Museu Vale – Site Obras de Arte https://www.obrasdarte.com Artes Plásticas e Galeria Virtual de Arte Wed, 17 Apr 2019 13:12:33 +0000 pt hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.9.8 https://www.obrasdarte.com/wp-content/uploads/2014/02/cropped-Logo-Obras-de-Arte-140-x-140-32x32.jpg Museu Vale – Site Obras de Arte https://www.obrasdarte.com 32 32 Exposição 20/20 e Lançamento do livro Museu Vale 20 anos https://www.obrasdarte.com/exposicao-20-20-e-lancamento-do-livro-museu-vale-20-anos/ https://www.obrasdarte.com/exposicao-20-20-e-lancamento-do-livro-museu-vale-20-anos/#respond Wed, 24 Oct 2018 14:56:47 +0000 https://www.obrasdarte.com/?p=48507-pt 20/20
20 artistas | 20 anos de história

MUSEU VALE SE TRANSFIGURA NA MOSTRA
QUE COMEMORA OS 20 ANOS DA INSTITUIÇÃO

A fachada do galpão de exposições do Museu Vale vai ganhar as cores preta, vermelha e branca, pelas mãos do artista plástico Fredone Fone; pregos de aço cravados nas paredes revelam retratos dos presidentes militares, a partir de detalhes das bocas fechadas e semiabertas impressas sobre eles, na obra de Rafael Pagatini. Bordados de Rick Rodrigues formam a “mobília” da primeira sala do espaço. As três obras compõem um total de 75 trabalhos de 20 artistas que serão exibidos na exposição 20/20, a partir de 30 de outubro. Os artistas, nascidos ou residentes no Espírito Santo, foram selecionados pelos curadores Ronaldo Barbosa, diretor do Museu desde a sua inauguração, e Neuza Mendes, curadora institucional e membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte.

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A mostra, que comemora os 20 anos do Museu Vale, oferece uma discussão que permeia e dialoga entre artes visuais, literatura, tradição, diáspora, territorialidade, arquitetura, urbanismo, afetos, história da arte e ecologia. Características marcantes na trajetória do Museu, que se consolidou como aparelho cultural no Espírito Santo ao longo de duas décadas e um dos mais importantes espaços de valorização da arte contemporânea do país.

20/20 traz trabalhos inéditos em múltiplas técnicas: instalações, fotografias, bordados, gravuras, grafite, pinturas, site specific e desenhos. – A escolha privilegiou a potência, processos e os contextos criativos de obras de 20 artistas que compartilham inquietudes conceituais e estéticas – afirma Neuza Mendes. – As experiências artísticas das obras selecionadas propõem uma temporalidade expandida, procurando estabelecer um diálogo do momento contemporâneo, abrindo portas para que se levantem possibilidades inéditas e cambiáveis, em suas complexas e sofisticadas interligações – completa Ronaldo Barbosa.

A escolha se deu a partir de um portfólio inicial de 50 artistas. Os curadores transitaram entre entrevistas, visitas e acompanhamento em ateliês. Durante o processo, de mais de um ano, foram observados os caminhos propostos para discutir a arte contemporânea, evitando uma grande exposição temática em favor de experiências poéticas múltiplas.

Os artistas selecionados têm articulado colaborações e firmado estratégias comuns à produção e divulgação dos seus trabalhos por meio de editais, residências artísticas, bolsas de estudos, curso de graduação em artes visuais e mestrado teórico.

– É perceptível a renovação que vem fortalecendo e fomentando a produção das últimas gerações. Através das formas de se relacionar e habitar o mundo pelo viés estético, os artistas incorporam e comentam a vida em suas grandezas e pequenezas, compartilham inquietudes conceituais e estéticas, configuram uma reinvenção da paisagem, na escala de suas ocupações poéticas, e por um itinerário correspondente a arte contemporânea – diz Neuza Mendes.

Andréia Falqueto, Bruno Zorzal, Elton Pinheiro, Fernando Augusto, Fredone Fone, Gabriel Borém, Helio Coelho, Jocimar Nalesco, Juliana Pessoa, Leo Benjamim, Luciano Feijão, Luiz Felipe Porto, Miro Soares, Poliana Dalla, Rafael Pagatini, Re Henri, Rick Rodrigues, Sandro Novais, Thiago Arruda e Vilar, são os artistas da 20/20.

– Através dessa exposição, pretende-se contextualizar a produção contemporânea articulando arte, cultura e comportamento, assim como manter atualizado um diálogo entre a instituição museu e uma nova geração de artistas. A atualização dos museus em relação à produção contemporânea é fundamental na garantia de sua própria manutenção como órgão vital e contínuo, atento às mudanças que ocorrem no panorama nacional e internacional – conclui Ronaldo Barbosa.

Com um calendário de exposições e a realização de um seminário anual com temática voltada à discussão da arte contemporânea, o Museu Vale vem se destacando como um estímulo à multiplicidade, à diversidade de tendências e ao aprimoramento da produção artística local. O Museu teve um papel fundamental para o salto qualitativo da cena capixaba nas últimas duas décadas, na medida em que estabelece padrões e objetivos à produção da arte atual.

O Museu por escrito

Na abertura da exposição, será lançado o livro Museu Vale 20 anos. Com tiragem de 1,5 mil exemplares, será distribuído gratuitamente para bibliotecas públicas do país. A publicação pretende preservar a memória corporativa centenária da história da construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas, e que se desdobrou eficazmente, pouco a pouco, nos vieses da arte contemporânea e da arte educação. Nesses 20 anos, baseado nesses três pilares em seu eixo norteador – memória patrimonial, arte contemporânea e arte educação –, o Museu Vale tornou-se uma das experiências mais notáveis no Brasil em termos de impacto social.

Gerido pela Fundação Vale, o museu foi além de sua vocação inicial, direcionando a atuação também para a arte contemporânea, tornando possível que toda a sociedade capixaba tivesse acesso – e sem qualquer custo – a mostras de qualidade comparável aos melhores museus brasileiros e internacionais. Após a exposição inaugural, Múltiplos, de Joseph Beuys (1999), o museu recebeu artistas como Antônio Manuel, com Fantasma (1999); Cildo Meireles, com a exposição Babel (2006); Waltercio Caldas, com Salas e Abismos (2009/2010); Irmãos Campana, com a mostra Anticorpos (2011); OsGêmeos, com a exposição Fermata (2011/2012); Vik Muniz com mostra homônima (2015/2016), entre vários outros nomes de grande importância na arte contemporânea brasileira. Ao todo, nessas duas décadas, o museu somou a presença de 215 artistas nacionais e internacionais, em 48 exposições individuais e coletivas, que obtiveram 1 milhão e 700 mil visitantes.

O Programa Aprendiz, criado em 2005, é um dos mais destacados da instituição: beneficia jovens das comunidades do seu entorno, capacitando-os em funções relacionadas à montagem de exposições, bem como aproveitando sua mão de obra durante a montagem das mostras que realiza anualmente. Até o momento 120 jovens foram beneficiados através desse projeto. Hoje, o Museu Vale detém o Certificado de Excelência do site TripAdvisor pela qualidade do serviço prestado no âmbito cultural.

SERVIÇO
Exposição 20/20 e Lançamento do livro Museu Vale 20 anos
De 30/10/2018 a 25/02/2019
Museu Vale
Antiga Estação Pedro Nolasco, s/n
Argolas – Vila Velha, Espírito Santo
Informações: (27) 3333-2484
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A Inquietude das Esculturas de Angelo Venosa celebra os 20 anos do Museu Vale https://www.obrasdarte.com/a-inquietude-das-esculturas-de-angelo-venosa-celebra-os-20-anos-do-museu-vale/ https://www.obrasdarte.com/a-inquietude-das-esculturas-de-angelo-venosa-celebra-os-20-anos-do-museu-vale/#respond Mon, 14 May 2018 17:32:22 +0000 http://www.obrasdarte.com/?p=42940-pt Ousadas angulações, sólidos retorcidos e infinitas combinações
que transitam do orgânico ao espetacular compõem Penumbra,
mostra inédita do artista, com curadoria de Vanda Klabin

Novos horizontes de investigação e pesquisas estéticas do escultor Angelo Venosa serão exibidos ao público pela primeira vez, a partir de 23 de maio no Museu Vale, Vila Velha – ES. Na exposição, que comemora os 20 anos da instituição, o artista apresentará esculturas incorporadas às próprias sombras, conferindo um instigante universo poético ao espaço. Seis das esculturas foram criadas especialmente para a mostra.

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Madeira, alumínio, acrílico, parafina, vidro, aço, ossos são alguns dos materiais que compõem as esculturas de Venosa e a singularidade de seu fazer artístico, desenvolvido a partir de sua experiência vinda de trabalhos artesanais (herdou do pai o conhecimento do trato com a madeira, o design). De natureza expansiva, desenvolveu atalhos históricos e tornou-se um dos maiores expoentes do cenário cultural contemporâneo. Sintonizado com novas tecnologias, passou a trabalhar também com impressões em 3D, imprimindo às suas esculturas infinitas possibilidades combinatórias.

– Inquietas e interrogativas, as obras de Angelo Venosa problematizam a visão do espectador – diz Vanda Klabin, ao revelar que o artista irá explorar no Museu Vale a equivalência entre as áreas cheias e vazias, através da projeção de sombras nas superfícies arquitetônicas da instituição. – Na medida em que esses trabalhos são desenvolvidos, as formas emergem e adquirem uma plasticidade inesperada. Toda uma noção de movimento se faz presente nessas sombras movediças, onde brotam as formas mais variadas e ambíguas e essas zonas de indeterminação adquirem uma presença plástica que se constrói e se experimenta no próprio espaço – conclui a curadora.

– A mostra de Angelo Venosa nas comemorações dos 20 anos do Museu Vale reitera o compromisso da instituição de promover a arte e a cultura como fenômeno de transformação e de formação dos jovens, diz Ronaldo Barbosa, diretor do Museu. Para Ronaldo, Venosa é um artista que caminha em paralelo com o seu tempo, sempre dedicado ao experimento de novos materiais, tecnologias e seus desdobramentos no seu processo criativo. – No Museu Vale, diz, o escultor irá surpreender ao exibir uma nova possibilidade de se perceber os seus trabalhos.

Após o período de exposição no Museu Vale, Penumbra segue para o Memorial Minas Gerais Vale, em Belo Horizonte, como parte do Programa de Itinerância Cultural. O programa prevê a troca de conteúdo artístico e cultural entre os quatro espaços culturais patrocinados pela Vale, localizados em quatro das cinco regiões brasileiras, além de ações de valorização da identidade cultural em munícipios pelo interior do país.

O artista

Angelo Venosa (São Paulo, 1954. Vive e trabalha no Rio de Janeiro) surgiu na cena artística brasileira na década de 1980, tornando-se um dos expoentes dessa geração. Desde esse período, Venosa lançou as bases de uma trajetória que se consolidou no circuito nacional e internacional, incluindo passagens pela Bienal de Veneza (1993), Bienal de São Paulo (1987) e Bienal do Mercosul (2005).

Hoje, o artista tem esculturas públicas instaladas no Museu de Arte Moderna de São Paulo (Jardim do Ibirapuera); na Pinacoteca de São Paulo (Jardim da Luz); na praia de Copacabana / Leme, no Rio de Janeiro; em Santana do Livramento, Rio Grande do Sul e no Parque José Ermírio de Moraes, em Curitiba. Possui trabalhos em importantes coleções brasileiras e estrangeiras, além de um livro panorâmico da obra, publicado pela Cosac Naify, em 2008.

O Museu Vale

Desde a sua inauguração, em outubro de 1998, o Museu Vale se tornou um dos principais polos de arte contemporânea e de formação cultural do Estado do Espírito Santo e do país. Instalado na Antiga Estação Ferroviária Pedro Nolasco, às margens da baía de Vitória, em uma área tipicamente industrial e portuária no município de Vila Velha, o Museu Vale preserva também a memória da construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Ao longo de 20 anos sediou 46 exposições de arte contemporânea de 194 artistas. Em 2005, criou o Programa Aprendiz, que beneficia jovens das comunidades carentes do seu entorno, capacitando-os em funções relacionadas a montagem de exposições, bem como aproveitando sua mão de obra durante a montagem das mostras que realiza anualmente. Até o momento 120 jovens foram beneficiados através desse projeto.

SERVIÇO
Penumbra, de Angelo Venosa
Exposição e Lançamento do Catálogo
Período: de 24 de maio a 9 de setembro
Museu Vale
Antiga Estação Pedro Nolasco, s/n
Argolas – Vila Velha, Espírito Santo
Informações: (27) 3333-2484
Produção: Tisara
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