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Projeto de apartamento do vocalista da banda Maneva por Giovanna Gogosz. Foto: Divulgação.
Projeto de apartamento do vocalista da banda Maneva por Giovanna Gogosz. Foto: Divulgação.

Arquiteta traz psicologia e biofilia para projeto de apartamento do vocalista da banda Maneva

O projeto foi realizado trazendo para o apartamento as principais características e gostos dos clientes; a arquiteta e influenciadora digital Giovanna Gogosz conta os detalhes do processo

São Paulo, fevereiro de 2021 – Durante o isolamento social, as pessoas perceberam a necessidade de viver em espaços que proporcionam bem-estar. Uma das principais apostas para quem deseja se sentir menos estressado e ansioso, tem sido os espaços com natureza. Pesquisas científicas mostram que estar perto da natureza pode influenciar no nível de felicidade, estresse e saúde como um todo. Pensando nisso, juntamente com um psico briefing dos clientes, para conhecê-los melhor e reproduzir no ambiente, a arquiteta e influenciadora digital Giovanna Gogosz montou o projeto do apartamento do vocalista da Banda Maneva, Tales Mello de Polli, e de sua esposa, Natashy Santarelli.





Após ser encontrada pelo vocalista por meio do instagram, a arquiteta recebeu a missão de fazer um projeto inovador para um apartamento de 103m². “Recebemos o apartamento cru, no osso, que é como a construtora entrega. Só tinha revestimento básico nas áreas molhadas da casa, como cozinha, banheiro e varanda. Mas era algo bem básico mesmo, fizemos tudo do zero. Demoramos cerca de dois meses para desenvolver todo o projeto. A obra acabou se prolongando por algumas variáveis que tivemos, como prazo de fornecedores e o coronavírus. Mas conseguimos entregar o projeto pronto do jeito que eles queriam”, conta a arquiteta.

Para Giovanna, o processo aconteceu de forma natural, já que os gostos e ideias do casal combinam perfeitamente com o estilo de trabalho da arquiteta. “O Tales e a Natashy têm uma vibe muito boa e nossos gostos e ideias combinaram perfeitamente. Mas em um apartamento de 103m², por mais que a metragem pareça ser boa, sempre tem alguns espaços que precisam ser aproveitados. Essa foi uma das coisas que pudemos trabalhar bastante. Mas, com certeza, o mais desafiador nesse processo todo foi o quarto das crianças. Eles têm uma menina e um menino, então queríamos fazer algo muito dinâmico e divertido para os dois”, explica.

Quando se trata de algum cômodo mais compacto, para pensar em todo o projeto é preciso levar em conta a necessidade de valorizar e aproveitar todo o espaço oferecido. “A filha deles queria um cantinho dela, com uma cozinha equipada, já o filho queria um cantinho em que pudesse brincar com os carrinhos. São duas pessoas para colocar em um quarto pequeno e criar algo que os dois se identifiquem. O local não tinha muito espaço para fazer uma coisa tão divertida e diferente. Então precisei encontrar uma forma de encaixar tudo da melhor forma possível para fazer com que realmente se sentissem no cantinho deles”, complementa.

O processo baseado na psicologia e biofilia

Especializada em neurociência, a arquiteta inicia os projetos buscando métodos da psicologia aplicada em seu atendimento, fazendo toda a interpretação dos clientes. “Quando vou fazer um projeto, faço toda a interpretação dos clientes antes. Da história, da infância, lugares que moravam, o que eles têm de memória afetiva para trazer para os ambientes. Faço todo um psico briefing usando essas metodologias que muitos psicólogos usam para conseguir conhecer de fato o cliente e reproduzir no ambiente, para que seja algo que se conecte e tenha uma apropriação com o espaço. Então, fomos tentando extrair a essência deles. Nessa busca, encontramos muito a questão da natureza, que é algo que eles gostam muito”, compartilha Giovanna Gogosz.

Dessa forma, a arquiteta explica que foi possível fazer um projeto com a criatividade mais personalizada. “Um dos destaques da decoração é o quadro de um leão de dread. Foi um dos itens que pensei para representar o casal: o leão já é biofílico, então estamos trazendo uma representação da natureza para dentro de casa; ele também é um símbolo muito forte dentro do reggae – o fato de estar usando dread é muito legal, já que tem uma representação rastafari, algo que o próprio Tales usa. Usamos bastante piso que tenha textura de madeira, para o painel da sala criei alguns frisos que representam galhos de árvores. Usamos bastante plantas e rústico, além da representação do Buda, que está ligado à espiritualidade deles e elementos como o elefante”, explica.

As cores como complemento

O projeto contou com uma paleta predominante de tons neutros, azul e verde. Em todos os ambientes há uma cor que compõe a paleta, mas fica diferente dos outros. “Na sala, por exemplo, foi usado amarelo e rosa. Essa paleta foi elaborada em cima do design biofílico, trouxemos essas cores predominantes da natureza, mas também outros tons. Para completar, incluímos mais cores em detalhes como almofadas e estofados, porque eles gostam de colorido. As cores do azul e verde também são cores que promovem um relaxamento e descontração melhor, além de serem cores muito difíceis de enjoar e temos uma sensação de acolhimento maior. No banheiro das crianças, deixamos um ambiente alegre com cores coloridas, que era o que eles queriam”, conclui a arquiteta.

Sobre Giovanna Gogosz

Formada em arquitetura e especialista em design de interiores, neurociência e aspectos da biofilia na decoração, Giovanna Gogosz com apenas 26 anos, traz o conceito de “conectar o ser humano à sua essência através do design e produzir arte realizando sonhos”. Por meio dos projetos, sempre busca função, conforto e estética com um toque especial para cada cliente. Giovanna também se tornou influenciadora digital, com mais de 66 mil seguidores no Instagram – @arquitetagiovanna e preza por meios sustentáveis/ecológicos para agregar aos projetos. Para mais informações acesse: www.giovannago gosz.com.

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