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Matilha Cultural recebe ocupação do coletivo Tríptico

Coletivo composto por Caligrapixo, Senk e Sator expõe quadro inédito criado pelos três e obras individuais. Com curadoria de Juliana Akina, exposição “Tríptico” apresenta imersão nos diferentes universos dos artistas com o objetivo de dar força à cultura urbana e independente. A ocupação acontece de 11 de abril a 10 de maio

São Paulo, abril de 2019 – A partir do dia 11 de abril a Matilha Cultural recebe a exposição Tríptico, composta pela fusão das obras de Caligrapixo, Senk e Sator. A ocupação, que tem curadoria Juliana Akina, é fruto do ateliê/coletivo homônimo ao evento e traz a oportunidade de imersão nas três dimensões dos artistas de estilos diferentes, que se unem com um único ideal: fazer a diferença através da arte. Na mostra, além de apresentarem quadros individuais, também trarão o trabalho inédito da junção de três quadros, um de cada, que formam uma tela só.

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A parceria com a Matilha Cultural, que completa 10 anos em 2019, reforça os semelhantes objetivos de dar força e público para a cultura urbana e independente. “É respeitando o traço, o gestual e as cores de cada individualidade que se forma este coletivo. Já no primeiro contato se percebeu a imensa pluralidade no entendimento e experiência de cada integrante de Tríptico, mostrando diferenças, congruências e relações nas produções artísticas por eles exibidas”, define a curadora Juliana. Desde setembro de 2018, os três artistas criaram o coletivo Tríptico a partir da vontade de ter um espaço de produção para trocar experiências e técnicas entre eles e, acima de tudo, propagar seus trabalhos e atingir cada vez mais pessoas. O ateliê fica localizado no bairro de Pinheiros, em São Paulo – SP.

CALIGRAPIXO, nome artístico de Marcos P. da Silva, atua desde 1996 nas ruas de São Paulo como pixador. Conhecido pelo diferencial da sua caligrafia, criada por meio de estudos e pesquisas profundas da tipografia dos pixos paulistanos, o artista segue ao máximo o padrão de arquitetura da cidade e busca se fundir à paisagem. Em seu trabalho, desenvolveu quatro alfabetos distintos, que são considerados diferentes do que é visto pelas ruas por serem muito estilizados, uma vez que todas as letras juntas, em um emaranhado de palavras, se tornam pinturas abstratas. A proposta principal de Caligrapixo é instigar o espectador a decifrar o que foi escrito como um todo, fazendo-se notar a rua de uma outra forma e tornando-a presente no nosso cotidiano.

De São Mateus, extremo leste de São Paulo, Fabiano Serencovich, o SENK, é publicitário de formação, mas dedica a carreira às artes. Apesar da identificação pictórica urbana com o universo do street art, suas obras são pautadas na história de sua família – do norte de Minas Gerais, região de sustento do campo, com agricultura de subsistência, criação de gado, garimpo – e no ambiente rural do Vale do Jequitinhonha. O artista costuma ilustrar personagens do sertão, em cenários locais, com alta dose de surrealismo. A aparência humilde contrasta com o uso de folhas de ouro, prata e bronze, em representações estilizadas da vida rotineira.

Nascido em São Paulo, SATOR desenha desde a infância. Aos vinte anos se mudou para a Europa, onde viveu entre Espanha, Inglaterra, Alemanha e Suíça, trabalhou nas mais diversas áreas, mas nunca abandonou a arte, aproveitando para se desenvolver e trazer para as paredes, papéis e telas seus sentimentos, noções e visões da sociedade. O desenhista recria a realidade e foge do senso comum com a influência do caos urbano onde foi criado e ainda vive – a partir disso, em suas obras trazem a fragmentação em linhas e traços orgânicos que confundem formas abstratas e reais, explorando diferentes dimensões. Com pitadas de simbolismo, religião, lisergia, sensualidade, cores e transparências, busca direcionar o público a um momento de reflexão sobre a condição social e humana.

Serviço:
Caligrapixo, Senk e Sator expõem a fusão Tríptico na Matilha Cultural
Endereço: Matilha Cultural – Rua Rego Freitas, 542 – República, São Paulo, SP
Data: quinta-feira, 11/04 (abertura) até 10/05 (sexta-feira)
Horários: abertura: entre 19h e 22h / demais dias: de terça a sábado, entre 12h às 22h. Aos domingos das 10h às 20h.
Entrada Gratuita

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Sobre Matilha Cultural

A Matilha provoca a curiosidade e a busca por conhecimento, com foco em questões ambientais e de direitos humanos, apoiando também movimentos artísticos independentes. Mais do que um centro multicultural, é também um centro de convergência de idéias e ações em prol do bem comum. Com informação, engajamento e cultura, a Matilha contribui para a construção de uma sociedade mais consciente e mais LIVRE. A programação pública da Matilha Cultural é gratuita ou a preços populares e traz conteúdo de vanguarda, com senso político, sempre acompanhada de debates, palestras e oficinas que consolidam a democratização do conhecimento.

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