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Leitura dramatizada de “O Abajur Lilás” de Plínio Marcos

No dia 4 de dezembro as 20:00 horas com direção de Alexandre Lino o Coletivo de Teatro Queridos de Guilherme estará apresentando no Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, Rua Redentor 157, Ipanema, sob coordenação da premiada atriz Rose Abdallah, a leitura dramatizada de “O Abajur Lilás” de Plínio Marcos.

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Peça com cinco personagens: três prostitutas da boca do lixo, seu cafetão homossexual e um segurança impotente e sádico. O título da peça é esse porque no mundo sórdido e cruel descrito pelo autor, um reles objeto de terceira categoria, um abajur, tem mais valor que a vida humana. Reflexo absoluto dos dias atuais onde há uma total banalização da violência e da morte.

Alexandre Lino. Foto: Divulgação.

Alexandre Lino. Foto: Divulgação.

Escrito em 1969 foi proibido pela censura e só foi encenado em 1980 que rendeu a Walderez de Barros o Prêmio Molière de melhor Atriz.

Plínio Marcos ficou conhecido como um autor maldito. Mesmo depois de morto, a alcunha o persegue, dificultando a manutenção de sua obra no teatro: apesar de reconhecido como um dos nossos maiores dramaturgos.

Após 49 anos, “Abajur Lilás” mantém-se ainda com essa grande potência em impactar e provocar reflexões, retratando seres humanos vivendo no limite da inviabilidade e exclusão. E sem nenhuma perspectiva de dias melhores.

O DIRETOR:

Alexandre Lino é ator, produtor e diretor teatral. Idealizou e produziu recentemente “Chica da Silva, o Musical”; dirigiu “Volúpia da Cegueira”, que após bem-sucedida temporada no Rio e em São Paulo, fez circulação pelo Programa Petrobrás Distribuidora de Cultura. Dirigiu também a adaptação para o teatro de “Eles Eram Muitos Cavalos”. Dirigiu “Cafona sim e daí́? Uma Homenagem”, que celebra os 95 anos de Sergio Britto. Acaba de estrear O LAGO DOS CISNES do projeto Música Clássica no Teatro para Crianças. Foi indicado com melhor ator por sua atuação em DOMÉSTICAS (2012). Atualmente está em cartaz com o sucesso “O Porteiro”, comédia indicada ao novo Prêmio de Humor criado por Fabio Porchat, na categoria Melhor Performance. Também protagonizou O Pastor, Lady Christiny e o projeto transmidiático Nordestinos vencedor do Pitching do TEMPO FESTIVAL. É criador da Documental. Cia e da Cineteatro Produções. Em 2019 lançará o livro ARTISTA EMPRRENDEDOR que será um guia do passo da produção para artistas. Por sua trilogia nordestina DOMÉSTICAS (2012), NORDESTINOS (2015) e O PORTEIRO (2017) acaba de ganhar o prêmio destaque na 13ª FITA – FESTA INTERNACIONAL DE TEATRO DE ANGRA DOS REIS – RJ.

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