiro, Fernando Lufer, Luiz Felipe Lucas, Luan Charles e Marcial Mancome. Ator Convidado: Gilberto Costa
Co-produção: Associação Cultural Núcleo Corpo Rastreado e Umbabarauma Produções Artísticas
Produção Executiva: Iramaia Gongora e Gabi Gonçalves
Cenário: Renano Bolelli
Preparação Corporal e Coreografia: Luaa Gabanini e Iramaia Gongora
Danças Urbanas Africanas: Mister Prav
Preparação Vocal e Spoken Word: Roberta Estrela D’Alva
Figurino: Claudia Schapira
Direção Musical: Eugênio Lima e Neo Muyanga
Música: Luan Charles, Eugênio Lima, Neo Muyanga, Dropê Selva, Roberta Estrela D’alva e Suyá Nascimento.
Vídeo Intervenção: Bianca Turner
Fotografia: Cristina Maranhão
Vídeo documentário: Ana Júlia Travia
Direção de arte gráfica: Jader Rosa
Design: Estúdio Lume
Operador de som: João de Souza Neto e Clevinho Souza

SERVIÇO:
Black Brecht e se Brecht Fosse Negro?
De 18 abril a 5 de maio de 2019, quinta a sábado, às 21h, domingo, às 18h.
Dia 19/4 (quinta – feriado) não haverá sessão.
1º/05 (quarta- feriado), às18h.
Teatro
*O Teatro do Sesc Pompeia possui lugares marcados e galerias superiores não numeradas. Por
motivo de segurança, não é permitida a permanência de menores de 12 anos nas galerias, mesmo que acompanhados dos pais ou responsáveis.
Ingressos: R$7,50 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e
dependentes), R$12,50 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$25 (inteira).
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.
Duração: 90 minutos aproximadamente
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal
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Rapper Keith B Angola se apresenta no Centro Cultural Olido https://www.obrasdarte.com/rapper-keith-b-angola-se-apresenta-no-centro-cultural-olido/ https://www.obrasdarte.com/rapper-keith-b-angola-se-apresenta-no-centro-cultural-olido/#respond Wed, 17 Apr 2019 12:55:41 +0000 https://www.obrasdarte.com/?p=50390-pt Show ocorre no dia 18 e mistura ritmos africanos e brasileiros

Show será realizado às 19h

O rapper e produtor cultural Keith B Angola leva à Vitrine da Dança, no Centro Cultural Olido, seu show “Noite de Música Africana”. Com apresentação única no dia 18 de abril, às 20h, o repertório reúne canções produzidas em diversas partes do mundo.

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Keith nasceu em Benguele (Angola), viveu dez anos em Portugal, outros dez na Inglaterra e há dois está no Brasil. “Dizem que meu show tem um ‘diferencial’”, conta o rapper. “Isso porque eu traduzo em minhas canções as vivências que tive em países tão diferentes, agregando à minha origem africana um frescor multicultural”. Ritmos como R&B, kizomba, rumba e samba têm muita influência em seu trabalho. “Minha ideia é mesclar o som que se ouve em Angola com os ritmos brasileiros, realizando uma espécie de intercâmbio cultural entre os dois países.”

No show, Keith se apresenta junto com um DJ. Durante o espetáculo, ele conversa com a plateia. “Tento desmistificar um pouco a visão estereotipada que muitas pessoas têm sobre a África atual.”

O rapper espera lançar brevemente trabalhos que realizou com artistas brasileiros, entre eles Lino Krizz, Afro X e Analiss.

| Centro Cultural Olido – Vitrine da Dança. Avenida São João, 473. Centro. Dia 18/4, 19h. Grátis (não é necessário retirar ingresso)

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Workshop “Alquimia da Arte” para Artistas https://www.obrasdarte.com/workshop-alquimia-da-arte-para-artistas/ https://www.obrasdarte.com/workshop-alquimia-da-arte-para-artistas/#respond Tue, 16 Apr 2019 20:35:10 +0000 https://www.obrasdarte.com/?p=50380-pt A Galeria M.Blois promove, nos dias 24, 25 e 26 de abril, o workshop “ALQUIMIA DA ARTE”, ministrado pelo artista plástico Ufilho (Ulisses de Andrade).

Ulisses é baiano, criado no Rio e jornalista de formação. Nos anos 70, saiu do Brasil para morar em Londres, e em 1973 mudou-se para Nova York.

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Mas foi em Barcelona, na Fundação Tapíes, que mergulhou fundo nas técnicas e na linguagem do mestre espanhol. Pesquisou, estudou e se entregou a “linguagem contemporânea” e descobriu o uso de materiais inusitados, como suporte para suas obras.

Aproveitou tudo que aprendeu e começou a ministrar workshops pelo Brasil.

Esse workshop é divido em, 3 dias, com a primeira aula 4h e as seguintes 3h, quando serão ensinadas 12 técnicas:

  • Textura Tápies
  • Plaster
  • Tela Linho
  • Concretagem
  • Pasta negra
  • Adobagem (mud paste)
  • Siliconagem
  • Tela papiro
  • Betumagem
  • Pasta de madeira
  • Oxidação
  • Soilling (técnica alemã dos anos 30)

Este workshop se propõe a trazer uma nova leitura, um novo suporte para qualquer tipo de pintura, seja acadêmica, abstrata etc.

O workshop é todo apostilado, todo o material usado nas técnicas são providos pelo Professor, assim como iremos disponibilizar para uso durante as aulas pincéis, espátulas, entre outros, não tendo a necessidade do aluno trazer. Ao aluno cabe trazer: as telas (12) de 40×40 cm.

Informações:
Telefone: 21 99138-3522
E-mail: mbgaleriadearte@gmail.com

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Exposição Metrô – Linha da Cultura, Paulo Lionetti, por Rosângela Vig https://www.obrasdarte.com/exposicao-metro-linha-da-cultura-paulo-lionetti-por-rosangela-vig/ https://www.obrasdarte.com/exposicao-metro-linha-da-cultura-paulo-lionetti-por-rosangela-vig/#respond Mon, 15 Apr 2019 13:03:17 +0000 https://www.obrasdarte.com/?p=50357-pt Rosângela Vig é Artista Plástica e Professora de História da Arte.

Rosângela Vig é Artista Plástica e Professora de História da Arte.

Recordo sensações belas, luzes e graças naturais,
Doces emoções, alegrias suaves, ardentes, intensas,
Busco no íntimo, cores e matizes que me acordaram
Para o fascínio da criação e para o segredo da vida.
(DAROS, p.24, 2015)

A cidade afobada se perde no arrastar de passos apressados, no entra e sai do transporte público, na correria que nunca finda. Pode ser que a paisagem seja sempre a mesma na São Paulo de sempre, preocupada com a pressa de sempre que insiste em se prolongar por toda a semana. A pressa para se chegar; a pressa para se retornar; a pressa que jamais permite ao olhar um alento, uma trégua. Somente a Arte para amenizar os tons de cinza da cidade, aproximando o pensamento do Belo.

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Para suavizar esse olhar absorto do passageiro, as estações do Metrô de São Paulo recebem obras de Arte, modificando o cenário cotidiano que o olhar se acostumou a ver. E as obras do artista Paulo Lionetti estão nessa Linha da Cultura do Metrô, a partir de 10 de abril, na Estação Alto do Ipiranga.

Mais que simplesmente Arte, as obras tratam da questão da reciclagem, uma vez que são feitas com colagem de papéis que seriam descartados. O meio ambiente agradece e o olhar também.

Paulo Lionetti, natural de São Paulo, encantou-se pela Arte desde a infância. A inspiração do artista veio do Cubismo, uma vez que Pablo Picasso e Georges Braque já trabalhavam com a técnica da colagem. A arte-colagem de Paulo aliou-se ao spray e ao acrílico, materiais constantes em suas obras. Com um estilo próprio, o artista coleciona várias exposições em seu currículo e sua Arte atrai o olhar. É possível se encantar por seu carro antigo (Fig. 1), repleto de recortes e de linhas de jornais. É possível perceber a expressão de surpresa de seu Salvador Dali (Fig. 2) ou a delicadeza da Moça do Brinco de Pérola (Fig. 3). Conhecidos personagens da Arte, da Música e personalidades se tornam obras de Arte com sua colagem.

E ainda que o outono seja uma estação como as outras; que o mês de abril seja igual aos outros; a percepção será única a quem aprecia a Arte. Fruir, deliciar-se pelas cores e pelas formas modifica e suaviza o dia de quem passa com a rotineira pressa pela multidão perdida. A cidade se veste de outono e deleita o olhar do passageiro acelerado. É convidativo apreciar as cores e as formas.

www.paulolionetti.blogspot.com.br
Instagram: @paulolionetti

Referências:

DAROS, Lauro. Paisagens Poéticas. São Paulo: Editora FTD, 2015.

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Roda Gigante, de Carmela Gross: muito além da sala de exposições https://www.obrasdarte.com/roda-gigante-de-carmela-gross-muito-alem-da-sala-de-exposicoes/ https://www.obrasdarte.com/roda-gigante-de-carmela-gross-muito-alem-da-sala-de-exposicoes/#respond Fri, 12 Apr 2019 15:53:08 +0000 https://www.obrasdarte.com/?p=50347-pt Programação intensa, no Farol Santander de Porto Alegre, põe em movimento as relações da arte contemporânea com a psicanálise, o cinema e a arquitetura. Bate-papo com a artista e o curador fecha o ciclo, com lançamento do catálogo da mostra

Entre a próxima terça, 16 de abril, e o dia 25 de maio, uma rica programação permeia a mostra Roda Gigante, de Carmela Gross, que inaugurou o Farol Santander no final de março. O Projeto Roda Gigante estende a potencialidade da mostra com uma série de ações coordenadas. Dois encontros com especialistas vão colocar na mesa as relações entre arte, psicanálise e cinema, somando-se às atividades educativas que vêm acontecendo desde a inauguração da mostra. No último fim de semana de maio, a artista e o curador vão participar de um animado bate-papo, que marca o lançamento do catálogo da exposição.

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Mas não é só isso. O visitante tem ao seu dispor um verdadeiro universo de informações exclusivas, facílimas de acessar a um toque na tela do celular – e que estendem quase ao infinito a experiência da visita, real ou virtual, ao espaço expositivo. É uma proposta imersiva e pioneira no Brasil, em que o conhecimento e a tecnologia se unem para que uma simples visita à exposição se transforme numa grande aventura guiada pela arte.

Quem vem

No dia 16 de abril, a Psicanálise visita a Arte: Tania Rivera, psicanalista, ensaísta e professora do Departamento de Arte da Universidade Federal Fluminense (UFF), e o psicólogo Edson de Sousa, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, comandam uma conversa que investiga as possíveis relações entre o percurso da artista e o universo psicanalítico.

No dia 7 de maio, o papo é sobre Cinema e Arte: a artista multimídia Lucia Koch e arquiteta e curadora Priscyla Gomes desenvolvem essa temática a partir da relação da obra de Carmela Gross com a cidade e com o cinema, de modo a estimular discussões plurais.

No dia 25 de março, véspera do encerramento da exposição, Carmela Gross e Paulo Miyada conversam com o público e falam de suas experiências, do lado da criação e do lado da curadoria, que culminaram com a realização de Roda Gigante, e também sobre a trajetória de Carmela, representada na mostra por obras de distintos períodos. Nesse dia será lançado o catálogo de Roda Gigante, em papel e em versão eletrônica. Esta última, aliás, estará disponível para download gratuito e traz diversos recursos interessantes, como o uso de voice-over para descrever textos, imagens e demais elementos.

Educação em alta

O diálogo com professores e alunos é um dos aspectos mais valorizados pelo programa educativo, pois coloca a arte contemporânea em perspectiva a partir de uma visão multidisciplinar. Todos os encontros envolvem críticos e teóricos de arte, artistas convidados e arte-educadores num diálogo que passa por técnica, conteúdo e pela arte brasileira em si.

Além do conteúdo sobre Roda Gigante, Carmela Gross e arte contemporânea, toda uma formação à distância será disponibilizada no site do projeto (www.4art.com/capa), de modo a permitir o acesso remoto e mais aprofundado a informações, vídeos, conferências e imagens sobre a exposição. Todo esse cuidado leva em conta a valorização do professor. Afinal, em sala de aula, é ele o mais potente provocador da curiosidade dos alunos. E despertar essa curiosidade pode ser a porta para eles alcancem infinitas possibilidades.

O ciclo de palestras é voltado para discutir o trabalho da artista e a arte contemporânea brasileira. Nesse programa os professores receberão informações sobre a exposição, a artista e, claro, sobre arte contemporânea. Um conteúdo detalhado de formação à distância, associado ao ciclo de palestras e encontros, estará disponível no site do projeto, permitindo o acesso remoto e aprofundado as informações, vídeos, conferências e imagens sobre a exposição.

Tecnologia: autonomia e inspiração

Roda Gigante sai na frente ao oferecer um pacote de tecnologias que permitem ao observador ter uma experiência mais profunda com as obras em exposição. A começar com o aplicativo – que, uma vez instalado e conectado, passa a rechear a visita com uma série de estímulos: informações pontuais sobre cada obra à medida que o visitante se aproxima, frases ditas pela própria artista sobre determinados trabalhos, dados sobre a ficha técnica e pequenas intervenções que estimulam o questionamento das obras e da produção artística ali representadas.

O site da exposição é outra fonte importante de informação: vem sendo alimentado semanalmente com textos, entrevistas, pesquisas e novos conteúdos… Enfim, oferece um verdadeiro mergulho na história da arte contemporânea. Com isso, a visita continua acontecendo fora das paredes do espaço cultural e os repertórios são ampliados onde quer que o visitante esteja.

A cesta de tecnologias oferece ainda audiodescrição para quatro obras de diferentes suportes, audioguia e também vídeos individuais em LIBRAS, que garantem ao deficiente auditivo o mesmo grau de informação que os demais visitantes recebem. Os deficientes visuais, por sua vez, têm à disposição textos com tipologia ampliada e legendas em braille em todas as obras expostas. Essas ações não só democratizam o conhecimento como permitem o mais pleno nível de acesso, sem restrições de qualquer tipo. Toda essa gama de ofertas eleva o visitante à condição de explorador e pesquisador, à medida que sua curiosidade e seu interesse aumentam. É a arte vivida às últimas consequências.

A mostra

A exposição Roda Gigante, da artista multimídia Carmela Gross, está em cartaz desde 26 março e se encerra em 26 de maio. É composta de uma obra inédita, que dá nome à mostra, e de um panorama da trajetória da artista, com obras selecionadas pelo curador Paulo Miyada.

Roda Gigante, que ocupa o salão principal do prédio do Farol Santander, é uma instalação que trata do real, do transitório e do virtual, na medida em que o ser humano tem de se adaptar a diferentes situações na vivência diária. Objetos concretos, físicos, muitos deles sem uso ou relegados a outras funções, estão fixos no chão, mas ancorados às alturas do imenso pé-direito do edifício por cordas e liames de todo tipo, cor e textura. Diante da arquitetura majestosa, os objetos resistem, com suas histórias, conectados a níveis superiores que evocam o mundo virtual, mas reafirmam também a essência material que os habita. No entrecruzar dos cordames, adivinham-se espaços de poder, confinamentos, restrições ou liberdade de circulação. Esparsos, mas conectados na intenção, livros, baldes, areia, engrenagens, restos de ferramentas, caixas, esculturas de jardim e outros objetos retratam talvez histórias de sobrevivência, de rearranjo social, de habitats nômades que a precariedade da vida diária inventa, pelas mãos da necessidade.

SERVIÇO
PROJETO CARMELA GROSS: RODA GIGANTE
PROGRAMAÇÃO
16 de abril, 18h30, Arena
ARTE E PSICANÁLISE – Convidados: Tania Rivera e Edson de Sousa
7 de maio, 18h30, Arena
ARTE E CINEMA – Convidadas: Lucia Koch e Priscyla Gomes
25 de maio, 19h30, Arena
CONVERSA COM CARMELA GROSS E PAULO MIYADA
Lançamento do Catálogo da Mostra
Reservas: 4artproducoes@gmail.com
Farol Santander Porto Alegre
Rua 7 de Setembro, 1028 – Centro Histórico
Tel.: (51) 3287-5500
farolsantanderpoa@santander.com.br
www.farolsantander.com.br
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Abstração do acaso https://www.obrasdarte.com/abstracao-do-acaso/ https://www.obrasdarte.com/abstracao-do-acaso/#respond Thu, 11 Apr 2019 20:10:25 +0000 https://www.obrasdarte.com/?p=50330-pt René Machado desenvolve pintura cada vez mais gestual

A exposição LabUTA contém obras recentes de René Machado e abre para o público a partir do dia 16 de Abril na Casa de Cultura Laura Alvim.

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O artista revisita suas origens profissionais como publicitário, incorporando-as à imagética variada e viva da arte urbana e às possibilidades artísticas em torno da “pintura abstrata” na atualidade. Apresenta de forma imponderável a força estética das ruas, do grafite, da street art, da pop art com o impulso de pinceladas neoexpressionistas. Explora a idéia do efêmero a partir das inúmeras sobreposições de camadas de elementos.

O artista lança mão da serigrafia como marca da era industrial, da reprodutibilidade, do desgaste da imagem, ampliações, imagens repetidas que lembram anúncios nos muros da cidade, sobrepostos com traços de spray, e inúmeras camadas de tintas. “Parte do processo envolve: fotografia, digitalização, impressão, serigrafia, ampliação e tratamento de imagens para impressões pictóricas em grandes suportes e inclusão de uma série de camadas. O trabalho sofre interferências de diferentes técnicas: óleo, acrílica, esmalte sintético, carvão e spray”, cita o artista.

O resultado despretensioso do trabalho de René também advém da “action painting”, seu traço descompromissado, as pinceladas livres, o gesto solto – oriundos de seu estilo que dispensa afetação.

Nesta exposição, algumas explorações mais sóbrias do verde, do azul – outras mais radicais, trazem o rosa e laranja neon da década de 90, entrepostas pela radicalidade dos pretos, explorados pelo carvão, spray, e esmalte sintético.

De acordo com a curadora Vanda Klabin, o deslizamento de gestos é um processo de articular diferentes modos de ver, “Os campos picturais permeados por vibrantes contrastes, harmonias dissonantes, grumos espessos e alta voltagem cromática, têm uma conotação ambígua. A cor é o seu veículo expressivo e compatibiliza elementos díspares e dissonantes na estruturação da tela.” Diz Vanda.

Uma parte das obras se inspira no que René chama de “Frequência Morelenbaum”, as últimas inspirações vieram da sonoridade composições do álbum Central do Brasil de Jaques Morelenbaum, “Sempre que ouvia esse álbum, tinha vontade de decifrar as composições através de gestos, então produzi as obras no ritmo delas”. Revela o artista.

Nesta exposição René traz novidades como a fotografia, a colagem e a instalação revelando novas dimensões do processo criativo. A fotografia, ora como um desmembramento e ora como inspiração para as telas, contém paisagens urbanas, muros, painéis capturados em centros de cidades como Paris, Berlin e Barcelona. O olhar sempre atento à estética do efêmero, restos de cartazes, grafite, fixações, pinturas descascadas, são capturadas pelo artista.

A colagem surge como um índice correlato da pintura, a partir de um material mais popular que é o papelão. Oriundo de caixas de produtos de marcas populares o material foi trabalhado com cores preponderantes nas telas durante o processo criativo, recortes, rasgos livres e colagem, revelam ainda novas dimensões para o conceito de descomposição e acaso. “Desconstrução, fazer e refazer fazem parte do processo, sobreposições, apagamentos, sinais de erros e acertos e desta forma as camadas vão se compondo, criando de forma aleatória o abstrato”, diz René.

Serviço :
Abertura : 16/04 às 19 hs
Exposição : 17/04 a 02/06 (terça a domingo) das 13 hs as 22 hs
Local: Centro Cultural Laura Alvim – Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema
Entrada Franca

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Sobre o artista:

RENÉ MACHADO nasceu em 1969. Vive e trabalha no Rio de janeiro.

Formado pela Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro, tem na pintura seu foco principal de pesquisa e atuação, mas também desenvolve trabalhos nos campos do desenho, instalações e direção de arte. A atuação durante mais de 23 anos em publicidade e propaganda concede à sua obra influência de cores, pintura e desenho, bem como a irônica relação da publicidade com o efêmero.

Sua obra se insere em uma linhagem de artistas que buscam vasculhar as possibilidades da pintura depois dos estrondos técnicos, visuais e conceituais causados pela Pop Art ou, ainda, pelos neoexpressionistas dos anos 1980.

René realiza exposições desde 2009, tendo suas obras percorrido diversos países e instituições de arte tais como: Brasil, EUA, Itália, Espanha e França. Destacando-se participação na Art Basel em 2014 pela San Paul Gallery, Mappa dell’arte no ano de 2015 em Veneza e a exposição “Gestos” em 2016 na Casa de Cultura Laura Alvim. René Machado foi incluído entre os 100 artistas contemporâneos escolhidos para o livro Luciano Benetton Land of the Future / Contemporary Artists from Brazil.

Sobre a curadora:

VANDA KLABIN

Rio de Janeiro, onde vive e trabalha.

É cientista social, historiadora e curadora de artes plásticas. Tem graduação em Ciências Políticas e Sociais pela PUC-Rio (1967–1970) e em História da Arte pela Uerj (1975–1978) e pós-graduação em História da Arte e Arquitetura no Brasil pela PUC-Rio (1980–1981), onde atuou como coordenadora adjunta do curso (1983 -1990)) e editora da revista Gávea, do Departamento de História PUC-Rio (1983–2002).

Foi diretora-geral do Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro (1996–2000), onde organizou diversas exposições de artistas brasileiros e estrangeiros: Amilcar de Castro, Antonio Manuel, Eduardo Sued, Guillermo Kuitca, Hélio Oiticica e a Cena Americana, Iberê Camargo, José Resende, Luciano Fabro, Mel Bochner, Mira Schendel, Nuno Ramos e Richard Serra.

Foi responsável por curadorias de várias instituições, apresentando obras de artistas como: Alfredo Volpi, Angelo Venosa, Antonio Dias, Célia Euvaldo, Daniel Feingold, Eduardo Sued, Frank Stella, Henrique Oliveira, Jorge Guinle, Nelson Leirner, Niura Bellavinha, Nuno Ramos, Renata Tassinari, entre outros.

Foi coordenadora adjunta da Mostra nacional do redescobrimento — Bienal 500 anos, em São Paulo (1999–2000) e curadora do módulo “A vontade construtiva na arte brasileira”, 1950/1960”, integrante da exposição Art in Brazil, no Festival Europalia, apresentada no Palais des Beaux Arts – Bozar, em Bruxelas (2011–2012).

Atuou na área de preservação de memória de acervos culturais e atividades de pesquisa — Arquivo Oswaldo Goeldi, Funarte/PUC-Rio; Arquivo Alberto da Veiga Guignard, Departamento de História, PUC-Rio; Arquivo de Raymundo Ottoni de Castro Maya, Museu da Chácara do Céu, Fundação Museus Castro Maya/Iphan/Fundação Vitae — e na catalogação do acervo de Antonio Carlos Jobim, Faperj (2002–2004).

Participa regularmente de diversos conselhos consultivos de cultura: Museu da Chácara do Céu, Fundação Raymundo Castro Maya, Rio de Janeiro (desde 1993); Paço Imperial, RJ (desde 1993); Dia Center for the Arts, Nova York (1997–1998); Conselho Internacional de Museus – Icom (desde 1998); Conselho de Cultura da Associação Comercial do Rio de Janeiro (desde 2004). Membro do Comitê de Indicação do Prêmio Pipa 2015 e 2019.

Na área editorial, coordenou várias publicações, além de catálogos e pesquisas sobre história da arte, participando de seminários sobre o tema. Tem vários trabalhos publicados em catálogos e revistas especializadas. Atualmente trabalha como curadora independente.

Serviço :
Abertura : 16/04 às 19 hs
Exposição : 17/04 a 02/06 (terça a domingo) das 13 hs as 22 hs
Local: Centro Cultural Laura Alvim – Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema
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Museu Afro Brasil inicia comemorações dos seus 15 anos com exposição sobre São Paulo https://www.obrasdarte.com/museu-afro-brasil-inicia-comemoracoes-dos-seus-15-anos-com-exposicao-sobre-sao-paulo/ https://www.obrasdarte.com/museu-afro-brasil-inicia-comemoracoes-dos-seus-15-anos-com-exposicao-sobre-sao-paulo/#respond Wed, 10 Apr 2019 13:52:16 +0000 https://www.obrasdarte.com/?p=50320-pt 500 itens históricos, entre pinturas, fotografias, cartazes, objetos de arte e de uso cotidiano celebram a transformação da cidade. Abertura em 6 de abril, sábado, a partir das 11 horas

O Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Museu Afro Brasil – organização social de cultura, abre no sábado, dia 6 de abril, às 11h, a exposição “Museu Afro Brasil, nos seus 15 anos, celebra São Paulo: uma iconografia urbana”, que destaca, a partir de uma série de elementos artísticos e culturais, a transformação da cidade de São Paulo de um povoado em megametrópole cosmopolita. Nela, o curador e diretor do Museu Afro Brasil Emanoel Araújo reúne mais de 500 itens históricos entre pinturas, fotografias, cartazes, objetos, vestimentas, recortes de jornais e revistas, mapas, brinquedos e porcelanas que traçam uma cronologia da cidade.

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“São Paulo é uma cidade-síntese, que resume em si toda a riqueza da diversidade étnica e cultural de nosso país, e que, por sua condição cosmopolita, não a isola da realidade do mundo globalizado em que vivemos. É aqui que todas as diferenças se encontram e se confrontam, que todas as sínteses se tornam possíveis, todos os choques visíveis, mais que em qualquer outra parte do país. Aqui é o lugar onde um Afro Brasil nos oferece o desafio de uma herança a resgatar”, ressalta Emanoel Araujo, curador da exposição e também fundador do Museu Afro Brasil, que comemora 15 anos de atividade em 2019.

A exposição está dividida em alguns núcleos: “São Paulo, uma metrópole industrial”, onde são exibidas placas de propaganda, louças, brinquedos, objetos de decoração, mobiliário do Liceu de Artes e Ofícios, embalagens de diversos produtos alimentícios, entre outros itens que indiciam tanto a indústria paulistana quanto sua relação com a economia mundial. Em “Belle Époque Paulistana”, o curador apresenta objetos ligados aos costumes dos anos 1920, destacando vestidos e croquis da Maison Marnah, da celebrada modista Madame Maria Adelaide da Silva, além adereços como bolsas, leques, artigos de beleza e dois raros tecidos da pintora e decoradora brasileira Regina Gomide Graz (1897-1973). O núcleo “Revolução Constitucionalista de 1932”, por sua vez, traz a público vasta iconografia que inclui mapas, esculturas em bronze, flâmulas, porcelanas, bandeiras que referenciam o movimento armado ocorrido entre julho e outubro de 1932, quando o estado de São Paulo entro em conflito com o governo de Getúlio Vargas.

O núcleo “Carnaval Paulistano” reúne reproduções e fotografias originais que resgatam a importância da presença negra na festa popular na cidade. “IV Centenário” é o núcleo de maior diversidade de suportes. Nele, filatelia, numismática, discos, copos, louças, bandejas, revistas, pôsteres e mapas rememoram as festividades e celebrações que marcaram a efeméride dos 400 anos da cidade no ano de 1954, data em que foi inaugurado o Parque Ibirapuera.

Artes visuais, música e imprensa, aqui incluídos periódicos raros e frágeis, não ficam de fora das escolhas do curador, cada uma delas recebendo uma área específica dentro da exposição. A curadoria de artes visuais, contudo, dá ênfase aos artistas brasileiros participantes da 2ª Bienal de São Paulo, realizada entre 1953 e 1954, conhecida como a “Bienal da Guernica”, em referência à vinda da célebre obra “Guernica” (1937) de Pablo Picasso, exibida nas dependências do atual Museu Afro Brasil. São exibidas obras de: Aldemir Martins, Danilo Di Prete, Sanson Flexor, Manabu Mabe, Aldo Bonadei, Lothar Charoux, entre outros.

Ao reunir esse vasto conjunto de itens preciosos, Emanoel Araújo ilustra a riqueza material e simbólica das transformações por que a passou a vila de São Paulo de Piratininga do século XVI ao posto de maior cidade da lusofonia e principal centro financeiro e mercantil do Hemisfério Sul. “Museu Afro Brasil, nos seus 15 anos, celebra São Paulo: uma iconografia urbana” conta, também, com uma extensa cronologia, exibida numa das paredes da mostra, que sinaliza os principais acontecimentos da cidade de São Paulo, auxiliando o visitante a desfrutar com rigor histórico essa memorável e superlativa exposição.

📷 Imagens de divulgação: adelantesp.tumblr.com/tagged/imagens-iconografia-paulistana

O Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, é um museu histórico, artístico e etnológico, voltado à pesquisa, conservação e exposição de obras de arte, documentação e objetos relacionados ao universo cultural do negro no Brasil. Foi inaugurado em 2004, a partir da coleção particular de seu atual diretor e curador Emanoel Araújo. Sua programação de exposições permanentes e temporárias, associada às ações educativas, destaca a perspectiva africana na formação do patrimônio, identidade e cultura brasileira, celebrando a memória, história e a arte brasileira e afro-brasileira. Seu acervo conta atualmente com mais de 6 mil itens, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, objetos, documentos e peças etnológicas de autores brasileiros e estrangeiros, produzidos desde o século XVII até os dias de hoje. Está localizado no Parque Ibirapuera, projetado por Oscar Niemeyer em 1954 por ocasião das comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo, nas dependências do Pavilhão Manoel da Nóbrega, espaço de mais de 11 mil m2 que conta espaços expositivos, além do Teatro Ruth de Souza, com capacidade para150 pessoas, e a Biblioteca Maria Carolina de Jesus.

Serviço:
Mostra: “Museu Afro Brasil, nos seus 15 anos, celebra São Paulo: uma iconografia urbana”
Curadoria: Emanoel Araújo
Abertura: 06 de abril, sábado, às 11 horas
Período expositivo: de 07 de abril a 07 de julho de 2019
Museu Afro Brasil
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
Parque Ibirapuera – Portão 10 (acesso pelo portão 3)
São Paulo / SP – CEP 04094-050
📞 (11) 3320 8900
🔗 www.museuafrobrasil.org.br
Horários de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10h às 17h, com permanência até as 18hs.
Ingressos: R$ 6 (entrada gratuita aos sábados)
App Museu Afro Brasil disponível para IOS e Android, com download gratuito na Google Play e App Store.
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Matilha Cultural recebe ocupação do coletivo Tríptico https://www.obrasdarte.com/matilha-cultural-recebe-ocupacao-do-coletivo-triptico/ https://www.obrasdarte.com/matilha-cultural-recebe-ocupacao-do-coletivo-triptico/#respond Mon, 08 Apr 2019 13:13:16 +0000 https://www.obrasdarte.com/?p=50307-pt Coletivo composto por Caligrapixo, Senk e Sator expõe quadro inédito criado pelos três e obras individuais. Com curadoria de Juliana Akina, exposição “Tríptico” apresenta imersão nos diferentes universos dos artistas com o objetivo de dar força à cultura urbana e independente. A ocupação acontece de 11 de abril a 10 de maio

São Paulo, abril de 2019 – A partir do dia 11 de abril a Matilha Cultural recebe a exposição Tríptico, composta pela fusão das obras de Caligrapixo, Senk e Sator. A ocupação, que tem curadoria Juliana Akina, é fruto do ateliê/coletivo homônimo ao evento e traz a oportunidade de imersão nas três dimensões dos artistas de estilos diferentes, que se unem com um único ideal: fazer a diferença através da arte. Na mostra, além de apresentarem quadros individuais, também trarão o trabalho inédito da junção de três quadros, um de cada, que formam uma tela só.

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A parceria com a Matilha Cultural, que completa 10 anos em 2019, reforça os semelhantes objetivos de dar força e público para a cultura urbana e independente. “É respeitando o traço, o gestual e as cores de cada individualidade que se forma este coletivo. Já no primeiro contato se percebeu a imensa pluralidade no entendimento e experiência de cada integrante de Tríptico, mostrando diferenças, congruências e relações nas produções artísticas por eles exibidas”, define a curadora Juliana. Desde setembro de 2018, os três artistas criaram o coletivo Tríptico a partir da vontade de ter um espaço de produção para trocar experiências e técnicas entre eles e, acima de tudo, propagar seus trabalhos e atingir cada vez mais pessoas. O ateliê fica localizado no bairro de Pinheiros, em São Paulo – SP.

CALIGRAPIXO, nome artístico de Marcos P. da Silva, atua desde 1996 nas ruas de São Paulo como pixador. Conhecido pelo diferencial da sua caligrafia, criada por meio de estudos e pesquisas profundas da tipografia dos pixos paulistanos, o artista segue ao máximo o padrão de arquitetura da cidade e busca se fundir à paisagem. Em seu trabalho, desenvolveu quatro alfabetos distintos, que são considerados diferentes do que é visto pelas ruas por serem muito estilizados, uma vez que todas as letras juntas, em um emaranhado de palavras, se tornam pinturas abstratas. A proposta principal de Caligrapixo é instigar o espectador a decifrar o que foi escrito como um todo, fazendo-se notar a rua de uma outra forma e tornando-a presente no nosso cotidiano.

De São Mateus, extremo leste de São Paulo, Fabiano Serencovich, o SENK, é publicitário de formação, mas dedica a carreira às artes. Apesar da identificação pictórica urbana com o universo do street art, suas obras são pautadas na história de sua família – do norte de Minas Gerais, região de sustento do campo, com agricultura de subsistência, criação de gado, garimpo – e no ambiente rural do Vale do Jequitinhonha. O artista costuma ilustrar personagens do sertão, em cenários locais, com alta dose de surrealismo. A aparência humilde contrasta com o uso de folhas de ouro, prata e bronze, em representações estilizadas da vida rotineira.

Nascido em São Paulo, SATOR desenha desde a infância. Aos vinte anos se mudou para a Europa, onde viveu entre Espanha, Inglaterra, Alemanha e Suíça, trabalhou nas mais diversas áreas, mas nunca abandonou a arte, aproveitando para se desenvolver e trazer para as paredes, papéis e telas seus sentimentos, noções e visões da sociedade. O desenhista recria a realidade e foge do senso comum com a influência do caos urbano onde foi criado e ainda vive – a partir disso, em suas obras trazem a fragmentação em linhas e traços orgânicos que confundem formas abstratas e reais, explorando diferentes dimensões. Com pitadas de simbolismo, religião, lisergia, sensualidade, cores e transparências, busca direcionar o público a um momento de reflexão sobre a condição social e humana.

Serviço:
Caligrapixo, Senk e Sator expõem a fusão Tríptico na Matilha Cultural
Endereço: Matilha Cultural – Rua Rego Freitas, 542 – República, São Paulo, SP
Data: quinta-feira, 11/04 (abertura) até 10/05 (sexta-feira)
Horários: abertura: entre 19h e 22h / demais dias: de terça a sábado, entre 12h às 22h. Aos domingos das 10h às 20h.
Entrada Gratuita

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Sobre Matilha Cultural

A Matilha provoca a curiosidade e a busca por conhecimento, com foco em questões ambientais e de direitos humanos, apoiando também movimentos artísticos independentes. Mais do que um centro multicultural, é também um centro de convergência de idéias e ações em prol do bem comum. Com informação, engajamento e cultura, a Matilha contribui para a construção de uma sociedade mais consciente e mais LIVRE. A programação pública da Matilha Cultural é gratuita ou a preços populares e traz conteúdo de vanguarda, com senso político, sempre acompanhada de debates, palestras e oficinas que consolidam a democratização do conhecimento.

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Rosana Paulino: A Costura da Memória https://www.obrasdarte.com/rosana-paulino-a-costura-da-memoria/ https://www.obrasdarte.com/rosana-paulino-a-costura-da-memoria/#respond Mon, 08 Apr 2019 12:57:21 +0000 https://www.obrasdarte.com/?p=50302-pt Abertura: 13 de abril, às 16h
Curadoria: Valéria Piccoli e Pedro Nery
Temporada: até 25 de agosto de 2019

O Museu de Arte do Rio – MAR inaugura no dia 13 de abril a exposição “Rosana Paulino: A Costura da Memória”. Após temporada de sucesso na Pinacoteca, em São Paulo, a maior individual da artista já realizada no Brasil chega à cidade com 140 obras produzidas ao longo dos seus 25 anos de carreira. Assinada por Valéria Piccoli e Pedro Nery, curadores do museu paulistano, a mostra reúne esculturas, instalações, gravuras, desenhos e outros suportes, que evidenciam a busca da artista no enfrentamento com questões sociais, destacando o lugar da mulher negra na sociedade brasileira.

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Rosana Paulino surge no cenário artístico nos anos 1990 e se distingue, desde o início de sua prática, como voz única de sua própria geração. Os trabalhos selecionados, realizados entre 1993 e 2018, mostram que sua produção tem abordado situações decorrentes do racismo e dos estigmas deixados pela escravidão que circundam a condição da mulher negra na sociedade brasileira, bem como os diversos tipos de violência sofridos por esta população.

Um dos destaques da mostra é a “Parede da Memória”. Realizada quando a artista ainda era estudante, a instalação é composta por 11 fotografias da família Paulino que se repetem ao longo do painel, formando um conjunto de 1.500 peças. As fotos são distribuídas em formatos de “patuás” – pequenas peças usadas como amuletos de proteção por religiões de matriz africana. O mural se transforma em uma denúncia poética sobre a invisibilidade dos negros e negras que não são percebidos como indivíduos. Quando os 1.500 pares de olhos são postos na parede, “encarando” as pessoas, eles deixam de ser ignorados.

A exposição também conta com uma série lúdica de desenhos feitos por Rosana Paulino, na qual a artista revela sua fascinação pela ciência e, em especial, pela ideia da vida em eterna transformação. Os ciclos da vida de um inseto são feitos e comparados com as mutações no corpo feminino, por exemplo. A instalação Tecelãs (2003), composta de cerca de 100 peças em faiança, terracota, algodão e linha, leva para o espaço tridimensional o tema da transformação da vida explorado nos desenhos.

Em alguns de seus trabalhos a relação de ciência e arte é destacada, como em Assentamento (2013). A série retrata gravuras em tamanho real de uma escrava feitas por Ausgust Sthal para a expedição Thayer, comandada pelo cientista Louis Agassiz, que tinha como objetivo mostrar a superioridade da raça branca às demais. Para Paulino, “a figura que deveria ser uma representação da degeneração racial a que o país estava submetido, segundo as teorias racistas da época, passa a ser a figura de fundação de um país, da cultura brasileira. Essa inversão me interessa”, finaliza a artista.

SOBRE ROSANA PAULINO

Doutora em artes visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP, é especialista em gravura pelo London Print Studio, de Londres e bacharel em gravura pela ECA/USP. Foi bolsista do programa bolsa da fundação Ford nos anos de 2006 a 2008 e CAPES de 2008 a 2011. Em 2014 foi agraciada com a bolsa para residência no Bellagio Center, da fundação Rockefeller, em Bellagio, Itália.

Como artista vem se destacando por sua produção ligada a questões sociais, étnicas e de gênero. Seus trabalhos têm como foco principal a posição da mulher negra na sociedade brasileira e os diversos tipos de violência sofridos por esta população decorrente do racismo e das marcas deixadas pela escravidão.

Possui obras em importantes museus tais como MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo; UNM – University of New Mexico Art Museum e Museu Afro-Brasil – Pão Paulo.

O Museu de Arte do Rio – MAR

Uma iniciativa da Prefeitura do Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o MAR tem atividades que envolvem coleta, registro, pesquisa, preservação e devolução à comunidade de bens culturais. Espaço proativo de apoio à educação e à cultura, o museu já nasceu com uma escola – a Escola do Olhar –, cuja proposta museológica é inovadora: propiciar o desenvolvimento de um programa educativo de referência para ações no Brasil e no exterior, conjugando arte e educação com base no programa curatorial que norteia a instituição.

O MAR é gerido pelo Instituto Odeon, uma organização social da Cultura, selecionada pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro por edital público. O museu tem o Grupo Globo como mantenedor, a Equinor como patrocinadora master e a Rede D’Or São Luiz como apoiadora de exposições por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

A Escola do Olhar conta com patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Dataprev, TNA, In Press e BNY Mellon por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS e do Machado Meyer Advogados via Lei Federal de Incentivo à Cultura. O MAR conta também com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e realização do Ministério da Cidadania e do Governo Federal do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

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Arte Moderna – Abstracionismo por Rosângela Vig https://www.obrasdarte.com/arte-moderna-abstracionismo-por-rosangela-vig/ https://www.obrasdarte.com/arte-moderna-abstracionismo-por-rosangela-vig/#respond Fri, 05 Apr 2019 15:06:50 +0000 https://www.obrasdarte.com/?p=50256-pt Você também pode ouvir esse artigo na voz da própria Artista Plástica Rosângela Vig:

Rosângela Vig é Artista Plástica e Professora de História da Arte.

Rosângela Vig é Artista Plástica e Professora de História da Arte.

Alumbramento
Eu vi os céus! Eu vi os céus!

Ah essa angélica brancura
Sem tristes pejos e sem véus!

Nem uma nuvem de amargura
Vem a alma desassossegar.
E sinto-a bela… e sinto-a pura…

Eu vi nevar! Eu vi nevar!
Oh, cristalizações da bruma
A amortalhar, a cintilar!
(BANDEIRA, 2008, p.51)

Talvez quando o artista cerra o olhar a Arte penetra nas profundezas de sua alma. É nesse momento que seu espírito divaga. Deflagra-se então um embate entre o mundo real, aquele dos desalentos, da melancolia e das asperezas; e o mundo de comprazimento e de enlevo que somente no sonho se conhece. Talvez seja nesse instante que nasce a Arte pura, livre das articulações da vida real e das intempéries e tormentas que insistem em margear nossas almas. Somente a Arte pura leva o espírito ao delírio, a um despenhadeiro de emoções ou a um ascender de impressões que muitas vezes ficaram ocultas na alma. O artista é aquele que descobre o caminho para essas secretas paragens. O espírito livre flutua por esses recônditos e se deleita em emoções e em regozijo. Talvez seja esse o maior papel da Arte.

Essa pureza de ideias pode estar na forma ou na cor; nas representações realistas, surrealistas ou abstratas e apresenta a realidade sob o olhar do artista. A Arte Abstrata passa por esses caminhos, para além do real, para a realidade do olho da alma e dos mais intrínsecos significados. Essa forma de expressão desrealiza o mundo conhecido; flutua livremente pelos campos da forma e da cor, como se a tocar as notas de uma canção; como se a repousar numa tela alva as formas e as cores em seu estado puro. Ali as matizes emergem, mesclam-se, desvanecem como pétalas de flores desabrochando, numa infindável e interessante brincadeira.

Dentro do contexto da Arte Moderna, no início do século XX a Arte Abstrata tomou corpo e seguiu até os dias de hoje, como um estilo revolucionário e transformador. Antes da Primeira Guerra, o Abstracionismo já despontava em vários países, como uma maneira de explorar todos os potenciais da cor e da forma, apartado da realidade.

Importantes episódios históricos marcaram a primeira metade do século XX. A Europa via nascer a União Soviética comunista; o mundo sofria com a Primeira e a Segunda Guerra Mundial; a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, levou à Grande Depressão Americana. Entre as mudanças do período, a sociedade européia passou a contar em grande escala com mulheres no mercado de trabalho, em substituição aos homens que eram convocados para a guerra. O sistema familiar que por tantos anos foi rígido modificava-se e, mesmo após a guerra, as mulheres continuaram a trabalhar. A Arte se adequou a esse novo estilo de vida e se firmou na modernidade que avançava.

Fig. 1 – Casa Rietveld Shroder, Yaro Mir, Visit UNESCO by Yaromir. Fig. 2 – Casa Rietveld Shroder, Yaro Mir, Visit UNESCO by Yaromir. Fig. 3 – Rietveld Shroder House, @holandesando, Website: holandesando.com/casa-rietveld-schroder/.

Arquitetura

Nossa própria época exige sua própria
forma… sua própria manifestação.
(Gerrit Rietveld in GLANCEY, 2012, p. 177)

O Moderno caminhava a passos largos e trazia inovações na Arquitetura, para a década de 30. Acompanhando a sociedade da época as mais relevantes mudanças estiveram por conta da busca por simplicidade, por funcionalidade e por um distanciamento da ornamentação. A geometria e o abstracionismo que se aplicavam à Pintura passaram a ser de grande interesse na decoração interna, com formas simples e linhas retas.

Entretanto esses novos modelos arquitetônicos eram acessíveis apenas aos clientes ricos. As grandes massas, até antes da Segunda Guerra Mundial, tendiam ser mais conservadoras. Mas o fato é que a incalculável destruição por toda a Europa, durante as guerras, levou à necessidade de se construir casas em quantidade, de forma rápida e eficiente. Aos arquitetos ainda caberia o desafio de construir habitações para os trabalhadores, que oferecessem qualidade de vida, com jardins e luz do sol.

Novas concepções sobre o Design e a Arquitetura também foram muito difundidos pela revista De Stijl (O Estilo), fundada em 1917, por Theo van Doesburg (1833-1931); Piet Mondrian (1872-1944); e Georges Vantongerloo (1886-1965). O propósito da revista era o de disseminar uma estética que aproximasse perfeição e harmonia espiritual; além de promover o uso de novas formas e de cores primárias para objetos do dia a dia.

O Arquiteto e Designer Holandês Gerrit Rietveld (1888-1964), fundador do Congresso Internacional de Arquitetura Moderna, chegou a fazer parte da revista para a qual escreveu até 1928 e foi o primeiro a aplicar os princípios da revista em seu estilo. Sua preocupação se voltava para o social, com uma forma de produção acessível, padronizada, que fizesse uso de novos materiais. Exemplo de flexibilização de espaços domésticos é a Casa Rietveld Schröder 1 (Figuras 1 e 2), do arquiteto, construída em 1924, na cidade de Utrecht, Holanda, de acordo com os conceitos do movimento De Stijl. A construção, ícone do Modernismo na Arquitetura, recebeu em 2000, status de Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Pode ser que a fachada da casa lembre inicialmente uma obra de Arte ou uma pintura de Mondrian, com suas linhas retas, quadrados e retângulos sobrepostos, em cinza e branco, dos quais sobressaem linhas retas em preto e em vermelho. Abrandando a geometria da construção, as plantas parecem complementar essa fusão de cores, na correta medida. Feito um cubo, de dois andares, a casa se destaca, em meio às outras da rua. E se o exterior da casa assemelha-se a uma obra de Arte, seu interior não é diferente. As cores e a geometria estão presentes em cada ambiente e é perceptível o aproveitamento de cada espaço e de cada canto, de maneira justa, na correta medida.

A obra mais conhecida de Rietveld é a Cadeira Vermelha e Azul, the “Red-Blue Chair2 em exposição no MoMA, em Nova Iorque. O objeto decorativo propõe a utilização de formas retas, linhas e cores também no mobiliário. Com assento azul e encosto vermelho, a cadeira tem estrutura e braços em vigas finas de madeira pintadas de preto. A sensata utilização do azul e do vermelho vivos contrapõe com a seriedade das linhas estruturais, o que de certa forma acentua a ligação com a modernidade e com a Arte.

Em Viena, entre 1919 e 1933, foram construídas 66.000 habitações, sob a direção do arquiteto Karl Ehn (1884-1959). Muitas dessas casas eram pequenas, construídas em subúrbios com jardim, de modelo trazido da Inglaterra. Com propostas mais ousadas, as cidades holandesas de Amsterdã e Roterdã também aderiram a programas habitacionais de massa.

No campo da Arquitetura ainda é importante que se lembre o conceito de simplificação e de poucos detalhes, das obras de Ludwig Mies van der Rohe (1886-1969); a preocupação com a luz de Le Corbusier (1887-1965); ou ainda a funcionalidade das obras de Walter Gropius (1883-1969), fundador da Bauhaus 3 e pioneiro da Arquitetura Moderna.

A maior dessemelhança exterior torna-se a maior semelhança interior.
(KANDINSKY, 1991, p. 125)

Fig. 4 – Vasily Kandinsky, Pequena Pintura com Amarelo (Improvisação), 1914, óleo sobre tela, 31 x 39 5/8 polegadas (78.7 x 100.6 cm) Emoldurado: 32 3/4 x 41 1/2 x 2 1/2 polegadas (83.2 x 105.4 x 6.4 cm). Philadelphia Museum of Art, The Louise and Walter Arensberg Collection, 1950-134-103. Fig. 5 – Vasily Kandinsky, Círculos em um Círculo, 1923, óleo sobre tela, 38 7/8 x 37 5/8 polegadas (98.7 x 95.6 cm) Emoldurado: 44 1/4 × 43 1/8 × 2 3/4 polegadas (112.4 × 109.5 × 7 cm). Philadelphia Museum of Art, The Louise and Walter Arensberg Collection, 1950-134-104. Fig. 6 – Vasily Kandinsky, Cartão Postal número 3, para Exposição da Bauhaus, Weimar, Julho-Setembro 1923, Litografia Colorida, Imagem: 5 3/8 x 3 3/4 polegadas (13.7 x 9.5 cm) Folha: 5 15/16 x 4 1/4 polegadas (15.1 x 10.8 cm). Philadelphia Museum of Art, Presente de Carl Zigrosser, 1974-179-100.

Escultura

Uma grande liberdade, ilimitada aos olhos de alguns, que nos permite ouvir a voz do espírito, que vemos manifestar-se nas coisas com uma força particular, que utilizará gradualmente, e já utiliza todos os domínios espirituais como seus instrumentos (…).
(KANDINSKY, p. 125, 1991)

O afastamento do realismo foi a principal marca da Estética Abstrata. No campo da Escultura, o ilimitado e a liberdade ainda se associaram à simplicidade de linhas, ao racionalismo, às formas orgânicas e ao uso de materiais diferenciados.

Figuraram entre os importantes nomes da época, os dos escultores Constantin Brancusi (1876-1957), Henry Moore (1898-1986) e Jorge Oteiza 4 (1908-2003).

Com obras em vários países, o britânico Henry Moore produzia trabalhos em grandes dimensões e chegou a ser influenciado pelas várias vertentes da Arte Moderna, do início do século XX e por Constantin Brancusi. O Abstrato de Moore recebeu incursões realistas, modificadas pelas distorções, como se as imagens fossem orgânicas, abertas, com movimentos, gestos e ondulações. A leveza de sua obra vinha da inspiração nas formas da natureza e do cuidado com a adequação aos ambientes em que se inseriam. Seu estilo ficou impresso em suas Figuras Reclináveis 5, conhecidas pela forma como o artista delineou o corpo, sem lhes imprimir detalhes. As obras parecem silenciosas, com lentos trejeitos, como se descansassem sobre alguma imaginária superfície.

Autodidata, Jorge Oteiza (1908-2003) principiou na Escultura, sob influência do Expressionismo, mas seu estilo adquiriu incursões abstratas nos anos 50, após o contato com a obra de Henry Moore. A inspiração nos pintores abstratos conduziu Oteiza à idéia de esvaziar as formas geométricas. Sua série “Caixas Vazias” surgiu nesse contexto, entre os anos de 1957 e 1958. Entre as premiações do artista, uma foi na Bienal de São Paulo, em 1957. Mantendo o rigor do volume, o artista delineou as formas conhecidas, reduzindo-as a suas linhas externas, como se estivessem ocas.

A popularização dos escultures e de marchands veio com a ocupação de áreas públicas, como praças e calçadas, como elemento decorativo à semelhança do que aconteceu no Renascimento.

Fig. 7 – Paul Klee, Composição com Figuras, 1915, Caneta e tinta e aquarela sobre papel montado em cartolina, Folha: 10.16 × 12.7 cm (4 × 5 in.) mount: 10.8 × 13.02 cm (4 1/4 × 5 1/8 in.). National Gallery of Art, Washington. Coleção de Mr. and Mrs. Paul Mellon. Fig. 8 – Paul Klee, Ludwigstrasse, 1912, Caneta e tinta preta com lavagem em papel creme, colocado em papelão, geral: 9.9 x 19 cm (3 7/8 x 7 1/2 in.). National Gallery of Art, Washington. Presente de Benjamin and Lillian Hertzberg.

Pintura

O azul, o azul subiu, subiu e caiu.
O pontudo, o fino sibilou e fez-se intruso, mas não o transpassou.
Em todos os recantos a coisa ressoou.
O castanho espesso ficou suspenso aparentemente por toda a eternidade
Aparentemente. Aparentemente.
(KANDINSKY, 1991, p.163)

Nada é mais inebriante do que o momento em que a obra é gerada. Tal entusiasmo é perceptível na citação de Kandinsky (1866-1944) e mostra que, além da Pintura, o artista era habilidoso também com as palavras. Suas obras revelaram uma forte ligação com a Música, de onde vinha muito de sua inspiração. Para Kandinsky as cores e o movimento de uma obra se ligavam à Música. Feito melodia para o olhar, suas pinturas se distanciaram do figurativo à medida que demonstravam consistência artística e amadurecimento. E o campo da abstração foi onde a Arte-Música de Kandinsky se acomodou.

A idéia de distanciamento da realidade que vinha sendo experimentada por artistas já no final do século XIX, com o Fauvismo e o Expressionismo, consolidava-se com o Cubismo, que abria portas para a Arte Abstrata. A Pintura passava a ser uma representação subjetiva da idéia que o artista tinha das coisas e do mundo. As primeiras obras surgiram a partir de 1910 e, até os dias de hoje, a Arte Abstrata desafia o olhar, ao se voltar para o interior e para o campo das sensações.

Ainda sob influência do Expressionismo, nas primeiras décadas do século XX, surgiam na Alemanha importantes movimentos que culminariam na Arte Abstrata. Entre eles A Ponte (Die Brücke), em 1905; e O Cavaleiro Azul (Der Blaue Reiter) em 1911, do qual fez parte Wassily Kandinsky (1866-1944), juntamente com Alexej von Jawlensky (1864-1941, Franz Marc (1880-1916), August Macke (1887-1914), Paul Klee (1879-1940), e Marianne Von Werefkin (1860-1938). Sob influência do Expressionismo e do grupo O Cavaleiro Azul, nascia o anseio por uma Arte que se aproximasse da alma do artista e do campo das sensações. O Abstracionismo Lírico ou Informal então irrompia, influenciado pelo Expressionismo, pelo Fauvismo e tendo Kandinsky como seu maior representante. De forte inspiração no rigor matemático e na racionalidade do Cubismo e do Futurismo, formava-se também um segundo grupo, o Abstracionismo Geométrico. Seguindo o pensamento racional, o grupo se ramificou pelo mundo em várias vertentes, entre as quais o Suprematismo com o russo Kazimir Malevich (1879-1935); o Neoplasticismo, ligado à Revista De Stijl, com Piet Mondrian (1872-1944) e Theo van Doesburg (1833-1931), na Holanda; o Construtivismo, também na Rússia; o Concretismo, com o suíço Max Bill (1908-1994); e o Neoconcretismo, no Brasil, com Hélio Oiticica (1937-1980) e Lígia Clark (1920-1988).

Não é difícil ligar a Arte de Kandinsky à Música. Na figura 5, é possível perceber os sons das notas musicais de sua colorida orquestra, ao centro de um palco imaginário. Iluminadas por holofotes, as linhas pretas cruzam o espaço, enroscam-se nos círculos coloridos, translúcidos, que também se transpõem. A delicada cena parece emitir ruídos, a cada movimento. É compreensível que sua arte se aproxime de um teor mais interiorizado, voltado para o espírito, para um entendimento aprofundado.

Com uma paleta de cores menor, o cartão para a Exposição da Bauhaus (Fig. 6) também se apresenta com linhas retas em contraponto com círculos coloridos. De suas junções, emergem novas formas preenchidas ou vazias, umas se justapondo às outras. Em seu acomodamento, a imagem adquire vida e dela os sons que emanam são os de sinetas alinhadas ao tempo e ao movimento.

Os tons verdes da natureza disputam espaço na cidade de Paul Klee (Fig. 10). É possível reconhecer galhos e copas de árvores em meio ao urbano, como se os campos de cores estivessem em uma árdua tentativa de estender seus largos braços. Suas formas não definidas parecem se comprimir sobre o fundo branco.

Ainda mais distante do campo da realidade, o movimento Suprematista explorava as formas geométricas puras, como foi a obra de Malevich 6. A lógica em seu trabalho consistia em dispor círculos, triângulos, quadrados e retângulos em cores vivas, sobre fundos brancos. Muitas vezes sobrepostas, outras vezes acomodadas feito quebra cabeças, as formas encaixam-se de maneira coerente no vazio espaço, ajustando-se a ele.

É bem provável que a alma do artista penetre em cada obra e a percorre, fingindo não estar ali. Taciturno e compenetrado, ele ajusta-lhe as imagens pessoalmente, em silêncio sepulcral. O único som que se ouve é o do badalar das formas em contato com as cores.

Fig. 9 – Paul Klee, Rouxinóis Persas, 1917, Guache, aquarela, caneta e tinta preta sobre grafite sobre papel, montadas em cartolina; a folha bordada na parte superior com tira de papel amarela montada para apoiar, geral: 22.8 x 18.1 cm (9 x 7 1/8 in.). National Gallery of Art, Washington. Presente de Catherine Gamble Curran and Family, em honra do 50º aniversário da National Gallery of Art. Fig. 10 – Paul Klee, Árvore e Arquitetura - Ritmos, 1920, Óleo sobre papel, geral: 27.9 x 38.3 cm (11 x 15 1/16 in.). National Gallery of Art, Washington. Presente de Benjamin and Lillian Hertzberg.

Considerações Finais

A liberdade se expressa no esforço do espírito para libertar-se das formas que já cumpriram o seu papel – das formas antigas – e para criar a partir delas, formas novas, infinitamente diversas.
(KANDINSKY, p. 121, 1991)

No fecundo terreno da tela alva, a autonomia do artista se permitiu agir e por ela dispor o que havia de mais puro, no campo da Arte. Ali ele trabalhou com as cores e com as formas de maneira emancipada, madura e inteligente, como nunca se viu. A criatividade debruçou sobre o espaço disponível, permitiu-se falar por si só, remontando o que havia de mais belo em seu espírito. O intenso entusiasmo que desencadeou nesse momento permitiu que a Arte adquirisse feição própria. Para Kandinsky a “maior dessemelhança exterior torna-se a maior semelhança interior” (p. 125, 1991).

O resultado de tal liberdade, de tal busca interior é a exploração de novos campos, é o trafegar por direções indefinidas, e, sobretudo viajar por onde somente o espírito determinar, entre as cores que nascem e que desvanecem; que emergem e que se derramam faceiras, ora recuando, ora avançando, numa divertida brincadeira que nunca finda. Deve ser pura a Arte; deve ser pura e esclarecida a alma daquele que a explora; e deve ser livre o gosto.

O deleite sucede quando o alvo espaço da tela se torna convidativo e insinuante. É aí que a Arte fala por si só, destaca-se da realidade desumana e transita por novas direções. É possível que nesse instante se desencadeiem as mesmas emoções que sentiu o artista no intenso entusiasmo por sua criação. Fruir é permear a obra, vendo-lhe o mundo interior que ali ficou impresso, é sentir-lhe os cheiros, degustar-lhe o sabor e ouvir-lhe os sons que ecoa.

No palco, crepúsculo azul-escuro, a princípio esbranquiçado, depois de um azul escuro intenso. Depois de certo tempo, começa-se a ver no meio do palco, uma pequena luz, que se torna mais viva quando o azul escurece. Depois de certo tempo, música na orquestra. Pausa.

Atrás do palco começa-se a ouvir um coro disposto de modo que não se possa situar o lugar de onde vem o canto. Ouvem-se principalmente as vozes dos baixos. O canto é regular, com interrupções indicadas por pontos.
(KANDINSKY, p. 145, 1991)

1 Vídeo da parte externa e interna da Casa Rietveld Schroder:
www.youtube.com/watch?v=r0tvx6rA1os

2 Vídeos do youtube da Cadeira de Rietveld:
www.youtube.com/watch?v=VocMPhETkdM
www.youtube.com/watch?v=GsyaaG_95bg

3 Link sobre a Bauhaus, Visit UNESCO, by Yaromir:
visitunescobyyaromir.blogspot.com/2016/06/bauhaus.html

4 Jorge Oteiza Museum:
www.museooteiza.org/

vídeo de Jorge Oteiza:
www.youtube.com/watch?v=vjhgJOJfDYg

5 Figura Reclinável, de Henry Moore, no Tate Museum:
www.tate.org.uk/art/research-publications/henry-moore/henry-moore-om-ch-reclining-figure-r1172012

6 Vídeo sobre Malevich da Royal Academy of Arts:
www.youtube.com/watch?v=e3YS6uZ87Ec

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Referências:

  1. BANDEIRA, Manuel. Bandeira de Bolso, Uma Antologia Poética. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2008.
  2. BAYER, Raymond. História da Estética. Lisboa: Editorial Estampa, 1993. Tradução de José Saramago.
  3. BYSTRINA, Ivan. Tópicos de Semiótica da Cultura, Aulas de Yvan Bystrina. PUC – SP,CISC (Centro Interdisciplinar de Pesquisas em Semiótica da Cultura e da Mídia). São Paulo: PRE-PRINT. Tradução Norval Baitello Júnior e Sônia B.Castino, 1995.
  4. CALVINO, Italo. Por que ler os clássicos. 2a. edIção. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. Tradução Nilson Moulin.
  5. CHILVERS, Ian; ZACZEK, Iain; WELTON, Jude; BUGLER, Caroline; MACK, Lorrie. História Ilustrada da Arte. São Paulo: Publifolha, 2014.
  6. EAGLETON, Terry. A Idéia de Cultura. São Paulo: Editora UNESP, 2005.
  7. FARTHING, Stephen. Tudo Sobre a Arte. Rio de Janeiro: Sextante, 2011.
  8. GASSET, José Ortega y. A desumanização da arte. 5 a. Edição. São Paulo: Ed. Cortez, 2005.
  9. GLANCEY, Jonathan. A História da Arquitetura. São Paulo: Edições Loyola, 2012.
  10. GOLDING, John. Conceitos da Arte Moderna. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1991.
  11. GOMBRICH, E.H. A História da Arte. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1988.
  12. HAUSER, Arnold. História Social da Arte e da Literatura. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
  13. KANDINSKY, Wassily. Olhar sobre o Passado. São Paulo: Livraria Martins Fontes Editora Ltda. 1991.
  14. KANT, Immanuel. O Belo e o Sublime. Pôrto: Livraria Educação Nacional Ltda. 1942.
  15. MEIRELES, Cecília. Espectros. São Paulo: Editora Global, 2013.
  16. PROENÇA, Graça. Descobrindo a História da Arte. São Paulo: Editora Ática, 2005.

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As figuras:

Fig. 1 – Casa Rietveld Shroder, Yaro Mir, Visit UNESCO by Yaromir.

Fig. 2 – Casa Rietveld Shroder, Yaro Mir, Visit UNESCO by Yaromir.

Fig. 3 – Rietveld Shroder House, @holandesando, Website: holandesando.com/casa-rietveld-schroder/.

Fig. 4 – Vasily Kandinsky, Pequena Pintura com Amarelo (Improvisação), 1914, óleo sobre tela, 31 x 39 5/8 polegadas (78.7 x 100.6 cm) Emoldurado: 32 3/4 x 41 1/2 x 2 1/2 polegadas (83.2 x 105.4 x 6.4 cm). Philadelphia Museum of Art, The Louise and Walter Arensberg Collection, 1950-134-103.

Fig. 5 – Vasily Kandinsky, Círculos em um Círculo, 1923, óleo sobre tela, 38 7/8 x 37 5/8 polegadas (98.7 x 95.6 cm) Emoldurado: 44 1/4 × 43 1/8 × 2 3/4 polegadas (112.4 × 109.5 × 7 cm). Philadelphia Museum of Art, The Louise and Walter Arensberg Collection, 1950-134-104.

Fig. 6 – Vasily Kandinsky, Cartão Postal número 3, para Exposição da Bauhaus, Weimar, Julho-Setembro 1923, Litografia Colorida, Imagem: 5 3/8 x 3 3/4 polegadas (13.7 x 9.5 cm) Folha: 5 15/16 x 4 1/4 polegadas (15.1 x 10.8 cm). Philadelphia Museum of Art, Presente de Carl Zigrosser, 1974-179-100.

Fig. 7 – Paul Klee, Composição com Figuras, 1915, Caneta e tinta e aquarela sobre papel montado em cartolina, Folha: 10.16 × 12.7 cm (4 × 5 in.) mount: 10.8 × 13.02 cm (4 1/4 × 5 1/8 in.). National Gallery of Art, Washington. Coleção de Mr. and Mrs. Paul Mellon.

Fig. 8 – Paul Klee, Ludwigstrasse, 1912, Caneta e tinta preta com lavagem em papel creme, colocado em papelão, geral: 9.9 x 19 cm (3 7/8 x 7 1/2 in.). National Gallery of Art, Washington. Presente de Benjamin and Lillian Hertzberg.

Fig. 9 – Paul Klee, Rouxinóis Persas, 1917, Guache, aquarela, caneta e tinta preta sobre grafite sobre papel, montadas em cartolina; a folha bordada na parte superior com tira de papel amarela montada para apoiar, geral: 22.8 x 18.1 cm (9 x 7 1/8 in.). National Gallery of Art, Washington. Presente de Catherine Gamble Curran and Family, em honra do 50º aniversário da National Gallery of Art.

Fig. 10 – Paul Klee, Árvore e Arquitetura – Ritmos, 1920, Óleo sobre papel, geral: 27.9 x 38.3 cm (11 x 15 1/16 in.). National Gallery of Art, Washington. Presente de Benjamin and Lillian Hertzberg.

Fig. 1 – Casa Rietveld Shroder, Yaro Mir, Visit UNESCO by Yaromir. Fig. 2 – Casa Rietveld Shroder, Yaro Mir, Visit UNESCO by Yaromir. Fig. 3 – Rietveld Shroder House, @holandesando, Website: holandesando.com/casa-rietveld-schroder/. Fig. 4 – Vasily Kandinsky, Pequena Pintura com Amarelo (Improvisação), 1914, óleo sobre tela, 31 x 39 5/8 polegadas (78.7 x 100.6 cm) Emoldurado: 32 3/4 x 41 1/2 x 2 1/2 polegadas (83.2 x 105.4 x 6.4 cm). Philadelphia Museum of Art, The Louise and Walter Arensberg Collection, 1950-134-103. Fig. 5 – Vasily Kandinsky, Círculos em um Círculo, 1923, óleo sobre tela, 38 7/8 x 37 5/8 polegadas (98.7 x 95.6 cm) Emoldurado: 44 1/4 × 43 1/8 × 2 3/4 polegadas (112.4 × 109.5 × 7 cm). Philadelphia Museum of Art, The Louise and Walter Arensberg Collection, 1950-134-104. Fig. 6 – Vasily Kandinsky, Cartão Postal número 3, para Exposição da Bauhaus, Weimar, Julho-Setembro 1923, Litografia Colorida, Imagem: 5 3/8 x 3 3/4 polegadas (13.7 x 9.5 cm) Folha: 5 15/16 x 4 1/4 polegadas (15.1 x 10.8 cm). Philadelphia Museum of Art, Presente de Carl Zigrosser, 1974-179-100. Fig. 9 – Paul Klee, Rouxinóis Persas, 1917, Guache, aquarela, caneta e tinta preta sobre grafite sobre papel, montadas em cartolina; a folha bordada na parte superior com tira de papel amarela montada para apoiar, geral: 22.8 x 18.1 cm (9 x 7 1/8 in.). National Gallery of Art, Washington. Presente de Catherine Gamble Curran and Family, em honra do 50º aniversário da National Gallery of Art. Fig. 8 – Paul Klee, Ludwigstrasse, 1912, Caneta e tinta preta com lavagem em papel creme, colocado em papelão, geral: 9.9 x 19 cm (3 7/8 x 7 1/2 in.). National Gallery of Art, Washington. Presente de Benjamin and Lillian Hertzberg. Fig. 7 – Paul Klee, Composição com Figuras, 1915, Caneta e tinta e aquarela sobre papel montado em cartolina, Folha: 10.16 × 12.7 cm (4 × 5 in.) mount: 10.8 × 13.02 cm (4 1/4 × 5 1/8 in.). National Gallery of Art, Washington. Coleção de Mr. and Mrs. Paul Mellon. Fig. 10 – Paul Klee, Árvore e Arquitetura - Ritmos, 1920, Óleo sobre papel, geral: 27.9 x 38.3 cm (11 x 15 1/16 in.). National Gallery of Art, Washington. Presente de Benjamin and Lillian Hertzberg.

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