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Draw me a flag, Colección Fundación Cartier. Foto: Divulgação.

FGV integra roteiro da Bienalsur

Obra da coleção da Fundação Cartier poderá ser visitada a partir de 17 de julho

A sede da Fundação Getulio Vargas (FGV) abre seu espaço no próximo dia 17 de julho para mais uma edição da BIENALSUR, o evento cultural de arte contemporânea mais conhecido da América do Sul, que apresenta a obra Draw me a flag, da Fundação Cartier, idealizada pelo artista francês Christian Boltanski.

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A instalação consiste em 31 bandeiras, desenhadas por artistas de diversos lugares, que não representam países, mas apenas e simplesmente identidades visuais para um mundo sem fronteiras. A obra chega ao Brasil graças ao apoio da Embaixada da França e do Institut Français d’Argentine.

A FGV mais uma vez faz parte do projeto, que tem como objetivo unir artistas de todos os continentes, com exposições distribuídas, simultaneamente, por diversos lugares do mundo. A realização da 2ª edição da Bienal Internacional de Arte Contemporânea (Bienalsur) no espaço da FGV está inserida na missão da instituição, que tem entre suas muitas outras atividades, contribuir para o desenvolvimento da cultura no Brasil, assim como de promover eventos culturais que projetem a cidade do Rio de Janeiro e o país no exterior.

Estarão expostas na FGV as bandeiras criadas pelos artistas Andrea Branco, da Itália; Andrei Ujica, da Romênia; Angelika Markul, da Polônia; Charwei Tsai, Clemente Juliuz e Marcos Ortiz, de Taiwan; Daido Moriyama e Hiroshi Sugimoto, do Japão; Eclode Lesourd, Franck Scurti, Francois Curlet, Marie Darrieussecq, Michel Casse, Roland Lehoucq, Jean-Michel Alberola, Macha Makaeieff, Vincent Beaurin e Michel Temman e Jean-Pierre Raynaud, da França; Yang Jiechang e Gao Shan, da China; NaN Golden, Anna Mariani Bernie Krause e Sara Sze, dos Estados Unidos; Gustavo Perez, do México; Luiz Zerbini, Miguel Rio Branco e Jose Patricio, do Brasil; Judith Bertollini, de Israel; e Panamarenko, da Bélgica.

A obra em exposição alcança o KM 2486 de sua singular cartografia, que se estende ao redor do mundo até o mês de novembro com exposições de 400 artistas, em mais de 100 sedes – as quais trabalham de forma conjunta e colaborativa – em 43 cidades de 20 países, todas com entradas gratuitas.

Segundo Anibal Jozami, diretor geral da Bienalsur, a mostra tenta, por meio da arte e da cultura, fomentar o diálogo e a integração entre nossos povos e, também, impregnar as correntes do Norte com novos conteúdos. É um projeto que nasce da interdisciplinaridade entre os estudos de relações internacionais e a teoria e história da arte. “A Fundação Getulio Vargas aderiu, desde o início, a esta iniciativa e se integrou, juntamente com outras universidades internacionais de primeiro nível, à rede acadêmica Bienalsur”, afirma.

“Nesta segunda edição, a FGV recebe o projeto Draw me a flag, que é uma tentativa de eliminar as fronteiras e aproximar os povos por meio da arte. Para nós que criamos a Bienalsur, é um privilégio contar com a adesão de uma das mais prestigiosas entidades da América Latina” destaca Jozami, que também é reitor da Universidad Nacional de Tres de Febrero (UNTREF), em Buenos Aires.

O projeto

Sobre uma ideia de Christian Boltanski, a Fondation Cartier pour L’art Contemporain lançou esse projeto, que segue crescendo e somando autores para novas bandeiras. A instalação consiste em aproximadamente 80 bandeiras desenhadas por artistas, cientistas, filósofos e parceiros da Fundação Cartier, que contribuíram com seus programas ao longo dos anos e que constituem hoje uma comunidade.

O projeto também faz parte da BIENALSUR 2019, no espaço público na Cidade de Buenos Aires e está relacionado com a obra “Banderas del fin del mundo” instaladas na Terra do Fogo, o ponto mais austral da Bienal, onde aconteceu a abertura desse grande evento cultural.

Com sua cartografia inédita a BIENALSUR elimina fronteiras, pensa com artistas locais e de todo o mundo, trabalha com colaboração e está em diálogo permanente com as demandas e interesses de cada sede em que se estendem as mais diversas propostas artísticas contemporâneas.

“Com a BIENALSUR buscamos traçar uma nova cartografia para que a cena artística global expanda seus sentidos a outros âmbitos. Buscamos romper com a ideia instalada de que a luz está no Norte. Essa decisão profundamente simbólica permite avançar no traçado de novos percursos”, destaca o diretor geral da BIENALSUR.

Já para Diana Wechsler, diretora artístico-acadêmica da BIENALSUR, a mostra é transgressora, na medida em que fomenta um estado de pensamento que rompe com estereótipos hegemônicos, que interpela públicos cada vez mais diversos e que convida a uma reflexão crítica sobre a contemporaneidade a partir das produções simbólicas de artistas de diversas origens. O leque de propostas artísticas da BIENALSUR continua em Santiago do Chile, Lima, La Paz, além das sedes na França, Itália, Espanha, Marrocos, México e Costa Rica.

SOBRE A BIENALSUR

A segunda edição da BIENALSUR, Bienal Internacional de Arte Contemporânea da América do Sul, será realizada de maio a novembro de 2019, com exposições simultâneas de mais de 400 artistas, distribuídas por 43 cidades, em mais de 20 países. A vibrante oferta artística se estenderá para mais de 100 sedes entre museus, centros culturais, instituições e zonas emblemáticas de espaço público, com a premissa de levar ao público, de maneira gratuita, as mais diversas manifestações artísticas contemporâneas. Organizada pela Universidad Nacional de Tres de Febrero (UNTREF), a primeira edição da BIENALSUR aconteceu em 2017, simultaneamente em mais de 30 cidades, de 15 diferentes países. Esta edição reúne exposições de mais de 350 artistas e curadores dos cinco continentes, com o objetivo de gerar uma rede global de colaboração associada institucional para eliminar distâncias e fronteiras, reivindicando a singularidade na diversidade.

Serviço:
BienalSur – “Draw me a flag”
Local: Esplanada do Centro Cultural FGV – Praia de Botafogo, 186 – Rio de Janeiro – RJ
Data: 17/07 a 31/10
Horário: 9h às 19h
Grátis

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