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Exposição "Natureza Interior" de Jorge Brivilati, convite - destaque. Divulgação.

Encontro com a natureza em fotografia

a floresta mística indica caminhos possíveis para uma reconexão do ser humano com ele mesmo

A Art Lab Gallery exibe “Natureza Interior” a primeira mostra individual, no circuito cultural, do artista visual Jorge Brivilati. A curadoria é de Juliana Mônaco que selecionou 24 fotografias representando um recorte do resultado de sua jornada de imersão de 8 dias no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira – PETAR.

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O encontro do artista com a natureza e a possibilidade de se reconectar com seu “eu”, fez com que na busca pelas cavernas profundas, em locais de vegetação quase virgem e intocada, envolto pela escuridão Jorge Brivilati se encontrasse novamente com sua luz. “A floresta, serviu de espelho – eu me enxerguei nela”, declara o artista que consegue registrar, em imagens, as cores, a temperatura, a imersão e o encantamento existentes no local. Sua preferência pela cor das folhas secas, pelo amarelo, pelo quente, está presente nas imagens que geram uma distopia cromática, anunciando o equivalente ao um portal.

A possibilidade de estar envolto pelo silencio da floresta, um local com energias purificadoras de acordo com o artista, acompanhado de sua câmera e todo equipamento fotográfico, realiza um antigo desejo. Mas a busca não era apenas por qualquer registro imagético. Estudos e atenção a detalhes e características do local foram influenciadores diretos no resultado; o projeto fez com que a sua volta encontrasse mais de 350 cavernas, inúmeras cachoeiras, trilhas, comunidades tradicionais e quilombolas, sítios arqueológicos, paleontológicos escondidos entre vales e montanhas em área de mata preservada.

“Eu precisava encontrar um formato que dimensionasse melhor a floresta e as cavernas, e que, ao mesmo tempo, funcionasse como um portal. Percebi que o melhor modo de apresentar as cavernas era na vertical e, ao longo do ensaio, confirmei que esse formato se transforma numa verdadeira porta”, define Brivilati.

A série em exposição é algo a mais do que apenas registros de cenas da natureza. As possibilidades, na fotografia, se apresentam como infinitas e o fotografo soube utilizá-las para concluir sua busca. Municiado de duas câmeras e inúmeras lentes, Jorge Brivilati foi em busca de sua verdade. Grande parte das fotos são de longa exposição com tripé; essa foi a forma escolhida para transmitir a suavidade das luzes duras que irradiam pela mata e a calmaria das águas dos rios, além, dos volumes e formas das cavernas. A representação precisa da natureza em seu estado latente, ou bem próximo a ele, possibilita a conexão do humano com sua essência, com o próprio silêncio que se transmuta em luz.

Quero fazer um convite aos espectadores que se reconectem com sua essência. (…) Que as obras sirvam de pontos de ancoragem, que transportem o espectador para seu interior, usando toda a luz e a força da natureza”.

Jorge Brivilati

SERVIÇO
Exposição: “Natureza Interior
Artista: Jorge Brivilati
Curadoria: Juliana de Mônaco
Abertura: 26 de novembro de 2019, terça-feira, às 19h
Período: 27 de novembro à 14 de dezembro de 2019
Local: Art Lab Gallery – www.instagram.com/artlabgallerysp
Endereço: R. Augusta, 2554 – Jardins, São Paulo – SP, 01413-100
Horários: De segunda a sexta-feira, das 11hs às 18hs | sábado, das 11hs às 14hs
Número de obras: 24
Técnica: Fotografia
Dimensões: 40x70cm, 90x50cm, 150x30cm

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Imprensa:
Balady Comunicação – Silvia Balady

Tel.: (11) 3814.3382/ 99117.7324 – contato@balady.com.br

Jorge Brivilati

Nascido em Niterói, RJ na comunidade de Vila Ipiranga, aos 15 anos se apaixona por design. Aos 17 anos, já ensinava design digital. Aos 19, é chamado como designer para uma grande agencia de publicidade – AlmapBBDO, em São Paulo. Autodidata, o interesse e a curiosidade pela a fotografia sempre esteve presente. Suas primeiras lembranças remontam à infancia, entre 7 e 8 anos de idade, quando ganhava da mãe um ou dois rolos de filme de 24 poses pra tirar fotos do seu próprio aniversário. Sai, então, pela rua e tira foto dos vizinhos. Anos depois estendeu seu interesse em direção ao cinema, a imagem em movimento. Um fotograma não era mais o suficiente para contar uma história. Era preciso um frame antes e um depois: então – cinema!

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