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Thelma Innecco, obra. Foto: Divulgação.
Thelma Innecco, obra. Foto: Divulgação.

Casa França Brasil abrirá a exposição “Uns sobre os outros: História como corpo coletivo”, da artista Thelma Innecco, dia 20

O MINISTÉRIO DO TURISMO, A SECRETARIA ESPECIAL DA CULTURA E A FUNARTE, APRESENTAM A EXPOSIÇÃO

“UNS SOBRE OS OUTROS: HISTÓRIA COMO CORPO COLETIVO”

Projeto contemplado pela última edição do Prêmio Funarte Artes Visuais ganha exposição na Casa França Brasil

E a dor sob cujas ondas a arte de Thelma Inneco nos faz navegar ambiguamente é a mesma arte que nos porta a esperança”
Fernando Batista, Mestre em Antropologia e doutorando em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia – UFBA

Abertura: segunda-feira, 20 DE DEZEMBRO, 19 horas

Exposição: de 21 de dezembro de 2021 a 23 de janeiro de 2022

A mostra apresenta cerca de 20 obras da artista Thelma Innecco, vídeo de Caren Moy e curadoria de Ana Emília Lobo

​Na exposiçãoUns sobre os outros: História como corpo coletivo” o barro é usado para refletir a humanidade e também um ato de resistência. A mostra, que inaugura segunda-feira, dia 20, apresenta cerca de 20 obras inéditas da artista plástica Thelma Innecco organizadas em três ambientes, que refletem o ser humano em episódios da memória coletiva, tecendo comentários estéticos sobre as relações humanas, através de movimentos transversais ao tempo histórico. São esculturas em cerâmica de corpos múltiplos, os quais instalam manobras de questionamento sobre as relações humanas a partir das dessemelhanças. “Afetos calorosos – coletivos e individuais – comungam do espaço com corpos serializados, eximidos de particularidades. Tal associação nos aproxima uns dos outros, nos faz recordar memórias íntimas, resgatando em nós o sentido de uma humanidade em curso”, revela a crítica de arte Ana Emília Lobo, doutora em Arte e Cultura Contemporânea pela UERJ, que assina a curadoria da exposição.





Thelma Innecco conta que a primeira obra da série Uns Sobre os Outros foi “Empilhadinhos” e que seu significado representa bem a exposição como um todo. “A peça Empilhadinhos mostra múltiplos corpos, horizontais, empilhados uns sobre os outros e essa série reflete as desigualdades, fragilidades e desamparos humanos, expondo nossas próprias faltas, num tema aberto às diversas interpretações, já que correlatos em qualquer cidade do mundo. Um ato de resistência e de preservação de memória representado pela delicadeza das esculturas que arrebatam nossos afetos”, explica a artista.

Uns sobre os outros: História como corpo coletivo” também apresenta um curta-metragem realizado em colaboração entre Thelma Innecco e a cineasta inglesa Caren Moy. Nessa obra, esculturas são postas em diálogo com documentos históricos, imagens de arquivo e relatos a fim de promover uma escavação das memórias de resistência. São reclamadas as histórias do Cais do Valongo e dos quilombos Pedra do Sal e Sacopã, dentre outros. “Em outra clave, são localizados na obra os movimentos contemporâneos globais, como o Black Lives Matter, em que a destituição de estátuas civilizatórias deu lugar a marchas vívidas de memória e humanidade. Em digressões sobre a cidade do Rio de Janeiro, a lógica das esculturas se torna inseparável da lógica do monumento. Celebrados como marcos civilizatórios, os atos bárbaros monumentalizados são lembrados apenas como contraponto ao uso dos espaços comuns” explica Ana Emília Lobo. “A exposição pressupõe uma dicotomia. Dispara uma reflexão sobre a serialização de corpos e subjetividades, mas também mostra o que dos outros nos habita”, complementa a curadora.

Em um terceiro espaço, o público é convidado à participação. Conduzidos por monitores, os visitantes poderão criar suas próprias esculturas humanas para integrar a mostra.

Uns sobre os outros: História como corpo coletivo” fica ambientada na CASA FRANÇA BRASIL até 23 de janeiro de 2022. A exposição já esteve em Belo Horizonte no espaço Funarte MG em outubro deste ano.

“Uns sobre os outros: História como corpo coletivo” foi selecionada pelo Prêmio Funarte Artes Visuais 2020/2021 – O Diálogo entre o Patrimônio Histórico da cidade do Rio De Janeiro e o Brasileiro presente nas Artes Visuais, na Arquitetura e nos Espaços Urbanos.

A exposição é uma realização da Funarte, Ministério do Turismo e Secretaria Especial da Cultura e produção de 8 Cultural e Galeria Modernistas.

Sobre a artista Thelma Innecco

A artista descobriu em 1992 suas potencialidades criativas no Centro de
Artes Maria Teresa Vieira, no Rio de Janeiro, onde nasceu. Em um celeiro interessante e efervescente das artes, sua escolha foi o barro e, a partir dele, criou inúmeras obras e fez diversas exposições, uma individual e várias coletivas.

Sobre a cineasta Caren Moy

Inglesa, trabalhou no mercado televisivo britânico e internacional desde 1990 e no Brasil desde 2009, quando chegou e onde mora até hoje. Com experiência em todos os gêneros, desde filmes, drama, comerciais, documentários e vídeo clipes de música, tendo trabalhado em muitos dos mais exitosos programas da televisão britânica. Passei 15 anos trabalhando como diretora de fotografia e operador de câmera em canais como BBC, Discovery US, CGTN (Televisão da China), ITV (UK),Channel 4 (UK) WGBH (US) e ABC (US).

Sobre a curadora Ana Emília Lobo

Crítica e curadora, cofundadora da coletiva de pesquisa curatorial Napupila e idealizadora do programa de acompanhamento crítico Projeto Piloto. É doutora em Arte e Cultura Contemporânea pela UERJ, mestre pelo mesmo programa, especialista em Arte e Arquitetura no Brasil pela PUC-Rio e graduada em Ciências Sociais pela UFJF. Desde 2010, tem desenvolvido projetos, cursos e pesquisas em Artes Visuais para instituições como: EAV Parque Lage, no Rio de Janeiro/RJ; Instituto Moreira Salles, em São Paulo/SP; Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro/RJ; Museu de Arte do Rio, no Rio de Janeiro/RJ; dentre outras. Foi avaliadora de projetos do Ministério da Cultura e do Programas Culturais Caixa, da Caixa Econômica Federal; e também publicou as críticas reunidas no livro “Terra Incógnita”, organizado por Nina Zamapi, e premiado pela Lei de Incentivo à Cultura Murilo Mendes, em Juiz de Fora/MG.

Serviço
Exposição “Uns sobre os outros: história como corpo coletivo”
Casa França Brasil R. Visc. de Itaboraí, 78 – Centro, – RJ, 20010-60
Tel. (21) 2332-5275
Abertura: segunda-feira, 20 DE DEZEMBRO, 19 horas
Exposição: de 21 de dezembro de 2021 a 23 de janeiro de 2022
De quarta a domingo das 12h às 20h – www.casafrancabrasil.rj.gov.br
Entrada gratuita

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