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Ricardo Muñoz - 1'30 com cabeça. Foto: Divulgação.

Galeria Zerø inaugura individual de Ricardo Muñoz

“Um minuto e meio com cabeça” é composta por pinturas, esculturas, instalações e obras de técnica mista, e propõe um diálogo aberto acerca do jornalismo televisivo e dos meios atuais de comunicação

A Galeria ZERØ inaugura “Um minuto e meio com cabeça”, do artista visual paulistano Ricardo Muñoz, com curadoria de Francisco Rosa. A individual é composta por 18 obras – pintura, escultura, instalação e técnica mista – e, através da intertextualidade de linguagens, propõe um diálogo aberto acerca do jornalismo televisivo, dos meios atuais de comunicação, das evoluções e revoluções tecnológicas e da relevância e/ou pertinências de um fato. Para isso, parte da premissa que a arte, com sua licença para as subjetividades, sugestiona, aponta, indica e propõe experiências estéticas/poéticas como resposta ao que acontece no mundo e no seu devir.

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Inspirado na comunicação – entendida como expressão humana falada, escrita e visual, inserida num ambiente de grande diversidade -, surge a produção de Ricardo Muñoz. Para esta exposição, o artista mesclou sua vivência como jornalista com sua experiência artística, em um diálogo aberto entre as duas profissões. Neste sentido, propôs a 15 jornalistas que escrevessem um texto de tema livre, mas que pudesse ser narrado em apenas um minuto e meio. A partir desses textos, surge sua produção, utilizando linguagens múltiplas para criar uma leitura visual sobre cada tema. Ao fazer isso, o artista torna os jornalistas coautores das obras, uma vez que seus pensamentos se tornaram elementos compositivos das imagens criadas. Cognição e fruição, interação e fluxo, interação e diálogos.

Dar respostas aos acontecimentos do mundo é elementar para o jornalismo, e sabemos que tais respostas são distintas das oferecidas pela ciência, a filosofia, a religião e pela Arte. Feita em forma de relato, a notícia no jornalismo está submetida à apuração e cobertura de fatos e eventos naturais, políticos e da sociedade em geral. “Contudo, o mundo exterior não pode ser conhecido ou completamente descrito pela grande quantidade de singularidades e particularidades. Além disso, a realidade é organizada pela experiência, repertório e a cultura. É a sua imagem refletida no trabalho e a notícia e a reportagem, por exemplo, são o mundo transformado em textos e imagens”, comenta Ricardo Muñoz.

O título “Um minuto e meio com cabeça” representa uma expressão usada nas redações de jornais televisivos, que significa anunciar a matéria, dar a notícia, mostrar as imagens e concluir a reportagem em um minuto e meio. Nos dizeres de Francisco Rosa: “O trabalho de Ricardo Muñoz nos apresenta um vasto vocabulário visual e matérico. Propõe ao público um trânsito livre no campo da fruição e sinaliza para várias questões socioculturais por meio da ressignificação e deslocamento da função de objetos, do uso de signos e da intertextualidade de linguagem, com apuro técnico e uma plasticidade indicial de sua poética”.

Jornalistas que colaboraram com o trabalho “Um minuto e meio com cabeça”, de Ricardo Muñoz: Aline Midlej, Celso Freitas, César Filho, Fernando Fernandes, Helayne Cortez, Joyce Ribeiro, Karyn Bravo, Natuza Nery, Patricia Maldonado, Paulo Henrique Amorim, Paulo Nogueira, Sonia Blota, Ricardo Boechat, Sérgio Utsch e Simone Queiroz.

Exposição: “Um minuto e meio com cabeça
Artista: Ricardo Muñoz
Curadoria: Francisco Rosa
Direção: Pedro Paulo Coelho Afonso
Abertura: 5 de junho de 2019, quarta-feira, às 19h
Período: 6 de junho a 6 de julho de 2019
Local: Galeria ZERØ
Endereço: Rua Simpatia, 23 – Vila Madalena – São Paulo/SP
Horários: Segunda-feira a sábado, das 11 às 20h
Número de obras: 18
Técnicas: Pintura, escultura, instalação e técnica mista
Dimensões: Diversas
Preços: Sob consulta

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Assessoria de imprensa – Galeria ZERØ – Balady Comunicação
Silvia Balady –
silvia@balady.com.br
Tel.: 11 3814-3382

Ricardo Muñoz

Formado em Jornalismo. Trabalhou nas principais emissoras de televisão do país e também cursou História da Arte. Na sua carreira, as vivências pessoais e profissionais construíram um caminho que vai além da simples apresentação dos recursos plásticos tradicionais. Em suas obras, o artista faz uma fusão única de temas conceituais e plásticos. Une de forma cromática e estrutural diferentes contextos da cultura e da arte como o surrealismo, o grafite, a pop arte e o conceitualismo. O resultado é um trabalho forte, com identidade e uma particular representação visual.

Galeria ZERØ

A Galeria ZERØ surge com o propósito de se consolidar no circuito cultural paulistano como um local onde a arte seja vista e sentida como algo que faz parte da vida cotidiana das pessoas, principalmente pelo fato de não se habitar em um ambiente isolado de paredes brancas, e sim numa cidade onde diversas cores e nuances predominam em concomitância com as obras de arte. Pedro Paulo Afonso, economista, atua no mercado financeiro na área de investimentos há mais de 10 anos, trabalhando para grandes instituições como Santander Asset Management, Nest Investimentos, Fidúcia Asset Management e Mirae Asset Wealth Management CCTVM. Colecionador de arte já há alguns anos, encontrou uma forma de apoiar tanto novos como consagrados artistas criando um espaço para a promoção e o desenvolvimento da arte contemporânea, podendo assim se dedicar a seu hobby e profissionalizá-lo. Uma das metas principais da Galeria ZERØ é o de levar os artistas nacionais, por ela representados, para diversos locais da cidade e do mundo, podendo assim expor e promover a uma ampla gama de artistas vivos brasileiros.

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