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Autor – Vladimila Veiga. Título – sem titulo. Ano – 2016. Técnica – técnica mista. Fundição em concreto, gesso, objetos, aço, madeira e ferro. Dimensões – 50x45x35 cm. Foto: Divulgação.

Museu de Arte Sacra de São Paulo inaugura individual de Vladimila Veiga

“Ancoragem – A fôrma e a forma” exibe 11 esculturas feitas a partir de moldes de imagens sacras produzidos pelo avô da artista

O Museu de Arte Sacra de São PauloMAS/SP, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, inaugura “Ancoragem – A fôrma e a forma”, da artista mineira Vladimila Veiga, com curadoria de Ian Duarte Lucas. A mostra acontece na Sala de Taipa do museu, e é composta por 11 esculturas – gesso, concreto, pó de pedra, ferro e outros elementos -, que se baseiam em figuras da liturgia católica, modeladas em fôrmas produzidas por seu avô, o escultor Carlos Veiga. Ao revisitar a história de sua família, a artista lança luz sobre processos mais amplos da sociedade, para além da religião, inserindo na contemporaneidade figuras que povoam o imaginário da população, que por vezes passa incólume aos signos que estão embutidos na iconografia de cada imagem.

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Em 2008, Vladimila Veiga recebeu os moldes de imagens de arte sacra que seu avô havia produzido ao longo de sua carreira artística. Em razão do grande volume – 240 peças -, armazenou as fôrmas em um galpão que ocupava espaço no sítio da família. “Pensei: ‘Quando eu voltar ao sítio, daqui uns 8 meses, irei catalogar, fazer registro e tirar fotos de tudo’. Mas, pra minha surpresa, pouco sobrou destas peças. Roedores destruíram boa parte. Fiquei somente com 84 fôrmas. Enfim, um dia para ser esquecido… Uma frustação, desespero”, comenta a artista. Então, se distanciou do projeto por dois anos, pois lhe faltava coragem para se reaproximar de uma memória dolorosa. Após superar esses acontecimentos, Vladimila Veiga fundiu 8 imagens em gesso e o resultado a motivou a romper certa angústia de ver todo aquele trabalho parado, sem vida, sem história. Em suas palavras: “E o quanto tudo aquilo fez e faz parte da minha história, porque foi por ali que tive meu primeiro contato com a arte, aos 13 anos de idade. Passava as tardes no ateliê do meu avô. E ele deixou muitos mais que seu trabalho, deixou vínculo, deixou afeto também, deixou sonhos. Faleceu aos 94 anos, lúcido, trabalhando em seu ateliê”.

Assim, Vladimila Veiga percebeu qual era seu caminho, em uma necessidade de expressar todos os seus questionamentos, de maneira autoral, unindo duas fôrmas em uma única imagem e criando, com os moldes de seu avô, novas formas. Para a mostra no MAS/SP, são apresentadas 11 dessas esculturas, das quais 7 foram produzidas exclusivamente para esta individual. Embasado no conceito dos simbolismos, isento de valores morais ou imorais, o título “Ancoragem” exprime um senso de fortalecimento, de algo que fica e continua. “Perguntas sem respostas que existem em muitos questionamentos. Figuras que permitem novas leituras. Convivo com estas imagens sacras há muitos anos, tenho conversas pertinentes e às vezes fantasiadas, de vivências muito individualizadas”, explica a artista. Quanto ao critério técnico desta série, sua escolha em trabalhar com gesso a possibilitou interferir na postura, nas posições retratadas, como mãos abertas, cabeças erguidas, de mãos dadas.

Ao buscar inspiração nas fôrmas e suas representações na Igreja, Vladimila Veiga também procura sua própria interpretação dessas imagens, com um novo olhar, pessoal, sem nenhuma pretensão religiosa. “A artista parte destes moldes não para produzir novamente imagens sacras, mas para investigar as relações entre os ícones e o simbolismo que cada figura carrega até os dias de hoje, recombinando partes distintas de cada um deles. Desta forma a artista ancora essas novas figuras através de uma relação com o passado, ao revisitar os moldes e apresentá-los reconfigurados, inserindo-os em uma sala também histórica e repleta de simbolismos de como a cidade e o processo de ocupação do território brasileiro se configurou”, comenta Ian Duarte Lucas.

Exposição: “Ancoragem – A fôrma e a forma
Artista: Vladimila Veiga
Curadoria: Ian Duarte Lucas
Abertura: 15 de junho de 2019, sábado, às 11h
Período: 16 de junho a 20 de julh01 de setembro de 2019
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo – www.museuartesacra.org.br
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (estação Tiradentes do Metrô)
Tel.: 11 3326-5393 – agendamento / educativo para visitas monitoradas
Horários: De terça-feira a domingo, das 9 às 17h | Presépio Napolitano: das 10 às 11h, e das 14h às 15h
Ingresso: R$ 6,00 (Inteira) | R$ 3,00 (Meia entrada nacional para estudantes, professores da rede privada e I.D. Jovem – mediante comprovação) | Grátis aos sábados | Isenções: crianças de até 7 anos, adultos a partir de 60, professores da rede pública, pessoas com deficiência, membros do ICOM, policiais e militares – mediante comprovação
Número de obras: 11
Técnica: Esculturas – gesso, concreto, pó de pedra, ferro e outros objetos
Dimensões: Variadas

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Imprensa:
Museu de Arte Sacra de São Paulo
Silvia Balady –
silvia@balady.com.br / Zeca Florentino – zeca@balady.com.br
Tel.: (11) 3814-3382

Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – Assessoria de imprensa
Stephanie Gomes | (11) 3339-8243 | stgomes@sp.gov.br

O museu

O Museu de Arte Sacra de São Paulo, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, é uma das mais importantes do gênero no país. É fruto de um convênio celebrado entre o Governo do Estado e a Mitra Arquidiocesana de São Paulo, em 28 de outubro de 1969, e sua instalação data de 28 de junho de 1970. Desde então, o Museu de Arte Sacra de São Paulo passou a ocupar ala do Mosteiro de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Luz, na avenida Tiradentes, centro da capital paulista. A edificação é um dos mais importantes monumentos da arquitetura colonial paulista, construído em taipa de pilão, raro exemplar remanescente na cidade, última chácara conventual da cidade. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1943, e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico do Estado de São Paulo, em 1979. Tem grande parte de seu acervo também tombado pelo IPHAN, desde 1969, cujo inestimável patrimônio compreende relíquias das histórias do Brasil e mundial. O Museu de Arte Sacra de São Paulo detém uma vasta coleção de obras criadas entre os séculos 16 e 20, contando com exemplares raros e significativos. São mais de 18 mil itens no acervo. O museu possui obras de nomes reconhecidos, como Frei Agostinho da Piedade, Frei Agostinho de Jesus, Antônio Francisco de Lisboa, o “Aleijadinho” e Benedito Calixto de Jesus. Destacam-se também as coleções de presépios, prataria e ourivesaria, lampadários, mobiliário, retábulos, altares, vestimentas, livros litúrgicos e numismática.

MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO – MAS/SP
Presidente do Conselho de Administração – José Roberto Marcelino

Diretor Executivo – José Carlos Marçal de Barros
Diretor de Planejamento e Gestão – Luiz Henrique Marcon Neves
Diretora Técnica – Maria Inês Lopes Coutinho

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