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Antonio Parreiras (1860-1937). Escola ao ar livre (Teresópolis, RJ), 1892, circa. Óleo sobre tela. Acervo do Museu Antonio Parreiras / FUNARJ. Fotografia: Diego Barino – Cerne Sistemas.
Antonio Parreiras (1860-1937). Escola ao ar livre (Teresópolis, RJ), 1892, circa. Óleo sobre tela. Acervo do Museu Antonio Parreiras / FUNARJ. Fotografia: Diego Barino – Cerne Sistemas.

Antonio Parreiras é homenageado com exposição de 37 obras no MAC Niterói

Abrindo as comemorações dos 80 anos do Museu Antonio Parreiras (MAP), a FUNARJ apresenta a exposição Antonio Parreiras: paisagens e marinhas, de 7 a 23 de janeiro, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Com curadoria de Vanda Klabin, a mostra reúne 37 telas realizadas pelo pintor, entre 1887 e 1937, e evidencia o pioneirismo do MAP, como primeiro museu de arte do estado do Rio de Janeiro e o primeiro, no Brasil, dedicado à memória de um artista.





Reconhecido como um dos principais paisagistas brasileiros, Antonio Diogo da Silva Parreiras nasceu em Niterói, em 1860. Em 1884, quando aluno do artista alemão Georg Grimm, abandonou a Academia Nacional de Belas Artes, acompanhando o mestre e outros colegas para formar o Grupo Grimm, no bairro de Boa Viagem. Realizou diversas viagens de aperfeiçoamento à Europa, pintou paisagens, nus, retratos e quadros de temas históricos, sendo escolhido como o maior pintor brasileiro em votação realizada pela revista Fon-Fon, em 1925. No ano seguinte, amplamente consagrado como artista, publicou o livro autobiográfico História de um pintor contada por ele mesmo.

Sobre a obra de Parreiras, Vanda Klabin destaca a forte relação do artista com a paisagem: “Sua sensibilidade pictórica e o constante fascínio que a natureza observada de perto exerceram no seu vocabulário visual traduzem a sua contribuição inovadora para o universo da arte brasileira”. A interpretação singular da natureza pelo pintor poderá ser conferida, no salão principal do MAC, em telas como “A tarde”, vendida em 1887 para financiar a primeira viagem de estudo do artista à Europa, e “O fogo”, integrante da última exposição de Antonio Parreiras, em 1936, e que denuncia as queimadas nas florestas brasileiras. A exposição, que é patrocinada pela associação Lazuli Belas Artes e pelas incorporadoras União Realizações e Mônaco, conta também com duas obras do artista alemão George Grimm, mestre de Parreiras, e um retrato do homenageado, por Numa-Camille Ayrinhac.

Além de ser uma das patrocinadoras da exposição, a Lazuli Belas Artes, associação sem fins lucrativos, está promovendo uma campanha de crowdfunding para arrecadar fundos e colaborar com a recuperação e modernização do Museu Antonio Parreiras, fechado há mais de uma década. As doações podem ser feitas pelo site nova.kickante.com.br/l/revitalizamuseuantonioparreiras. As contrapartidas simbólicas para os doadores vão desde e-mails de agradecimento até a gravação do nome em uma placa na área prevista na ampliação do museu. Pelo site, será possível acompanhar o valor arrecadado, como ele será investido e o cronograma das obras.

Protocolos Sanitários

De acordo com o Decreto Municipal 14.142/ 2021, é necessário apresentar o comprovante de vacinação em dia, no formato impresso ou digital, acompanhado de um documento com foto. Todos os protocolos sanitários de combate à COVID-19 são seguidos.

Serviço:
Exposição Antonio Parreiras: paisagens e marinhas
Curadoria: Vanda Klabin
Abertura: 7 de janeiro, a partir das 10h
Período: de 7 a 23 de janeiro
Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h
Local: MAC Niterói
Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/nº, Boa Viagem, Niterói, RJ

Ingresso: R$ 12 (inteira). R$ 6 (meia-entrada) – Têm direito à meia-entrada idosos a partir de 60 anos, jovens de baixa renda com idade entre 15 e 29 anos inscritos no CadÚnico, estudantes de escolas particulares, universitários e professores. É exigida a comprovação do direito ao benefício na bilheteria do museu.

Entrada gratuita para estudantes da rede pública (ensino médio), crianças de até 7 anos, portadores de necessidades especiais, moradores ou nascidos em Niterói (com apresentação do comprovante de residência) e visitantes de bicicleta. Na quarta-feira, a entrada é gratuita para todos.

Venda: pelo site da Sympla ou na bilheteria do Museu. A entrada ao Museu deve ser feita até as 17h30.
Informações: (21) 2722-1543 | facebook.com/macniteroi.oficial | @macniteroi

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