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Beijo, 1966, óleo sobre tela, 100x150cm, Coleção Família Serpa. Foto: Jaime Acioli.
Beijo, 1966, óleo sobre tela, 100x150cm, Coleção Família Serpa. Foto: Jaime Acioli.

Encontros virtuais com os curadores da mostra Ivan Serpa: a expressão do concreto ambientada no CCBB-SP até o dia 02 de agosto!

Exposição que traz a mais importante retrospectiva do mestre Ivan Serpa ganha eventos virtuais com os curadores da mostra.

Dias 15 de junho, 01 e 15 de julho – 20 horas
Informações e inscrições: bit.ly/Encontros-IvanSerpa

Ivan Serpa
a expressão do concreto
Até 02 de agosto – CCBB São Paulo
Visitação: todos os dias, das 9h às 18h, exceto as terças

Eventos virtuais com os curadores: http://bit.ly/Encontros-IvanSerpa
Palestra 15/06: 20 horas youtu.be/mN_69s5hKWg
Webinar 01/07: 20 horas youtu.be/QxVbOjs3vQY
Webinar 15/07: 20 horas youtu.be/t6MgWLbmLqQ

Ambientada no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo desde fevereiro deste ano, a exposição Ivan Serpa: a expressão do concreto, uma ampla retrospectiva de um dos mais importantes mestres da história da arte brasileira, ganha três eventos virtuais com os curadores da mostra.

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A estreia é na terça-feira, dia 15 de junho, com os curadores Hélio Márcio Dias Ferreira e Marcus de Lontra Costa, que falam com o público através da palestra virtual (youtu.be/mN_69s5hKWg) que aborda desde a relevância da exposição até o Brasil pós-guerra, a reconstrução do Ocidente, o modernismo na 2ª revolução industrial, os grupos Frente e Ruptura, a década de 50 e a utopia modernista. O calendário segue em julho com os webnars, Ivan Serpa: o “expressionista concreto”, na quinta–feira, dia 01, com Hélio Márcio Dias Ferreira e na quinta-feira, dia 15, “Entre o moderno e o contemporâneo” com Marcus de Lontra Costa. Os webnars oferecem ao público um certificado de participação. Inscrições e informações através do link: bit.ly/Encontros

A exposição

Nunca há nada de realmente novo. O novo é algo do passado que foi escolhido outra vez. O que existe, sempre, é uma retomada de posição.

Ivan Serpa

Ivan Serpa: a expressão do concreto apresenta 200 trabalhos, de diversas fases do artista que morreu precocemente (1923/1973), mas deixou obras que abrangem uma grande diversidade de linguagens, utilizando várias técnicas, tornando-se uma referência para novos caminhos na arte visual nacional.

A mostra percorre a rica trajetória do artista, expoente do modernismo brasileiro através de obras de grande relevância selecionadas em diversos acervos públicos e privadas.

Com curadoria de Marcus de Lontra Costa e de Hélio Márcio Dias Ferreira, a mostra apresenta obras de todas as fases e técnicas utilizadas pelo artista: concretismo / colagem sob pressão e calor / mulher e bicho / anóbios (abstração informal) / negra (crepuscular) / op – erótica / anti-letra / amazônica / mangueira e geomântica.

A pluralidade criativa e suas expressões ratificam o importante papel de Ivan Serpa na arte moderna brasileira, na criação e liderança do Grupo Frente (Lygia Clark, Lygia Pape, Franz Weissmann, Abrahan Palatinik, Hélio Oiticica e Aluísio Carvão), e através de seu projeto de difundir e motivar as novas gerações para a arte, com suas aulas para crianças e adultos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A virtuosidade de Serpa e seu amplo domínio da técnica e de seus meios expressivos foram reconhecidos já na primeira Bienal de São Paulo, em 1951, quando é considerado o Melhor Pintor Jovem da feira de arte que veio a se tornar um dos principais eventos do circuito artístico internacional.

Ivan Serpa: a expressão do concreto resume a essência da obra desse artista que, apesar de ser mais conhecido pelo Concretismo, também se aventurou pela liberdade do expressionismo, sem nunca perder contato com a ordem e a estrutura. Trata-se de uma exposição única, de um artista complexo, definitiva para reascender a memória sobre esse operário da arte brasileira.

“Ivan Serpa surpreende até hoje por sua extrema sensibilidade, pelo seu permanente compromisso com a liberdade que alimenta a verdadeira criação artística. Enquanto críticos e teóricos cobravam do artista uma coerência estética, veiculando-a a uma determinada escola artística, Serpa respondia com a ousadia e o desprendimento característico dos verdadeiros criadores. Entre tantos ensinamentos, a lição que Serpa nos lega é essa ânsia, esse compromisso permanente com a liberdade e a ousadia que transforma a aventura humana em algo sublime e transformador. Por isso, hoje e sempre, é preciso manter contato com a produção desse artista exemplar que transforma formas e cores num caleidoscópio mágico, múltiplo e íntegro em sua linguagem expressiva”, diz Marcus de Lontra Costa, um dos curadores da exposição.

“Agradecemos a Ivan Serpa pelo seu legado, que deixou um rastro de liberdade na arte brasileira, da modernidade aos nossos dias. Lembremos que, na sua relativamente curta trajetória, ansioso por viver e trabalhar, desde pequeno viveu sob a ameaça da morte, mas encontrou tempo para ensinar aos outros o poder da arte”, complementa Hélio Márcio Dias Ferreira, pesquisador especialista na obra de Ivan Serpa.

Trajetórias corajosas, como as de Ivan Serpa, acentuam a importância da ação artística como instrumento de definição das identidades culturais comuns, mas, também, como agente de questionamento e subversão. No mundo contemporâneo é preciso sempre estar atento e forte, e se alimentar de saberes oriundos do passado recente, para que possamos enfrentar os dilemas e desafios do presente e do futuro. Por isso o desafio maior da arte contemporânea é o enfrentamento, e exemplos como o de Ivan Serpa, nos dão a régua e o compasso e nos ensinam a superar e vencer os dragões da maldade”, complementa Marcus de Lontra Costa.

A mostra que passou pelo Rio de Janeiro e Belo Horizonte chegou ao CCBB São Paulo com uma montagem exclusiva pensada para ocupar toda a Instituição que a ambientará até 02 de agosto. Os catálogos da exposição estão à venda nas Livrarias Travessa.

Serviço:

Eventos virtuais: informações e inscrições: http://bit.ly/Encontros-IvanSerpa

  • Palestra com os curadores Hélio Márcio Dias Ferreira e Marcus de Lontra Costa: terça, dia 15 junho, das 20h às 21h – youtu.be/mN_69s5hKWg
  • Webinar Hélio Márcio Dias Ferreira: quinta, dia 1º de julho, das 20h às 21hyoutu.be/QxVbOjs3vQY ou zoom (inscrições) – Ivan Serpa: “o expressionista concreto”
  • Webinar Marcus de Lontra Costa: quinta, dia 15 de julho, das 20h às 21hyoutu.be/t6MgWLbmLqQ – ou zoom (inscrições)- Ivan Serpa: entre o moderno e o contemporâneo

Webinar – Youtube e Zoom – 60 min

Quinta-feira, 01 de julho – às 20hIvan Serpa: o “expressionista concreto”

Com Hélio Márcio Dias Ferreira (curador)

No encontro com o curador Hélio Márcio Dias Ferreira será apresentada a breve trajetória de Ivan Serpa, suas múltiplas fases, do concretismo ao expressionismo, além do grande legado do pintor e professor. As peças raras apresentadas na mostra, nunca antes vistas pelo grande público, e a grande contribuição do Centro Cultural Banco do Brasil ao ajudar a alavancar a história da arte nacional, são parte do conteúdo a ser abordado.

Webinar – Youtube e Zoom – 60 min

Quinta–feira, 15 de julho, às 20hIvan Serpa: entre o moderno e o contemporâneo

Com Marcus de Lontra Costa (curador)

O encontro abordará a arte como ferramenta das transformações sociais e a queda da utopia modernista, que influenciou a sensibilidade de Serpa ao captar as transformações do mundo distópico que se aproximava e as suas fases figurativa e crepuscular. O curador também abordará a passagem de Serpa pela década de 1960, período repleto de transformações, com destaque para o surgimento de novos grupos de atores na então cena contemporânea: as mulheres, os negros e os homossexuais. A percepção de uma nova construção artística com forte influência da arte popular, do misticismo e os primeiros sinais da cibernética na arte também fazem parte dos temas a serem apresentados.

Os curadores:

Hélio Márcio Dias Ferreira. Foto: Divulgação.

Hélio Márcio Dias Ferreira. Foto: Divulgação.

Hélio Márcio Dias Ferreira – professor da Escola de Teatro da Unirio. Mestre em História da Arte pela UFRJ e doutor em Educação pela UFF, com parte dos estudos realizada na Universidade Paris III – Sorbonne (França), é autor de Uma história da arte ao alcance de todos e Ivan Serpa: o expressionista concreto, entre outros livros de arte.

Marcus de Lontra Costa. Foto: Divulgação.

Marcus de Lontra Costa. Foto: Divulgação.

Marcus de Lontra Costa – ex-diretor na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, realizou entre outras exposições a histórica mostra “Como Vai Você Geração 80”. Em 1990 assume a direção curatorial do MAM RJ. Implantou o MAMAM-Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, em Recife. Já realizou inúmeras exposições no Brasil e no exterior tais como Niemeyer: Invenção do Tempo e Oscar Niemeyer 100 anos, e de grandes artistas como Athos Bulcão, Celeida Tostes, Tomie Ohtake, Franz Kracjberg etc. assim como a Coleção Gilberto Chateaubriand. Convidado pelo governo da França para integrar a equipe de curadores do Centre Georges Pompidou e da Fondation Cartier, em Paris.

Em 2018 a exposição da Amélia Toledo – Lembrei que Esqueci, no CCBB São Paulo, sob sua curadoria ganhou o prêmio da ABCA e da Associação Paulista de Críticos. Atualmente é curador do Prêmio Industria Nacional – Marcantônio Vilaça SESI/CNI.

Serviço:
Ivan Serpa: a expressão do concreto
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Exposição: de 03 de fevereiro a 02 de agosto de 2021
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo–SP
Todos os dias, das 9h às 18h, exceto às terças
Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô
Informações: (11) 4297-0600
Entrada gratuita, mediante agendamento pelo aplicativo Eventim
Estacionamento Conveniado e Translado: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). No trajeto de volta, tem parada na estação República do Metrô
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