Encontros virtuais com os curadores da mostra Ivan Serpa: a expressão do concreto ambientada no CCBB-SP até o dia 02 de agosto!

Exposição que traz a mais importante retrospectiva do mestre Ivan Serpa ganha eventos virtuais com os curadores da mostra.

Dias 15 de junho, 01 e 15 de julho – 20 horas
Informações e inscrições: bit.ly/Encontros-IvanSerpa

Ivan Serpa
a expressão do concreto
Até 02 de agosto – CCBB São Paulo
Visitação: todos os dias, das 9h às 18h, exceto as terças

Eventos virtuais com os curadores:
Palestra 15/06: 20 horas youtu.be/mN_69s5hKWg
Webinar 01/07: 20 horas youtu.be/QxVbOjs3vQY
Webinar 15/07: 20 horas youtu.be/t6MgWLbmLqQ

Ambientada no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo desde fevereiro deste ano, a exposição Ivan Serpa: a expressão do concreto, uma ampla retrospectiva de um dos mais importantes mestres da história da arte brasileira, ganha três eventos virtuais com os curadores da mostra.

Anúncio

Receba Notícias de Exposições e Eventos em geral em nosso grupo no Whatsapp!
*Só nós postamos no grupo, então não há spam! Pode vir tranquilo.

A estreia é na terça-feira, dia 15 de junho, com os curadores Hélio Márcio Dias Ferreira e Marcus de Lontra Costa, que falam com o público através da palestra virtual (youtu.be/mN_69s5hKWg) que aborda desde a relevância da exposição até o Brasil pós-guerra, a reconstrução do Ocidente, o modernismo na 2ª revolução industrial, os grupos Frente e Ruptura, a década de 50 e a utopia modernista. O calendário segue em julho com os webnars, Ivan Serpa: o “expressionista concreto”, na quinta–feira, dia 01, com Hélio Márcio Dias Ferreira e na quinta-feira, dia 15, “Entre o moderno e o contemporâneo” com Marcus de Lontra Costa. Os webnars oferecem ao público um certificado de participação. Inscrições e informações através do link: bit.ly/Encontros

A exposição

Nunca há nada de realmente novo. O novo é algo do passado que foi escolhido outra vez. O que existe, sempre, é uma retomada de posição.

Ivan Serpa

Ivan Serpa: a expressão do concreto apresenta 200 trabalhos, de diversas fases do artista que morreu precocemente (1923/1973), mas deixou obras que abrangem uma grande diversidade de linguagens, utilizando várias técnicas, tornando-se uma referência para novos caminhos na arte visual nacional.

A mostra percorre a rica trajetória do artista, expoente do modernismo brasileiro através de obras de grande relevância selecionadas em diversos acervos públicos e privadas.

Com curadoria de Marcus de Lontra Costa e de Hélio Márcio Dias Ferreira, a mostra apresenta obras de todas as fases e técnicas utilizadas pelo artista: concretismo / colagem sob pressão e calor / mulher e bicho / anóbios (abstração informal) / negra (crepuscular) / op – erótica / anti-letra / amazônica / mangueira e geomântica.

A pluralidade criativa e suas expressões ratificam o importante papel de Ivan Serpa na arte moderna brasileira, na criação e liderança do Grupo Frente (Lygia Clark, Lygia Pape, Franz Weissmann, Abrahan Palatinik, Hélio Oiticica e Aluísio Carvão), e através de seu projeto de difundir e motivar as novas gerações para a arte, com suas aulas para crianças e adultos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A virtuosidade de Serpa e seu amplo domínio da técnica e de seus meios expressivos foram reconhecidos já na primeira Bienal de São Paulo, em 1951, quando é considerado o Melhor Pintor Jovem da feira de arte que veio a se tornar um dos principais eventos do circuito artístico internacional.

Ivan Serpa: a expressão do concreto resume a essência da obra desse artista que, apesar de ser mais conhecido pelo Concretismo, também se aventurou pela liberdade do expressionismo, sem nunca perder contato com a ordem e a estrutura. Trata-se de uma exposição única, de um artista complexo, definitiva para reascender a memória sobre esse operário da arte brasileira.

“Ivan Serpa surpreende até hoje por sua extrema sensibilidade, pelo seu permanente compromisso com a liberdade que alimenta a verdadeira criação artística. Enquanto críticos e teóricos cobravam do artista uma coerência estética, veiculando-a a uma determinada escola artística, Serpa respondia com a ousadia e o desprendimento característico dos verdadeiros criadores. Entre tantos ensinamentos, a lição que Serpa nos lega é essa ânsia, esse compromisso permanente com a liberdade e a ousadia que transforma a aventura humana em algo sublime e transformador. Por isso, hoje e sempre, é preciso manter contato com a produção desse artista exemplar que transforma formas e cores num caleidoscópio mágico, múltiplo e íntegro em sua linguagem expressiva”, diz Marcus de Lontra Costa, um dos curadores da exposição.

“Agradecemos a Ivan Serpa pelo seu legado, que deixou um rastro de liberdade na arte brasileira, da modernidade aos nossos dias. Lembremos que, na sua relativamente curta trajetória, ansioso por viver e trabalhar, desde pequeno viveu sob a ameaça da morte, mas encontrou tempo para ensinar aos outros o poder da arte”, complementa Hélio Márcio Dias Ferreira, pesquisador especialista na obra de Ivan Serpa.

Trajetórias corajosas, como as de Ivan Serpa, acentuam a importância da ação artística como instrumento de definição das identidades culturais comuns, mas, também, como agente de questionamento e subversão. No mundo contemporâneo é preciso sempre estar atento e forte, e se alimentar de saberes oriundos do passado recente, para que possamos enfrentar os dilemas e desafios do presente e do futuro. Por isso o desafio maior da arte contemporânea é o enfrentamento, e exemplos como o de Ivan Serpa, nos dão a régua e o compasso e nos ensinam a superar e vencer os dragões da maldade”, complementa Marcus de Lontra Costa.

A mostra que passou pelo Rio de Janeiro e Belo Horizonte chegou ao CCBB São Paulo com uma montagem exclusiva pensada para ocupar toda a Instituição que a ambientará até 02 de agosto. Os catálogos da exposição estão à venda nas Livrarias Travessa.

Serviço:

Eventos virtuais: informações e inscrições:

  • Palestra com os curadores Hélio Márcio Dias Ferreira e Marcus de Lontra Costa: terça, dia 15 junho, das 20h às 21h – youtu.be/mN_69s5hKWg
  • Webinar Hélio Márcio Dias Ferreira: quinta, dia 1º de julho, das 20h às 21hyoutu.be/QxVbOjs3vQY ou zoom (inscrições) – Ivan Serpa: “o expressionista concreto”
  • Webinar Marcus de Lontra Costa: quinta, dia 15 de julho, das 20h às 21hyoutu.be/t6MgWLbmLqQ – ou zoom (inscrições)- Ivan Serpa: entre o moderno e o contemporâneo

Webinar – Youtube e Zoom – 60 min

Inscreva-se para receber as Novidades sobre Eventos
e o Universo das Artes primeiro!

Quinta-feira, 01 de julho – às 20hIvan Serpa: o “expressionista concreto”

Com Hélio Márcio Dias Ferreira (curador)

No encontro com o curador Hélio Márcio Dias Ferreira será apresentada a breve trajetória de Ivan Serpa, suas múltiplas fases, do concretismo ao expressionismo, além do grande legado do pintor e professor. As peças raras apresentadas na mostra, nunca antes vistas pelo grande público, e a grande contribuição do Centro Cultural Banco do Brasil ao ajudar a alavancar a história da arte nacional, são parte do conteúdo a ser abordado.

Webinar – Youtube e Zoom – 60 min

Quinta–feira, 15 de julho, às 20hIvan Serpa: entre o moderno e o contemporâneo

Com Marcus de Lontra Costa (curador)

O encontro abordará a arte como ferramenta das transformações sociais e a queda da utopia modernista, que influenciou a sensibilidade de Serpa ao captar as transformações do mundo distópico que se aproximava e as suas fases figurativa e crepuscular. O curador também abordará a passagem de Serpa pela década de 1960, período repleto de transformações, com destaque para o surgimento de novos grupos de atores na então cena contemporânea: as mulheres, os negros e os homossexuais. A percepção de uma nova construção artística com forte influência da arte popular, do misticismo e os primeiros sinais da cibernética na arte também fazem parte dos temas a serem apresentados.

Os curadores:

Hélio Márcio Dias Ferreira. Foto: Divulgação.
Hélio Márcio Dias Ferreira. Foto: Divulgação.

Hélio Márcio Dias Ferreira – professor da Escola de Teatro da Unirio. Mestre em História da Arte pela UFRJ e doutor em Educação pela UFF, com parte dos estudos realizada na Universidade Paris III – Sorbonne (França), é autor de Uma história da arte ao alcance de todos e Ivan Serpa: o expressionista concreto, entre outros livros de arte.

Marcus de Lontra Costa. Foto: Divulgação.
Marcus de Lontra Costa. Foto: Divulgação.

Marcus de Lontra Costa – ex-diretor na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, realizou entre outras exposições a histórica mostra “Como Vai Você Geração 80”. Em 1990 assume a direção curatorial do MAM RJ. Implantou o MAMAM-Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, em Recife. Já realizou inúmeras exposições no Brasil e no exterior tais como Niemeyer: Invenção do Tempo e Oscar Niemeyer 100 anos, e de grandes artistas como Athos Bulcão, Celeida Tostes, Tomie Ohtake, Franz Kracjberg etc. assim como a Coleção Gilberto Chateaubriand. Convidado pelo governo da França para integrar a equipe de curadores do Centre Georges Pompidou e da Fondation Cartier, em Paris.

Em 2018 a exposição da Amélia Toledo – Lembrei que Esqueci, no CCBB São Paulo, sob sua curadoria ganhou o prêmio da ABCA e da Associação Paulista de Críticos. Atualmente é curador do Prêmio Industria Nacional – Marcantônio Vilaça SESI/CNI.

Serviço:
Ivan Serpa: a expressão do concreto
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Exposição: de 03 de fevereiro a 02 de agosto de 2021
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo–SP
Todos os dias, das 9h às 18h, exceto às terças
Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô
Informações: (11) 4297-0600
Entrada gratuita, mediante agendamento pelo aplicativo Eventim
Estacionamento Conveniado e Translado: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). No trajeto de volta, tem parada na estação República do Metrô
bb.com.br/cultura | twitter.com/ccbb_sp | facebook.com/ccbbsp | instagram.com/ccbbsp
ccbbsp@bb.com.br

Deixe um comentário