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Espetáculo “Pá de Cal (Ray-lux)” no CCBB Rio - Rubim Produções. Foto: Antonio Fernandes.
Espetáculo “Pá de Cal (Ray-lux)” no CCBB Rio - Rubim Produções. Foto: Antonio Fernandes.

CCBB Rio ESTREIA “Pá de Cal (Ray-lux)”, de Jô Bilac e Paulo Verlings

Apresentada pelo Ministério do Turismo e Banco do Brasil,

“Pá de Cal (Ray-lux)”, peça de Jô Bilac, dirigida por Paulo Verlings, estreia dia 20 de novembro, no CCBB Rio de Janeiro.

O espetáculo discute o quanto nós na contemporaneidade terceirizamos nossas relações pessoais.

O Teatro II do CCBB Rio de Janeiro, recebe de 20 de novembro a 19 de dezembro, com representações de quinta a sábado, às 19h, e domingos, às 18h, a estreia do espetáculo “Pá de Cal (Ray-lux)”, dramaturgia do premiado autor Jô Bilac, com direção de Paulo Verlings, realização da Cia Teatro Independente e elenco formado por Carolina Pismel, Isaac Bernat, Kênia Bárbara, Orlando Caldeira e Pedro Henrique França. O projeto tem patrocínio do Banco do Brasil através da Lei de Incentivo Federal.





A trama de “Pá de Cal (Ray-lux)” parte da morte de um personagem central, ou seja, ele está ausente. O mesmo acontece com suas irmãs que mandam representantes para a reunião “familiar” na qual irá se definir o destino do pai dessa família e também o destino da mãe do morto (uma ex-empregada da família), que também manda um representante legal. O morto também é representado por uma pessoa com quem conviveu em terras estrangeiras. Além de uma morte traumática, a peça lida com a terceirização de responsabilidades e de como essas representatividades interferem na boa condução das questões. Toda a ação se desenrola na casa onde mora o patriarca, local que é foco de uma disputa pela posse, revelando interesses divergentes entre as partes. Conflitos inesperados emergem a partir desse encontro. Com o passar do tempo, as relações entre pai e seus filhos – representados – se revelam aos espectadores cada vez mais límpidas e latentes.

– O espetáculo narra uma relação “familiar” por uma perspectiva diferente. Através das representatividades discutimos o quanto nós hoje na contemporaneidade terceirizamos nossas relações –, comenta o diretor Paulo Verlings, também responsável pelo argumento e idealização da peça. – Atravessamos questões como culpa, ausência de diálogo e afeto, a partir de um acontecimento trágico.

Com “Pá de Cal (Ray-lux)” a Cia Teatro Independente se debruça sobre um tema delicado, mas emergencial e a favor da vida. O Brasil está na contra mão da tendência mundial em relação aos índices de suicídios. Dados da OMS mostram que por aqui as taxas de suicídio foram 7% maiores em 2016, último ano da pesquisa, do que em 2010. Já o índice global teve queda de 9,8%.

A expressão “Pá de Cal” quer dizer que fará uma última referência a um assunto não prazeroso. Já “Ray-lux” se refere ao nome de uma urna funerária tão cara, que custa o preço de um automóvel.

Quanto à linguagem interpretativa, diretor e elenco se concentram em explorar performances naturalistas, porém não realistas, com fisicalidade intensa, para que desloquem o espectador, através de uma relação estética quotidiana de ação, para o universo dos vínculos catárticos em que se baseiam as relações familiares ali abordadas.

Para a escalação do elenco, a Cia pensou em arquétipos bem distintos para formar um elenco brasileiro, com muitas diversidades, personagens reais e pessoas críveis. “Colocamos em cena o retrato real da miscigenação do Brasil”, comenta Verlings.

No dia 19 de outubro passado, a Cia Teatro Independente completou 15 anos de atividades. Criada em 2006, Jô Bilac, Carolina Pismel e Paulo Verlings fazem parte da Cia desde a sua formação.

Sinopse

A morte do caçula de uma família partida provoca a reunião onde apenas representantes dos familiares comparecem e serão eles quem decidirão o destino do patriarca e da mãe do morto, uma ex-empregada, que também manda um representante legal. A terceirização das responsabilidades interfere drasticamente na condução das questões dessa família.

Ficha técnica

Dramaturgia: Jô Bilac
Direção: Paulo Verlings
Diretora Assistente: Mariah Valeiras
Elenco: Carolina Pismel, Isaac Bernat, Kênia Bárbara, Orlando Caldeira e Pedro Henrique França
Cenário: Mina Quental
Figurinos: Karen Brusttolin
Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni
Trilha Sonora: Rodrigo Marçal e João Mello
Direção de Movimento: Toni Rodrigues
Visagismo: Rafael Fernandez
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Programação Visual: André Senna
Fotos de Divulgação: Antônio Fernandes

Direção de Produção: Jéssica Santiago
Argumento e Idealização: Paulo Verlings
Realização: Teatro Independente e 9 Meses Produções

Serviço
Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro II
Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro
Informações: 21 3808-2020
Temporada: 20 de novembro a 19 de dezembro de 2021.
Apresentações: Quintas, sextas e sábados, às 19h, e domingos, às 18h.
Valor do ingresso: R$ 30 (inteira) e R$15 (meia entrada)
Vendas na bilheteria do teatro ou pelo site www.eventim.com.br
Ingressos à venda a partir de 8 de novembro.
Não recomendado para menores de 14 anos.
Capacidade de público: 150 lugares
Duração: 70 minutos

 

O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro funciona de quarta a segunda (fecha terça), das 9h às 19h aos domingos, segundas e quartas e das 9h às 20h às quintas, sextas e sábados. A entrada do público é permitida apenas com apresentação do comprovante de vacinação contra a COVID-19, medição de temperatura e uso de máscaras. Não é necessária a retirada de ingresso para acessar o prédio, os ingressos para os eventos podem ser retirados previamente no site ou aplicativo Eventim ou na bilheteria do CCBB.

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