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Heitor dos Prazeres. Morro da Mangueira, Rio ,1965. óleo sobre tela. Coleção Roberto Marinho.

Exposição “O Rio do samba: resistência e reinvenção” chega ao fim após receber mais de 200 mil visitantes

Evento de encerramento terá apresentação da Estação Primeira de Mangueira, show do grupo Papagaio Sabido, lançamento de livros em homenagem a Martinho da Vila e Bezerra da Silva, entre outras atividades

Data: 28 de abril | 10h às 18h

O Museu de Arte do Rio – MAR, sob a gestão do Instituto Odeon, encerra a temporada de sucesso da exposição “O Rio do samba: resistência e reinvenção” no domingo, 28 de abril, exatamente um ano após a abertura. O evento de encerramento será embalado por uma programação especial, que inclui apresentação da Estação Primeira de Mangueira, show do grupo Papagaio Sabido, lançamento de livros em homenagem a Martinho da Vila e Bezerra da Silva e um Slam que exaltará clássicos desses dois mestres.

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Eleita uma das melhores exposições de 2018 pela revista Bravo!, a mostra recebeu um público de cerca de 200 mil pessoas, dentre elas as ilustres presenças de artistas como Zeca Pagodinho, Paulinho da Viola, Marisa Monte, Teresa Cristina, Martinho da Vila, entre outros. A exposição também foi palco de uma série de atividades do museu, como oficinas de criação, conversas de galeria, edições do Conheça o MAR e MAR em Libras.

Com curadoria de Nei Lopes, Clarissa Diniz, Evandro Salles e Marcelo Campos, “O Rio do Samba” conta a história social do samba carioca por meio de 800 itens, entre obras de arte, documentos, objetos e peças de vestuário. Estão em exibição obras de artistas como Candido Portinari, Di Cavalcanti, Heitor dos Prazeres, Guignard, Ivan Morais, Pierre Verger e Abdias do Nascimento; fotografias de Marcel Gautherot, Walter Firmo, Evandro Teixeira, Bruno Veiga e Wilton Montenegro; gravuras de Debret e Lasar Segall; parangolés de Hélio Oiticica, e uma instalação de Carlos Vergara, desenvolvida com restos de fantasias. O prato de porcelana tocado por João da Baiana e figurino e joias originais de Carmem Miranda são algumas das raridades em exibição.

Cinco obras comissionadas pelo MAR, criadas especialmente para “O Rio do samba” também fazem parte da mostra. A convite dos curadores, os artistas Ernesto Neto e Leandro Vieira, carnavalesco da Mangueira, criaram uma instalação interativa, que tem lugar de destaque na Sala de Encontro. Jaime Lauriano fez uma intervenção logo na entrada do museu, gravando nas pedras portuguesas do chão dos pilotis os nomes das etnias africanas escravizadas no Brasil. A passarela que leva o visitante à sala de exposições foi tomada por letras de música que falam sobre o próprio samba e ambientada por uma peça sonora criada pelo músico Djalma Corrêa, inspirada nas batidas do coração. Gustavo Speridião ocupa uma parede com obra inspirada na geografia do samba no Rio, e João Vargas apresenta uma videoinstalação sobre o samba enquanto dança do corpo individual e coletivo.

Programação:

– 10h às 17h – Último dia de visitação da exposição “O Rio do samba: resistência e reinvenção”. Ingressos: R$ 10 (meia-entrada) | R$ 20 (inteira)

– 14h30 – Lançamento de dois livros idealizados pela FLUP – Festa Literária das Periferias, em parceria com a Funarte. “Conta Forte, Conta Alto” traz 28 contos criados a partir da releitura de canções de Martinho da Vila. Já “90 Anos de Malandragem” reúne 25 narrativas curtas escritas com base no repertório de Bezerra da Silva. Haverá sessão de autógrafos com os autores. Entrada gratuita.

– 15h – Slam do Samba, onde público e autores se revezarão para performar as letras mais marcantes da história do samba e o público dará nota para as performances. Entrada gratuita.

– 16h – Show do grupo Papagaio Sabido.

A banda nasceu em 2013, reunindo as tribos do cancioneiro nacional, e desde então festeja a música brasileira levando o samba, bossa nova, chorinho, forró e MPB por onde passa. Composto por Alan de Deus, Diego Moreira, Thiago Oliveira, Guilherme Pimenta, Pedro Santos e Thiago Gama; Papagaio Sabido constrói sua identidade sonora na criação autoral, priorizando arranjos bem trabalhados e paralelamente revê grandes autores da cena popular. Entrada gratuita.

– 17h – Samba nos pilotis com a Estação Primeira de Mangueira e participação da Mangueira do Amanhã e Tantinho da Mangueira. Entrada gratuita.

Museu de Arte do Rio – MAR
Praça Mauá 5, Centro.
Horário de funcionamento: 10h às 18h (entrada no pavilhão de exposições até às 17h)
Ingressos para exposições: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Acesso gratuito nos pilotis
Mais informações pelo telefone (+55 21) 3031-2741 ou pelo site www.museudeartedorio.org.br

O Museu de Arte do Rio – MAR

Uma iniciativa da Prefeitura do Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o MAR tem atividades que envolvem coleta, registro, pesquisa, preservação e devolução à comunidade de bens culturais. Espaço proativo de apoio à educação e à cultura, o museu já nasceu com uma escola – a Escola do Olhar –, cuja proposta museológica é inovadora: propiciar o desenvolvimento de um programa educativo de referência para ações no Brasil e no exterior, conjugando arte e educação com base no programa curatorial que norteia a instituição.

O MAR é gerido pelo Instituto Odeon, uma organização social da Cultura, selecionada pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro por edital público. O museu tem o Grupo Globo como mantenedor, a Equinor como patrocinadora master e a Rede D’Or São Luiz como apoiadora de exposições por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

A Escola do Olhar conta com patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Dataprev, TNA, In Press e BNY Mellon por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS e do Machado Meyer Advogados via Lei Federal de Incentivo à Cultura. O MAR conta também com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e realização do Ministério da Cidadania e do Governo Federal do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

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