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Monica Mendes – “Arte Representacional e Humanitária”

Tony Franco é Administrador de Empresas.

Tony Franco é Administrador de Empresas.

Artista premiada, participa regularmente de várias exposições, feiras e salões de arte pelo mundo.

“A pintura é um exercício diário e exige disciplina além de amor e dedicação. É uma luta constante de superação. (..)” – Monica Mendes

Monica, fale-nos um pouco sobre você…

Eu sou Mineira e metade Cearense também, afinal meu pai era Cearense e minha mãe Mineira. Nascida em Belo Horizonte me formei em Relações Públicas em BH, estudei educação física em Miami e fiz um mestrado de belas artes em São Francisco.

Monica Mendes é Artista Plástica.

Monica Mendes é Artista Plástica.

Trabalhei nesta área como Relações Públicas, por dois anos antes de me mudar para o Peru e mais tarde para os Estados Unidos. Em Miami, exerci a profissão de Personal Trainer por 15 anos. Apesar de nenhuma das duas profissões terem sido minha grande paixão, ambas me deram grande insight no que diz respeito a expressões físicas e verbais do ser humano. Essas experiências ajudaram a formar a maneira como eu enxergava ao seu redor, e a mim mesma. Tudo isso veio a ser fonte de minha expressão como artista.

Minha paixão pela arte começou quando, ainda criança, sugava as lições destiladas por aquelas que seriam meus exemplos de vida. Minha avó, tia e mãe eram não apenas amantes das artes, mas também artistas dedicadas. Apesar das raízes artísticas na minha infância, iniciei minha trajetória artística somente em 2009, quando abri meu próprio estúdio. Meu compromisso me levou a obter um Master Degree of Fine Arts em Painting em 2016, pela Academy of Art University em São Francisco.

Quando despertou seu desejo de ser uma artista plástica?

Como disse, minha relação com a arte surgiu quando eu ainda era criança pois minha mãe, tia e avó eram artistas. Mas eu só comecei a levar a arte a sério a mais ou menos 10 anos atrás quando resolvi ir para São Francisco e fazer meu Mestrado em Fine Arts na Academy of Art University.

Que tipo de arte mais gosta?

Gosto de todo tipo de arte que consegue se comunicar comigo. Mas meu estilo é o figurativo.

Como desenvolveu seu estilo (técnicas)?

Meu trabalho é desenvolvido no segmento das artes plásticas, com especialização na pintura a óleo, no estilo figurativo, mas também utilizo a técnica acrílica e de mix mídia com resina em papelão.

Cite caso tenha tido influências artísticas em suas obras e de quais artistas?

Todas três, minha mãe, avó e minha tia, eram artistas figurativas e gostavam de pintar retratos dentre outras coisas. São tantos artistas maravilhosos, tantos estilos diferentes e tantas pessoas que me inspiram desde os grandes mestres até pessoas do meu dia a dia. Me motiva todos os dias a criatividade de minha amiga Cecilia Thibes, Carlos Alves e as pinturas de Blima Efraim. Adoro também as pinturas de David Kassan e de sua esposa Shana Levenson que se formou comigo na Academy of Arte University, assim como as sensacionais pinturas de Omar Ortiz, Jonh Asaro, Jeffrey T Larson, Daniel Gerhartz e do grande Nicolai Fechin. A pintura é um exercício diário e exige disciplina além de amor e dedicação. É uma luta constante de superação e esses artistas, sem dúvida alguma, são uma fonte de motivação, incentivo e inspiração.

Tem algum familiar ou conhecido que é artista plástico?

Tenho vários amigos que são artistas e como disse minha mãe, avó e tia também são artistas. Quer dizer, minha avó e minha mãe, infelizmente, já morreram, mas minha tia continua pintando ativamente.

Viver de arte é possível?

Sem dúvida viver de arte não é tarefa fácil, mas sim é muito possível.

Algum dia já pensou em não atuar mais com arte? pode comentar porquê?

Não, nunca!

Quais habilidades são necessárias hoje para o artista plástico?

A pintura é um exercício diário e exige disciplina além de amor e dedicação. É uma luta constante de superação.

O que você sente quando cria ou aprecia uma obra de arte?

Quando crio uma obra de arte me sinto plena, satisfeita pois meu objetivo ao criar uma obra é me comunicar com as pessoas que olham para ela, é um diálogo com o observador. É como se eu estivesse escrevendo uma história, e o mais interessante é que as diferentes interpretações só enriquecem minha obra, ou seja o espectador não tem que adivinhar o que estou tentando passar através daquela obra, ele tem sua própria interpretação. Afinal, somos pessoas diferentes, com histórias diferentes e uma mesma obra pode ter diferentes significados. Esse diálogo entre o observador e minha obra é o meu grande objetivo.

Suas inspirações para criar uma obra de arte?

Minha arte é representacional e humanitária. Me incomoda os preconceitos e as injustiças. Acredito que, como artista, tenho responsabilidade social e quero fazer o que estiver ao meu alcance para contribuir com um mundo melhor para todos. Gente sempre foi minha grande inspiração, são elas que fazem o mundo um lugar melhor ou pior, temos um potencial enorme que quando bem usado faz maravilhas. Gosto de acreditar que o ser humano é essencialmente.

Qual arte mais impressionou você até agora?

Não consigo responder a essa pergunta pois são tantas obras maravilhosas que estamos constantemente apreciando que se torna realmente difícil dizer.


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Você tem de estar sempre criando ou cria apenas em certos momentos?

Eu crio todos os dias de minha vida. Estou no estúdio diariamente e minha cabeça não para. Inspiração e criação é um exercício como outro qualquer e precisa de dedicação.

O produto de uma obra sua é único ou tem alguma relação próxima ou distante de sua obra anterior?

Eu procuro sempre criar série de um mesmo tema. Foi assim com os retratos, com as Favelas, e com os Catopes.

Quais os desafios da arte/artista no cenário atual?

Bom, hoje em dia, um artista não pode somente pintar, ele tem também que entender de mídia social e de marketing. O artista tem que estar sempre atualizado com o que está acontecendo no mercado da arte e procurar atuar nesses mercados.

As redes sociais têm lhe ajudado na divulgação de seu trabalho?

Sim, hoje não dá pra não ter seu trabalho nas redes sociais pois é sem dúvida um grande aliado na divulgação da arte.

Como as artes plásticas podem contribuir para a educação e cultura?

O contato com as manifestações artísticas e culturais na formação escolar contribui significantemente para o desenvolvimento do ser humano.

O estímulo artístico estimula o autoconhecimento e o reconhecimento do outro como um ser igualmente dotado de atributos que o tornam um ser único. Por meio de suas inspirações e criações o indivíduo consegue acessar e expressar seus sentimentos. Ao contemplar as produções de seus colegas ela consegue identificar o que as aproxima e o que as discerne. Distinguir suas próprias limitações e potencialidades assim como a do outro, é uma maneira de adquirir segurança e, autoestima (empoderamento) e a empatia. Pessoas que aprendem a expressar suas emoções tendem a estabelecer relacionamentos interpessoais benéficos e equilibrados e saudáveis.

Perceber a variedade de cores, figuras, tamanhos, arranjos e símbolos que formam o mundo alarga os nossos horizontes, abre o nosso universo de possibilidades de conhecimento e de interpretação do mundo que nos cerca.

Para combater o preconceito e a discriminação, nada melhor que a informação e o conhecimento. É necessário apreender que a diversidade cultural, a pluralidade de pensamento, ideias, expectativas e manifestações, promovem a materialização, a evolução e o enriquecimento da experiência humana.

Abertura ao diálogo, empatia e respeito as diferenças são valores essenciais para a construção de uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva – na qual todos tenham o direito de ser quem são e a possibilidade de desenvolver seus potenciais.

Como analisa as qualidades de uma obra de arte?

Bom para entender melhor a função e o objetivo de uma obra de arte devemos avaliar os papéis desempenhados pelo artista que são: Registrar o mundo, promover uma forma palpável aos sentimentos, revelar verdades ocultas ou universais, e ajudar a enxergar o mundo de uma forma inovadora e diferente da tradicional.

A arte é um apontamento do pensamento e das crenças das sociedades em diferentes épocas.

Uma obra de arte deve, antes de mais nada atrair pelos sentidos e para isso, ela não precisa ser bela. A arte pode chamar a atenção pelo assunto, pelas cores, por ser realista ou abstrata, pelo uso de símbolos, pelo estilo que é a marca pessoal da criatividade do artista, pelos fatos históricos e pela reação que provoca no observador.

Em uma obra de arte os elementos são mostrados de forma a comunicar um significado além do literal. Um artista plástico se comunica com o observador ou público através de uma tela. Ao contrário de um livro ou filme, a informação e a mensagem são limitadas a uma simples imagem. Para que essa comunicação aconteça, o artista usa elementos de composição, como cores, formas, luzes, sombras, espaços, linhas e tons, texturas, pinceladas e etc.

À medida que o observador examina e explora a obra de arte, a reação que ele teve ao observar a pintura é cada vez mais completa e pessoal. Ao reagir o observador faz diversas conexões, que podem estar ligadas a experiências pessoais de cada um, ou podem estar ligada a conexão entre um elemento e/ou um gesto e seus significados ou também ao seu contexto na história.

Quais os critérios para estipular o valor de uma obra de arte?

A composição do preço de uma peça de arte leva em consideração, dentre outros fatores: O histórico do artista; as exposições das quais participou; se tem obras em museus; se suas telas estão inseridas em coleções importantes e período da criação.

É importante ressaltar que a obra de um mesmo artista pode variar muito de preço dependendo da época da composição ou do tipo da obra: se trata-se de uma tela, uma fotografia, uma escultura ou uma gravura – lembrando que as peças com tiragem são geralmente mais baratas do que as peças únicas.

E, por fim, se a obra será acompanhada de atestado de autenticidade, que pode ser emitido pelo artista, algum representante seu ou a própria galeria que a está vendendo.

Para artistas já falecidos, ainda há de se considerar se há um projeto de catalogação e autenticação das obras, o que confere maior segurança na compra.

Fale sobre seus projetos atualmente…

Atualmente tenho um projeto juntamente com meu amigo, parceiro e músico, Tino Gomes com quem fiz a série, Catopezera, O Som Das Cores. Nesse novo projeto, mostramos o Jequitinhonha e o Tennessee para mostrar como o ser humano pode ser igual em diferentes partes do mundo e de como as diferenças são bem vindas. Já começamos o projeto viajando pelo Vale do Jequitinhonha e fotografando nossa cultura Mineira tão rica em artesanato, música e folclore. Depois faremos a viagem para o Tennessee identificando as semelhanças entre as duas regiões. Tino dá vida as minhas telas e eu dou cor as suas músicas. Uma parceria maravilhosa!

Tenho outro projeto que será um manifesto cultural feito entre vários artistas, mas ainda esta engatinhando.

Além disso, quero pintar também nossos índios, quero também poder ilustrar o preconceito racial e de gênero. Enfim, tenho muitos projetos na minha cabeça, alguns deles já estão em andamento e outros estão sendo planejados. Minha cabeça não pára, tenho muitas histórias para contar através de minhas pinceladas.

Qual o seu conselho para os que estão começando agora?

Eu ainda tenho muitíssimo que aprender mas acho que com paciência, muita disciplina e desfrutando a caminhada não tem como não dar certo!

VIDEOS CATOPEZERA – THE SOUND OF COLORS:

 

Se desejar deixe uma mensagem…

Acho que a melhor forma que as pessoas têm de contribuir na formação de um mundo melhor é através do seu trabalho, através do que sabemos fazer de melhor. Se Cada um de nós puder fazer sua parte, o mundo com certeza será um lugar fantástico e nós estaremos indo mais rapidamente em direção à nossa evolução enquanto seres humanos.

Sobre suas exposições, tem algum comentário a respeito, sentimentos…

Foi muito emocionante durante a exposição no Japão com a ExpoArte, no consulado do Brasil, descobrir que bem no salão ao lado de onde estávamos expondo, pude ver um retrato de meu pai numa exposição onde homenageavam brasileiros que se sobressaíram no Japão. Meu pai, infelizmente já morreu e tenho certeza que ficaria muito feliz de saber que estávamos juntos no Japão, país que ele morou por mais de 3 anos e que tanto admirava.

Também nunca me esquecerei de minha primeira exposição no Museu Inima de Paula em Belo Horizonte, onde apresentei “Expressões da Minha Gente”, uma série de 87 portraits de pessoas queridas, amigos e família. Foi uma noite emocionante, um sonho que se realizava!

Como definiria sua arte em uma linha?

Minha arte é representacional e humanitária, me incomoda os preconceitos e as injustiças sociais.

Redes Sociais:

Instagram: @monicamendesartista

Facebook: @www.MonicaMendesArtist

 

* Agradecimentos a Buana Lima, assessora da artista plástica, por todas as informações pertinentes a entrevista.

 

 


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