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A Planta é o corpo, de Benoit Fournier - Instalação na torre da Z42 arte. Raízes, cipós, cinzas de queimadas do Pantanal e da Mata Atlântica, terra preta, terra vermelha.
A Planta é o corpo, de Benoit Fournier - Instalação na torre da Z42 arte. Raízes, cipós, cinzas de queimadas do Pantanal e da Mata Atlântica, terra preta, terra vermelha.

A exposição “Tudo no Mundo é Gente”, de Benoit Fournier no espaço da Z42 arte conta com apoio da Aliança Francesa e Consulado da França do Rio de Janeiro

A mostra apresenta a nova produção do artista, com 15 obras, três instalações, a projeção do vídeo arte Benoit – Espírito das plantas e o poema “Arte Benoit”, feito especialmente pelo amigo e artista plástico brasileiro, Ernesto Neto.

As obras de Benoit refletem suas preocupações em relação às urgências da vida e seus fluxos. Seu processo criativo procura dar ao público a oportunidade para pensar sobre a nossa relação com a natureza. A curadoria é da historiadora da arte, professora e curadora independente, Bruna Costa e do curador da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Ulisses Carrilho.

Abertura: 21 de outubro até 13 de novembro de 2021, na galeria do espaço da Z42 arte.

Para participar é necessário agendamento prévio através do número: (21) 9 86335916

Aliança Francesa Rio de Janeiro e Consulado da França do Rio de Janeiro abrem no dia 21 de outubro, às 18h, na galeria do espaço da Z42 arte (R. Filinto de Almeida, 42 – Cosme Velho, Rio de Janeiro – RJ, 22241-170), a exposição “Tudo no Mundo é Gente”, de Benoit Fournier, artista francês, residente no Brasil há 15 anos e que vem realizando uma pesquisa artística desde o começo da pandemia em abril de 2020, em um contexto de introspecção que lhe foi vivenciado no seu contato com a floresta e em seu ateliê, no espaço da Z42 arte. A relação com a natureza lhe é repensada: a natureza percebida como um conjunto de seres vivos.





No dia 21 de outubro, a partir das 18h, será apresentado ao público mais uma gaveta desta nova produção artística de Benoit Fournier, com 15 obras, três instalações, uma projeção e o sopro do artista Ernesto Neto, que escreveu o poema “Arte Benoit”, especialmente para o amigo.

Essa exposição propõe repensar nossa re-conexão com a natureza e com nós mesmos. É um convite para que nos sintamos vivos afinal, tudo se movimenta em um fluxo de cores, seres e corpos interligados“, explica Benoit Fournier.

No centro da exposição se encontra a instalação A Planta é o Corpo, a raiz mãe renascendo e se transmutando das cinzas, conectada ao universo por um cordão umbilical, ligando todos os seres. As raízes vermelhas são como uma extensão das veias, o sangue das plantas, as nossas seivas que permitem a comunicação entre nós seres vivos: humanos, animais, vegetais, minerais, rios… Para o artista, estamos todos conectados, tudo é conexão.

Numa espécie de jogo curatorial, com o intuito de tornar explícitas as preocupações do artista em relação à urgência da vida e seus fluxos, a curadora Bruna Costa, responsável pela primeira configuração da mostra, convidou Ulisses Carrilho, também curador, para reconfigurar a exposição.

Em franco diálogo, a ideia é exercitar negociações e coletividades nas tomadas de decisão. Evidenciar que “tudo no mundo é Gente” parte de uma compreensão complexa da interrelação entre sujeitos e objetos, ideias e sensações, fatos e ficções. Como um segundo capítulo ou movimento, a mostra reanima-se: trata-se não apenas de mudar as coisas de lugar, senão de sublinhar que nada é fixo e tudo está em movimento. O próprio poema-sopro do artista Ernesto Neto, presente desde a primeira mostra, já assinalava a importância de exercitar fricções, diálogos e interferências”, afirma o curador Ulisses Carrilho.

No dia 7 de setembro, também com a curadoria de Bruna Costa, Benoit Fournier abriu a exposição Sangue Verde, Terra Preta, Alvos Vivos, uma mostra individual que apresentou parte da recente produção do artista no espaço cultural Z42, onde fica seu ateliê.

São destaques da mostra Tudo no Mundo é Gente”, as obras: “O alvo é a terra”, Raiz, terra preta, flecha, pena de arara, nylon (35x40x15 cm), “O pássaro”, galhos e raiz (140 x 150 diâmetro cm) e “Xikuvimi”, uma fotografia de uma parte da instalação Espirito das plantas, que é composta por estruturais vegetais da planta Adiantum capiaus-generis, combinadas às impressões sobre folhas de fotos feitas com os povos indígenas Huni Kuin, Yawanawá e Guarani. A ocupação cobre grande parte do teto levemente abobadado do espaço expositivo, criando uma sensação de imersão em um ambiente místico e contemplativo.

Se, na contemporaneidade, a arte tenta deslocar-se de uma construção histórica sacralizada para retomar sua relação com a vida e com o cotidiano, essa consciência não pode prescindir de epistemes que não criaram essa separação cartesiana entre arte e vida. Daí a vontade do artista de trazer elementos de uma dita natureza, não apenas nas formas, temas e materiais, mas o âmago mesmo de tudo que faz. Pego emprestado o termo que Ernesto Neto usa para referir-se a Benoit: “plantartista”, um ser que produz uma arte meio vegetal, meio técnica. E essa simbiose faz jus ao que se materializa nestes ambientes, afirma a curadora Bruna Costa.

Em 2013, Benoit ganhou o Prix Photo Web da Aliança Francesa com o ensaio Terra d’água. E atualmente além do apoio para esta exposição, Benoit e a Aliança Francesa estão desenvolvendo conteúdo de oficinas de arte para um público jovem.

Também em outubro, em seu ateliê no Espaço da Z42 arte, Benoit inaugura o Programa de oficinas artísticas para Crianças, com convidados que dialogam com a sua arte. Segundo ele, será uma introdução ao mundo das tintas naturais. A atividade irá ensinar como fazer tintas com pigmentos naturais, utilizando somente materiais orgânicos, tudo de forma intuitiva, observando a natureza. Uma proposta de experimentação, para levar as crianças a criarem suas próprias cores e interagir com o meio ambiente, sempre com muito respeito pela natureza.

No dia 30 de outubro, às 12h, o convidado para as oficinas infantis é o artista carioca Rona, que vive e produz suas artes em seu espaço criativo “gÁz, localizado na Boca do Mato, uma comunidade do bairro do Lins e Vasconcelos. Junto com Benoit, ele conduzirá as crianças do Projeto Porta Azul, onde Rona desenvolve atividades para as crianças de sua comunidade e onde vive há muitos anos.

“Neste dia, será uma Oficina sensorial de tintas naturais com as crianças do projeto do meu amigo artista Rona. A ideia da oficina é se reaproximar da natureza e criar com ela !!! Conectar-se, permitir-se, viver o momento presente, experimentar o novo, o contato com a natureza.”, diz Benoit.

RONA, Artista Carioca, vive e produz no LINS. Sem formação, como ele mesmo diz, vem se formando com a Liberdade que sempre buscou para criar! Suas Criações Visuais surgem ou da escrita ou do próprio corpo, sendo interpretadas em Vários campos: Pinturas, Desenhos, Figurinos, Cenários, Bordados, Instalações, Videos… Seu espaço criativo chamado “gÁz” na Boca do Mato/Lins é seu Terreiro Fazedor de Arte, onde realiza as Oficinas da PORTA AZUL com atividades para as crianças de sua Comunidade. @ronaartista

A oficina é para crianças de 6 a 10 anos. A Capacidade é de até 8 crianças, mediante agendamento prévio, através do número: (21) 9 86335916.

A mostra “Tudo no Mundo é Gente”, de Benoit Fournier poderá ser visitada no espaço da Z42 arte (R. Filinto de Almeida, 42 – Cosme Velho, Rio de Janeiro – RJ, 22241-170) através de agendamento: (21) 9 86335916, até o dia 13 de novembro de 2021.

Sobre o Artista

Benoît Fournier (França, 1981) é plantartista, vive no Brasil desde 2006. Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro. Em seu repertório convivem fotografias, pinturas, esculturas, e não coisas. Seu processo criativo procura dar-nos a oportunidade para pensar sobre a nossa relação com a natureza. Ao mesmo tempo suporte, sujeito e inspiração, o elemento natural é central e primordial no seu trabalho; escolhe os suportes efêmeros buscando uma revelação transformadora. Sua pesquisa resulta do interesse pela conexão entre as coisas vivas. Seja no plano visível ou invisível, animais, humanos, vegetais e rios vivem e fluem numa interconexão que chamamos natureza. Nesse sentido, “tudo é natureza”, como diz Ailton Krenak. E a obra de Benoit Fournier mergulha nessas conexões de uma natureza por vezes desprezada. Desta forma o artista propõe um olhar íntimo e profundo sobre essa relação do ser com o mundo.

Tem exposto regularmente em exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, como nas galerias Blue Sky (Portland, 2017), Espace L (Genebra, 2019), na Bienal d’Issy (Paris, 2019). Seus trabalhos integram coleções públicas e privadas.

@benoit_bento

www.benoit-fournier.com

Sobre os Curadores

Bruna Costa (Rio de Janeiro, 1993), é historiadora da arte, professora e curadora. Formada em História da Arte pela EBA/UFRJ com período sanduíche na Sapienza University of Rome, Itália (Bolsa Erasmus EBW+ 2015-2016). Faz mestrado em Artes Visuais, na linha de pesquisa História e Crítica da Arte pelo PPGAV/UFRJ. Possui interesses de pesquisa em arte moderna e contemporânea brasileiras. Entre projetos realizados, destacam-se a co-curadoria de “A título precário” no Centro Cultural Phábrika (2018), a co-curadoria no “1º Salão Vermelho de Artes Degeneradas” no Atelier Sanitário (2019) e assistência de curadoria nas exposições “Arte Naïf: nenhum museu a menos” (2019), “Campo” (2019) e “Hábito-Habitante” (2021), na EAV Parque Lage. É tutora de História da Arte e Turismo no Consórcio CEDERJ, leciona cursos livres de História da Arte e trabalha no ateliê do artista Ernesto Neto.

Ulisses Carrilho (Porto Alegre, 1990) é curador da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e ex-aluno da mesma escola. Pós-graduado em Economia da Cultura (UFRGS), estudou Comunicação Social (PUCRS) e Letras – Português/Francês (UFRGS). Iniciou sua trajetória como assistente de direção do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. Integrou a equipe de relacionamento institucional da Fundação Bienal do Mercosul (Porto Alegre) e da galeria Rolando Anselmi (Berlim, Alemanha). Contribuiu com textos para o catálogo da 32ª Bienal de São Paulo, além de revistas e periódicos de arte. Sua pesquisa no âmbito da intersecção das artes e da educação mira contranarrativas, críticas à lógica de produção do capitalismo coginitivo. Interessa-se por manifestações de insubordinação, desobediência e indisciplina e uma pesquisa da intimidade como dispositivo pedagógico. Desde 2015 trabalha na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, com Lisette Lagnado, como assistente de direção e curador assistente. Em 2018, assumiu a curadoria de Ensino e Programa Público da escola. Curou exposições “Arte Naïf: nenhum museu a menos” (2019), “Campo” (2019) e “Hábito-Habitante” (2021), na EAV Parque Lage, com a assistência de Bruna Costa. Vive no Rio de Janeiro.

Sobre a Aliança Francesa

Completando 136 anos de atividades no Brasil, a Aliança Francesa é uma referência no idioma e, sem dúvida, a instituição mais conhecida do mundo, quando o assunto é a difusão da língua francesa e das culturas francófonas. Possui, atualmente, mais de 830 unidades em 132 países, onde estudam cerca de 500.000 alunos. Na França, ela conta com escolas e centros culturais para estudantes estrangeiros. O Brasil tem a maior rede mundial de Alianças francesas com 37 associações e 68 unidades.

É a única instituição no Brasil autorizada pela Embaixada da França, a aplicar os exames que dão acesso aos diplomas internacionais DELF e DALF, reconhecidos pelo Ministério da Educação Nacional francês. A Aliança Francesa também é centro de exames oficial para aplicação de testes internacionais com validade de dois anos TCF (Teste de Conhecimento do Francês) e TEF Canadense (Teste de Avaliação de Francês) e do teste nacional com validade de um ano Capes (reconhecido pelas agencias CAPES e CNPq do MEC).

Neste ano, em comemoração ao seu 135º aniversário, a Aliança Francesa terá grande quantidade de novidades. Dentre elas, a mudança no método de ensino, que trará maior dinamismo para as salas de aula, com ferramentas digitais e conteúdos muito atuais sobre toda cultura francófona, transformando as aulas em verdadeiros centros de debates de ideias e aprendizado colaborativo.

Serviço:
Exposição “Tudo no Mundo é Gente”, de Benoit Fournier
Período: De 21/10/2021 até 13 / 11/2021
Curadoria: Bruna Costa e Ulisses Carrilho
Sopro: Ernesto Neto
Abertura: 21 de outubro de 2021 (Quinta-feira)
Horário: das 18h às 22h
Oficina artística e sensorial com Benoit Fournier e Rona, artista convidado
Para crianças de: 6 a 10 anos.
Dia 30 de outubro (sábado)
Horário: 12h
Capacidade: até 8 crianças, mediante agendamento prévio, através do número: (21) 9 86335916.
Local: Espaço cultural Z42 arte
Endereço: R. Filinto de Almeida, 42 – Cosme Velho, Rio de Janeiro – RJ, 22241-170
Horário de funcionamento: das 13h às 18h
Telefone: (21) 98148-8146
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