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Filme “Atordoado, Eu Permaneço Atento”. Divulgação.
Filme “Atordoado, Eu Permaneço Atento”. Divulgação.

Filme “Atordoado, Eu Permaneço Atento” ganha Troféu Kikito na categoria de Melhor Trilha Musical

Os dois diretores/produtores cursam Cinema na Estácio Tom Jobim, na Barra da Tijuca

Rio de Janeiro – Outubro 2020 – Lucas H. Rossi dos Santos e Henrique Amud – estudantes do curso de Cinema da Estácio, diretores e produtores do filme “Atordoado, Eu Permaneço Atento” – acabam de conquistar o Troféu Kikito na categoria Melhor Trilha Musical do 48º Festival de Cinema de Gramado, no Rio Grande do Sul. O projeto foi produzido pela Baraúna e distribuído pela Arapuá Filme, empresa fundada pelos dois em 2017. Por conta da pandemia, o festival e a cerimônia de premiação foram realizados através do Canal Brasil e por meio da internet. O documentário traz as reflexões do jornalista Dermi Azevedo, que hoje em dia vive com a Síndrome de Parkinson, mas que nunca parou de lutar pelos Direitos Humanos e agora, mais de três décadas após o fim da ditadura, assiste ao retorno das práticas daquela época. O curta foi lançado em 2020 e tem duração de 15 minutos. Seu trailer pode ser conferido por meio do link: vimeo.com/356966411 .

Essa semana, o curta será exibido em alguns festivais, como Peru, Estados Unidos e nas Filipinas e também será apresentado em várias parte do mundo: 10th Westminster Film Festival Inglaterra 19, em 26 de Outubro de 2020; 20th Reality Bytes Independent Student Film Festival USA, de 21 de outubro e 21 de novembro de 2020; 6º FESTIVAL CURTA CAMPOS DO JORDÃO, de 18 a 25 de outubro de 2020; 32th Girona Film Festival GFF Espanha, em 5 de Novembro de 2020; 15th Tacoma Film Festival USA, de 6 a 15 de Novembro de 2020; Festival de Cortometraje Universitario UVAQ México, de 9 a 13 de Novembro de 2020; 17th Verzió International Human Rights Documentary Film Festival da Hungria, de 10 a 22 de Novembro; 29th Séquence Court-métrage França, de 18 a 22 de Novembro de 2020; 43rd Poitiers Film Festival França, de 27 de novembro a 4 de dezembro de 2020 e 11th MACAU INTERNATIONAL SHORT FILM FESTIVAL China 01, em 8 de Dezembro de 2020.

O filme já participou de diversos festivais, como 48º Festival de Cinema de Gramado (Brasil); 32nd Cinélatino – Rencontres de Toulouse Film Festival (França); 43rd Kortfilmfestivalen / The Norwegian Short Film Festival (Noruega); 17th Docudays UA International Human Rights Documentary Film Festival (Ucrânia); 17th VIS – Vienna Shorts (Áustria); 48º Festival Internacional de Cine de Huesca (Espanha); 38th International Film Festival of Uruguay (Uruguai); 68th Columbus International Film and Animation Festival (Estados Unidos); 14th Ethnocineca – International Documentary Film Festival Vienna (Austria); 15th National and International Short Film Festival Manuel Trujillo Durán (Venezuela); 15th Shorts Mexico – Festival Internacional de Cortometrajes de México (México); 16º Brésil en Mouvements (França); 32th Girona Film Festival (Espanha); 17th Verzió International Human Rights Documentary Film Festival (Hungria); 29th Séquence Court-métrage (França); 43rd Poitiers Film Festival (França); 11th Macau International Short Film Festival (China) e 14th Bali International Film Festival (Indonésia).

Sobre a Trilha Sonora: A trilha sonora, que foi premiada com um troféu Kikito no 48º Festival de Cinema de Gramado e conta com faixas instrumentais compostas pelo músico amazonense Hakaima Sadamitsu e o multi-instrumentista paulsita M. Takara, que gentilmente cederam suas músicas para a produção do filme. “Pra nós foi uma grande felicidade, não só porque é uma honra imensa participar e ser premiado em um dos festivais mais importantes do cinema latino-americano, mas também porque a construção do som do filme, desde as ambiências até as músicas, exigiu muito planejamento e muitas tentativas antes de chegarmos ao que queríamos. Por isso agradecemos também o Alexandre Jardim, que fez a mixagem de som do filme no CTAV”, comentam Lucas e Henrique.

Legado de Dermi Azevedo

Jornalista e cientista político nascido em Jardim do Seridó/RN em 1949, Dermi Azevedo foi criado em Currais Novos, cidade que adotou como sua. Autor de reportagens na Europa, América Latina e África. Repórter e redator das revistas e dos jornais: A Folha de Caicó, Tribuna Estudantil, Tribuna do Norte, Diário de Natal, A Ordem, Salário Mínimo, Visão, Revista de Cultura Borges, de Petrópolis/RJ, O Bandeirante, de Lins, Última Hora de São Paulo, Domingo Ilustrado, Manchete, Fatos e Foto, Jornal da Tarde, Veja, Isto É, Diário do Grande ABC, Aqui São Paulo, Revés do Avesso. Foi correspondente, no Brasil, da Revista Francesa Informations Catholiques Internacionales de Paris e da Revista Isto É em Roma. Foi diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo durante dois mandatos. É um dos fundadores, em 1982, do Movimento Nacional dos Direitos Humanos, do qual foi Secretário Nacional de Comunicação e Políticas Públicas. Ex-professor e Coordenador do Curso de Comunicação Social da Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP/SP).

Foi presidente do Diretório Acadêmico D. Hélder Câmara, da então Escola de Serviço Social de Natal. Em 1968, com outros líderes estudantis potiguares, participou do XXX Congresso da UNE, onde viveu sua primeira prisão política; tendo retornado a Natal e diante da impossibilidade de permanecer em seu Estado, regressou ao Sudeste do país exilando-se depois no Chile em 1970 e 1971. Voltou ao Brasil e foi novamente preso em 1974 por duas vezes.

Atualmente atua como Coordenador de Direitos Humanos do Núcleo Maximiliano Kolbe, uma ONG dedicada à formação da cidadania em Direitos Humanos. Entre seus livros publicados estão “Travessias Torturadas: Direitos Humanos e Ditadura no Brasil, 1964-1985” e “Nenhum Direito a Menos – Direitos Humanos: Teoria e Prática”.

Sobre a Arapuá Filmes

Fundada em 2017, por Lucas H. Rossi dos Santos e Henrique Amud, a Arapuá Filmes é uma produtora e distribuidora brasileira que tem promovido a participação e circulação de filmes brasileiros em festivais e mostras de cinema ao redor do mundo.

Até aqui, foram mais de 20 filmes, entre curtas e longas, que contrataram o nosso serviço de Gerenciamento de Festivais de Cinema e passaram por grandes eventos cinematográficos como: Festival del Nuevo-Cine Latinoamericano de Havana, Cinelatino de Toulose, Festival de Gramado, Newport Beach Film Festival, Shanghai International Film Festival, Festival Internacional de Cinema Rotterdam, Festival do Rio, AFRIFF, Festival International de Huesca, Festival Internacional de Curtas-metragens do Rio de Janeiro – CurtaCinema, Cine Ceará, Chicago Latino Film Festival, San Diego Latino Film Festival, Vienna Shorts, Kortfilmfestivalen / The Norwegian Short Film Festival, dentre outros festivais.

Além disso, a Arapuá Filmes também trabalha com consultoria e desenvolvimento de projetos cinematográficos e curadoria e produção de mostras de cinema. Em 2017 a Arapuá foi uma das produtoras e idealizadorasd a Mostra Curta Retiro, realizada no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro. Mais informações podem ser obtidas pelo link: www.arapuafilmes.com.br/sobre-a-arapuÁ

Biografias:

Lucas H. Rossi dos Santos é um realizador negro radicado no Rio de Janeiro. Produziu longas-metragens como “Como Você Me Vê?”, “Kabadio – O tempo não tem pressa, anda descalço”, “Canastra Suja” e “A Morte Habita à Noite”, que teve sua premiere mundial no Festival de Rotterdam de 2020, além de curtas-metragens premiados como “Ao Final da Conversa, Eles se Despedem com um Abraço”, “Repulsa” e “Auto Falo”. “O Vestido de Myriam” foi seu primeiro curta-metragem de ficção como diretor, em 2017, pelo qual ganhou o prêmio de Melhor Diretor no Curta Cinema 2017 e Melhor Curta-Metragem nos festivais Cine Ceará, 41° Elche Festival Internacional de Cinema Independente, além do Prêmio de aquisição Canal Brasil. Em 2020 lançou dirigiu o curta documental “Atordoado, Eu Permaneço Atento”, participando dos festivais de Toulouse, Huesca, Vienna Shorts, Shorts México, Kortfilmfestivalen e Docudays UA, entre outros, além do filme-ensaio “Ser Feliz no Vão”, produzido inteiramente durante a quarentena. Atualmente cursa Cinema na Universidade Estácio de Sá – Campus Tom Jobim, na Barra da Tijuca.

Henrique Amud é roteirista e pesquisador amazonense radicado no Rio de Janeiro. Pela Bond’s Filmes atuou na série documental “Os Varandistas” (Canal Brasil, 2016) e no longa metragem documental sobre a profissão dos atores no Brasil, “Como Você Me Vê” (Canal Brasil, 2017), que estreou nos cinemas em 2018. “Atordoado, Eu Permaneço Atento” (2020), documentário em curta-metragem sobre o jornalista e ativista dos direitos humanos Dermi Azevedo, é sua estreia na direção. Atualmente cursa Cinema na Universidade Estácio de Sá – Campus Tom Jobim, na Barra da Tijuca.

LINKS:
M. Takara: mauriciotakara.bandcamp.com
Hakaima Sadamitsu: chupamanga.bandcamp.com/album/feito-pra-quebrar
IMDB: www.imdb.com/title/tt11273448
Facebook: www.facebook.com/atordoadopermanecoatento
Site do filme, como fotos: www.arapuafilmes.com.br/produÇÃo/atordoado-eu-permaneço-atento?c=curta-metragens

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