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Tributo NAÏF ao Modernismo Brasileiro

…uma contribuição à diversidade cultural brasileira…

Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS / SP, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, inaugura, na Sala MAS/Metrô Estação Tiradentes, a exposição coletivaNAÏFS; modernistas, contemporâneos, atemporais”, sob curadoria de Marinilda Boulay. Com setenta e seis artistas, advindos das mais diversas partes do Brasil, um recorte da arte naïf brasileira é exibido nos 85 trabalhos escolhidos pela curadoria que abraçam variados suportes como pinturas, colagens, desenhos, aquarelas, gravuras, esculturas, bordados, costuras e modelagens.





Como parte da programação dedicada às comemorações do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, a seleção apresentada é “marcada pela transgressividade, a irreverência, a mestiçagem, o sincretismo religioso e a determinação em manter viva nossa capacidade de sonhar. As obras apresentadas são herdeiras da audácia daqueles jovens de 1922, e denotam a necessidade premente de se construir, hoje, o Brasil que a gente quer no futuro, com seus múltiplos sotaques, culturas e narrativas”, define a curadora.

A permissão implícita da homenagem feita ao Modernismo, todo caracterizado por sua busca pela ruptura com a academia europeia do período em que ocorreu a mostra nos anos de 1920, concedida a Arte Naïf contemporânea da segunda década do século XXI pode estar descrita pelo crítico de arte Oscar D’Ambrosio quando a analisou em seu próprio tempo:” Esta exposição traz elementos para isso no sentido de ser realizada por uma óptica que acredita que os estudos e as ações a partir do movimento de 1922 ganham sentido e significação quando vistos sob uma perspectiva que busca ligar passado, presente e futuro”.

Por um lado temos a Arte Moderna que por definição é um conjunto de tendencias que começou a se desenvolver a partir da segunda metade do século XIX, atingindo seu apogeu no início do século XX e, neste momento, deixou visível seu empenho em romper com as tradições que se encontravam arraigadas na história da arte. Por outro lado, a Arte Naïf sempre foi, e ainda o é, uma ruptura intuitiva pois, conceitualmente é atribuída a produção de artistas autodidatas que criam e desenvolvem linguagens autorais e originais de expressão.

NAÏFS; modernistas, contemporâneos, atemporais” traz a contribuição da diversidade cultural brasileira quer seja de matriz europeia, afrodescendente, indígena, na construção da ideia de modernidade, daquilo que nos faz plurais e singulares ao mesmo tempo. A mostra apresenta a cultura popular não como um elemento da tradição do passado, mas como algo, que alimenta a atemporal arte naïf, que tem tantas definições quanto o número de artistas que participam desta mostra”. Marinilda Boulay

Exposição: “NAÏFS; modernistas, contemporâneos, atemporais”

Curadoria: Marinilda Boulay

Artistas (77): Albina de Oliveira, Alcides Peixe, Alice Masiero, Altamira, Amomm Hebrom de Deus, Ana Maria Reis, Angela Ayni, Angela Gomes, Antonia Fugaça, Arieh, Arivanio Alves, Carminha, Cesar Lima, Claudia Marcado da Rocha, Coletivo: Ana Maria Reis e Samuel Junior, Coletivo: ElzaS, Coletivo: Helô e Tony, Coletivo: Vânia Furlan e Beto Furlan, Claudia Bergel, Dani Vitorio, Dilsão, Edilson Araujo, Edna Alves, Eliana Martins, Elsa Farias, Emma Bianchini, Enzo Ferrara, Fátima Camargo, Gerson Lima, Graciette F. Borges, Helena Vasconcellos, Hellen Audrey, Isa do Rosario, Isa Baah, Jair Lemos, João Generoso, JH Brito, José Carlos Monteiro, Josinaldo, Juventino, Juliana Scorza, Lívia Passos, Lourdes de Deus, Lu Maia, Lu Morgado, Marcia Nunes, Marcelo Shimaneski, Marcos Melhado, Maria Alice Carlini, Marilene Gomes, Marinilda Boulay, Marli , Miren Edurne, Neo Brasil, Olinda Evangelista, Olympia Bulhões, Rafael Antunes, Regina Drozina, Regina Puccinelli, Rodrigues Lessa, Rita Isabel Vaz, Ruiy Moura, Samuel Junior, Sandra Scavassa, Shila Joaquim, Silvia Maia, Sonya Mello, Stephanus, Tânia de Maya Pedrosa, Tito Lobo, Valdeck de Garanhuns, Vânia Cardoso, Waldeci de Deus,, Waldomiro de Deus, Willi de Carvalho, Zé, Zélia Lima.

Abertura: 09 de abril – sábado – das 11h às 14h

Período: de 10 de abril a 05 de junho de 2022.

Local: Sala MAS/Metrô – Estação Tiradentes

Endereço MAS/SP: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)

Estacionamento gratuito/alternativa de acesso: Rua Jorge Miranda, 43 (sujeito à lotação)

Tel.: 11 3326-5393 – informações adicionais

Horários:

  • Museu de Arte Sacra: de terça-feira a domingo, das 9 às 17h
  • Sala Mas/Metrô – Estação Tiradentes: de terça a domingo, das 11 às 17hs

Ingresso:

  • Museu de Arte Sacra: R$ 6,00 (Inteira) | R$ 3,00 (meia entrada nacional para estudantes, professores da rede privada e I.D. Jovem – mediante comprovação) | Grátis aos sábados| Isenções: crianças de até 7 anos, adultos a partir de 60, professores da rede pública, pessoas com deficiência, membros do ICOM, policiais e militares – mediante comprovação
  • Sala MAS/Metro – Estação TiradentesGrátis aos usuários do Metrô

OBRIGATÓRIO USO DE MÁSCARA E APRESENTAÇÃO DE COMPROVANTE DE VACINAÇÃO

INGRESSOS PODEM SER ADQUIRIDOS ATRAVÉS DO SITE DO MUSEU – link para ingressos

Número de obras: 85

Técnicas: pinturas e esculturas

Dimensões: variadas

Midias Digitais

Site: www.museuartesacra.org.br

Instagram: www.instagram.com/museuartesacra/

Facebook: www.facebook.com/MuseuArteSacra

Twitter: twitter.com/MuseuArteSacra

YouTube: www.youtube.com/MuseuArteSacra

Google Arts & Culture: bit.ly/2C1d7gX

O museu

O Museu de Arte Sacra de São Paulo, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, é uma das mais importantes do gênero no país. É fruto de um convênio celebrado entre o Governo do Estado e a Mitra Arquidiocesana de São Paulo, em 28 de outubro de 1969, e sua instalação data de 29 de junho de 1970. Desde então, o Museu de Arte Sacra de São Paulo passou a ocupar ala do Mosteiro de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Luz, na avenida Tiradentes, centro da capital paulista. A edificação é um dos mais importantes monumentos da arquitetura colonial paulista, construído em taipa de pilão, raro exemplar remanescente na cidade, última chácara conventual da cidade. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1943, e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico do Estado de São Paulo, em 1979. Tem grande parte de seu acervo também tombado pelo IPHAN, desde 1969, cujo inestimável patrimônio compreende relíquias das histórias do Brasil e mundial. O Museu de Arte Sacra de São Paulo detém uma vasta coleção de obras criadas entre os séculos XVI e XX, contando com exemplares raros e significativos. São mais de 10 mil itens no acervo. Possui obras de nomes reconhecidos, como Frei Agostinho da Piedade, Frei Agostinho de Jesus, Antônio Francisco de Lisboa, o “Aleijadinho” e Benedito Calixto de Jesus, entre tantos, anônimos ou não. Destacam-se também as coleções de presépios, prataria e ourivesaria, lampadários, mobiliário, retábulos, altares, vestimentas, livros litúrgicos e numismática.

MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO – MAS/SP

Presidente do Conselho de Administração – José Roberto Marcellino dos Santos
Diretor Executivo – José Carlos Marçal de Barros
Diretor de Planejamento e Gestão – Luiz Henrique Marcon Neves
Museóloga – Beatriz Cruz

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