Em poucos passos, é possível ter um material de qualidade sem precisar de muito esforço
Com o advento das artes digitais, todo o panorama criativo foi forçado a se recriar.
Dessa forma, artistas e designers tiveram espaço para explorar um universo de possibilidades visuais, sem se prender aos meios tradicionais de trabalho.
O grande desafio com essa nova arte é fazer a transição do digital para um material físico que seja de alta qualidade, para não perder nenhum detalhe essencial do material.
Este processo exige um conhecimento técnico bastante apurado e que exige muita atenção aos detalhes.
Para que isso seja possível, é essencial dominar todas as etapas de preparação do arquivo e de escolha dos recursos de impressão.
Para quem deseja comercializar suas obras ou usá-las em portfólios e exposições, a qualidade da impressão é um fator essencial para dar credibilidade e valor ao material.
Dicas De Como Melhorar A Impressão De Artes Digitais
Antes mesmo de enviar o material para a gráfica, é preciso preparar o arquivo digital para que ele atenda a todos os parâmetros técnicos exigidos para o processo de impressão.
Para isso, é preciso realizar o gerenciamento da qualidade da imagem e do formato do arquivo, que pode ser feito da seguinte maneira.
- Resolução adequada: a resolução é basicamente a densidade de pixels da imagem medida em DPI (pontos por polegada). A resolução mínima recomendada para qualquer material impresso é de 300 DPI.
- Resoluções inferiores a esta podem gerar imagens pixelizadas e desfocadas, com até mesmo a perda de detalhes, o que compromete a qualidade final da arte.
- Formato do arquivo: ao escolher o formato, é preciso priorizar aquela que melhor preserva a qualidade da imagem. Os formatos TIFF e PDF são os mais recomendados para impressão, pois não precisam de compressão, que pode ocasionar a perda de dados.
- Embora o JPEG seja popular, ele não é o mais indicado, pois a sua compressão pode degradar o arquivo final.
- Modelo de cor CMYK: gerenciar as cores é um grande desafio na transição do digital para o impresso. Isso porque as telas usam o modo de cor RGB – vermelho (Red), verde (Green) e azul (Blue) –, diferentemente da impressão gráfica, que usa o CMYK – Ciano, Magenta, Yellow (Amarelo) e Key (Preto) –, sendo que o “K” é de “chave”, para evitar confusão com o “B” (Blue) do RGB.
- É crucial que o artista converta o arquivo para o modo CMYK antes da impressão, já que as cores CMYK são muito menores que as RGB. Com essa conversão, é possível minimizar a diferença e ter uma qualidade maior.
A Escolha Do Substrato E Da Técnica De Impressão
Com a preparação do arquivo, é preciso escolher os elementos físicos que darão suporte à qualidade da arte.
Para isso, é preciso selecionar o substrato, ou tipo de papel, ideal para o impacto visual e a durabilidade da obra desejada, com as seguintes opções.
- Papel fosco (Matte): esse tipo de papel é ideal para artes que dependem de cores suaves ou ambientes com muita luz, já que não tem reflexos e ainda oferece um acabamento elegante e profissional.
- Papel brilhante (Glossy): indicado para fotografias ou ilustrações digitais com cores intensas, esse papel realça as cores e promove um acabamento mais vibrante que outros tipos de substrato.
- Papel Fine Art: geralmente composto de algodão ou alfa-celulose, esse papel é perfeito para impressões de colecionador, já que oferece mais longevidade e uma textura diferenciada.
Além do tipo de papel, é preciso se atentar também à gramatura.
Papéis mais pesados, que ficam acima de 120 g/m², possuem maior durabilidade, além de trazerem uma sensação de material premium para a arte.
Quanto às técnicas utilizadas, a mais reconhecida é a impressão Giclée. Com ela, é possível replicar cores com mais precisão, além do uso de tintas pigmentadas de alta longevidade.
Contudo, para quem procura tiragens menores ou somente testes, as técnicas a jato de tinta e laser são as mais acessíveis.
Neste ponto do processo, a qualidade do equipamento de saída é fundamental.
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Uma boa impressora é capaz de gerenciar perfis de cor ICC (International Color Consortium), que são arquivos que padronizam a reprodução de cores entre diferentes dispositivos, deixando o material impresso o mais fiel possível ao original e garantindo excelência.
O Papel Do Acabamento E Da Prova De Cor
Mesmo com um arquivo perfeito e um substrato de qualidade, o processo só acaba com o acabamento e a prova de cor.
Estes passos finais são necessários para garantir que o material impresso será o mais atrativo e fiel possível, atendendo as expectativas iniciais.
Por isso, a prova de impressão antes de realizar uma grande tiragem é essencial.
Com ela, é possível ter uma amostra na qual o artista consegue verificar a nitidez, o contraste e a fidelidade das cores em pequena escala, o que permite realizar ajustes no arquivo para que o produto final tenha a maior qualidade possível.
É neste momento que é possível corrigir problemas na cor que podem ter acontecido na conversão de RGB para CMYK, por exemplo.
Além disso, é o momento também de verificar o acabamento, que eleva o padrão da qualidade da arte, por meio de recursos como:
- Verniz localizado: utilizado para criar contraste e destaque, esse recurso baseia-se na aplicação de brilho em áreas específicas da arte.
- Texturas e relevos: ao utilizar papéis texturizados ou aplicações que adicionam um elemento tátil à obra, é possível trazer mais valorização ao produto final.
- Hot stamping: a aplicação de uma película metalizada, seja ela dourada, prateada ou de outro tipo, em detalhes, logotipos ou frases de impacto acaba trazendo mais sofisticação para a impressão.
Portanto, esses inúmeros detalhes e etapas transformam a impressão em uma peça de design única no mercado.
Ter o conhecimento técnico e saber como preparar um arquivo, com atenção a todos os detalhes, possibilita que as ilustrações digitais consigam destaque no mercado, trazendo profissionalismo e atenção à qualidade do artista.

Texto elaborado pela equipe da Conversion.