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Rio e a história que foi apagada é o tema do Rolé Carioca de maio

Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Estudio M’Baraká apresentam

A história apagada através dos anos e suas memórias é tema do roteiro do Rolé Carioca em maio

Era uma vez no Rio – Memórias e Apagamentos. Este é o tema do próximo roteiro online do Rolé Carioca, que acontece no dia 30 de maio (domingo) às 10 horas da manhã pela plataforma Zoom, com transmissão simultânea pelo Facebook do Rolé Carioca.

Partindo do conceito do professor inglês Peter Burke, de que “o historiador lembra a sociedade daquilo que ela quer esquecer”, o roteiro passeia por prédios, monumentos, personagens e acontecimentos demolidos, apagados, abandonados. A história de um Rio que sobrevive pela resistência daqueles que insistem em não esquecer.

Destruição, demolição, abandono, esquecimento, omissão, apagamento, desaparecimento. Palavras que servem tanto para aniquilar um prédio, como o Palácio Monroe, no centro do Rio, sede do Senado Federal entre 1925 e 1960, quanto para anular pessoas e narrativas alternativas às que constam em documentos oficiais.

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É sobre esta história não contada – ou calada – que o próximo Rolé na Rede vai tratar. De períodos obscuros cujas narrativas oficiais apagam revoltas, rebeliões, massacres, personagens e acontecimentos, como a escravidão e a Ditadura Militar, a construções abandonadas, como a Estação Leopoldina, o Hotel Gloria e a casa de shows Canecão, passando por prédios que mudaram de função, como o Palácio Tiradentes, atual sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O roteiro Era uma vez no Rio – Memórias e Apagamentos tem a proposta de contar uma história que insiste em se manter viva.

Como uma verdadeira aula de História ao vivo, o roteiro de maio vai falar ainda de queimas de arquivo – como a feita por Ruy Barbosa para negar a existência da escravidão no Brasil – locais utilizados para tortura como o prédio do Dops e patrimônios que carregam uma história de dor e resistência, como o Cais do Valongo, na região portuária do Rio.

“Nossa proposta é apresentar uma abordagem envolvendo as tentativas, bem-sucedidas ou não, de apagamento de memórias históricas dentro da nossa cidade”, explica a historiadora Roberta Baltar, uma das condutoras do Rolé na Rede.

“Ao trabalharmos com o que foi apagado – seja propositalmente, enquanto projeto de poder – ou “acidentalmente” – pelo abandono e falta de preservação, podemos vislumbrar outra cidade, repleta de narrativas que nos foram negadas e precisam ser retomadas”, finaliza.

O passeio virtual de maio do Rolé Carioca será conduzido pelos historiadores Roberta Baltar e William Martins. No roteiro, histórias e lembranças de outros prédios demolidos como o Pavilhão Mourisco, em Botafogo, ou a destruição de monumentos naturais, como o Morro do Castelo – que se transformou em aterro na década de 20 do século passado.

Plataforma de conteúdos sobre o Rio

Em 2021 o Rolé Carioca aprofunda ainda mais a sua proposta e convida o público a contar suas histórias no Mapa de Memórias (www.rolecarioca.com.br/mapa/)e a acompanhar ideias e olhares de pessoas que pensam a cidade, seja no Papo de Rolé – série de debates disponíveis em www.rolecarioca.com.br/papoderole/acervo – seja nas conversas com diretores dos filmes apresentados na Mostra CineCidades www.rolecarioca.com.br/cinecidades/acervo.

“Pode-se dizer que a cidade nunca está pronta. Ela é uma plataforma aberta, em constante construção”, elabora Isabel Seixas, idealizadora do Rolé Carioca. “Fazemos um convite às pessoas para que pratiquem a cidade, conheçam e façam parte dela de forma mais consciente e proativa”, finaliza.

SERVIÇO – Rolé Carioca
Era uma vez no Rio – Memórias e Apagamentos Data: 30 de maio (domingo)
Hora: 10 horas
Participação: O link do Zoom será liberado às 09h50 nos perfis do projeto (Facebook e Instagram)
Gratuito – Não é necessário fazer inscrição Duração: aproximadamente 1 hora
Site: www.rolecarioca.com.br Facebook: /RoleCarioca Instagram: @rolecarioca YouTube: /RoleCarioca

 

Confira a programação de roteiros virtuais até julho:

Junho – João do Rio 100 anos – A alma encantadora das ruas
Passeio – Dia 27 de Junho

Julho – Rio, Capital Mundial da Arquitetura
Passeio – Dia 25 de Julho

Sobre o Rolé Carioca

Projeto multiplataforma de cultura, história e conhecimentos sobre o Rio de Janeiro, o Rolé Carioca agrega um rico acervo de histórias, curiosidades, fatos e personagens coletados em quase uma década dedicada às pessoas, à memória e à cultura da cidade.

Criado em 2013 a partir de passeios presenciais por diferentes roteiros, contando histórias sobre o Rio e seus personagens, o Rolé Carioca expande sua atuação em 2021 se dedicando a ouvir histórias de moradores e trazer

reflexões sobre o espaço urbano por meio de ações como o Mapa de Memórias, o webseminário Papo de Rolé e a mostra de filmes CineCidades – mesclando programação virtual e presencial, adaptada ao momento de pandemia.

Por sua trajetória, o Rolé Carioca foi um dos vencedores de 2019 do prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concedido pelo IPHAN a iniciativas de preservação e difusão do patrimônio histórico e cultural.

Sobre o Estúdio M’Barakå (UM-BA-RA-KÁ) – Realizador e idealizador do projeto

Criado há 14 anos por Isabel Seixas e Diogo Rezende, o estúdio M’Baraká desenvolve projetos múltiplos com profissionais de diversos segmentos e se destaca por sua metodologia, que envolve criação, pesquisa, planejamento estratégico e direção de arte. Desde 2013, a economista Larissa Victorio faz parte da sociedade. Os projetos do grupo são únicos, focados na criação de experiências relevantes, que geram conhecimento e valor para seus públicos: www.mbaraka.com.br

O Rolé Carioca conta com o patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura, da Estacio e da Operadora Nacional do Sistema Elétrico (ONS), copatrocínio da First RH Group e Shift Gestão de Serviços, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS, e apoio da Lecca e do Congresso Mundial de Arquitetura.

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