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Exposição Encontros – Café como Mediador Poético, destaque. Divulgação.

Exposição Encontros – Café como Mediador Poético por Rosângela Vig

Rosângela Vig é Artista Plástica e Professora de História da Arte.

Rosângela Vig é Artista Plástica e Professora de História da Arte.

(…) Só essa pintura pode,
Com sua explosão fria,
Incitar a alma murcha
De indiferença ou acídia,
E lançar ao fazer
A alma de mãos caídas,
E ao fazer-se, fazendo
Coisas que a desafiam.
(MELO NETO, 1975, p.19)

A modernidade é um trem apressado que carrega consigo o dia a dia estressante endurecido pelas incumbências da vida; distancia-nos um pouco de laços, de amigos, de família; e nos direciona para o trabalho, para ocupações estressantes que constantemente nos cobram e nos manipulam. Mantemo-nos então próximos a equipamentos, conversamos virtualmente, enviamos fotografias, mas muito está se perdendo do abraço, do afago e de uma conversa descontraída, acompanhada por um café.

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Vez por outra, ao acelerado trem, é permitido uma parada. Pausa-se então seu maquinário e se encosta a uma pequena estação, possibilitando à cansada alma aliviar seus esforços e sua carga. A desenfreada jornada desacelera, seus motores esfriam, para que se aqueça o espírito. Pode estar entre essas paragens um encontro com a Arte e com o café. Nesses descaminhos cotidianos está o Espaço Cultural Gansaral, que abriga uma linda exposição que une a Arte, a Poesia e, sobretudo o café. As obras em exposição, a partir de 3 de maio, ficarão até o dia 30 de junho no local.

A mostra “Encontros – Café como Mediador Poético” tem obras dos conhecidos artistas Fátima Lourenço, Graciela Wakizaka, Heloize Rosa, Isabel Puchini e San Bertini. Sob curadoria do Professor Dr. Norberto Stori, a exposição ainda tem como artista convidado, o professor Alcindo Moreira Filho.

São encontros com a Arte, encontros com o café, como bebida, mas sobretudo o café, como matéria prima da pintura dos artistas. São lindos traços de aquarela, feitos com a própria bebida, com os tons de marrom. Da inovadora técnica dos artistas, a bela mostra deixa a impressão de que as cores de nossa terra fizeram uma visita no campo da Arte.

E o café, que pode aquecer conversas, corações e a alma, pode também despertar o olhar para o Belo e para uma Arte que buscou ousar. A mostra estará no Gansaral até o dia 30 de junho. Quem passar por lá poderá apreciar a boa Arte e ao mesmo tempo degustar um delicioso café com uma boa conversa.

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Referências:

  • MELO NETO, João Cabral. Museu de Tudo. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1975.

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Comentários

(...) Só essa pintura pode, Com sua explosão fria, Incitar a alma murcha De indiferença ou acídia, E lançar ao fazer A alma de mãos caídas, E ao fazer-se, fazendo Coisas que a desafiam. (MELO NETO, 1975, p.19) A modernidade é um trem apressado que carrega consigo o dia a dia estressante endurecido pelas incumbências da vida; distancia-nos um pouco de laços, de amigos, de família; e nos direciona para o trabalho, para ocupações estressantes que constantemente nos cobram e nos manipulam. Mantemo-nos então próximos…

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