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Fig. 1 – Carro Antigo, Paulo Lionetti.

Exposição Metrô – Linha da Cultura, Paulo Lionetti, por Rosângela Vig

Rosângela Vig é Artista Plástica e Professora de História da Arte.

Rosângela Vig é Artista Plástica e Professora de História da Arte.

Recordo sensações belas, luzes e graças naturais,
Doces emoções, alegrias suaves, ardentes, intensas,
Busco no íntimo, cores e matizes que me acordaram
Para o fascínio da criação e para o segredo da vida.
(DAROS, p.24, 2015)

A cidade afobada se perde no arrastar de passos apressados, no entra e sai do transporte público, na correria que nunca finda. Pode ser que a paisagem seja sempre a mesma na São Paulo de sempre, preocupada com a pressa de sempre que insiste em se prolongar por toda a semana. A pressa para se chegar; a pressa para se retornar; a pressa que jamais permite ao olhar um alento, uma trégua. Somente a Arte para amenizar os tons de cinza da cidade, aproximando o pensamento do Belo.

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Para suavizar esse olhar absorto do passageiro, as estações do Metrô de São Paulo recebem obras de Arte, modificando o cenário cotidiano que o olhar se acostumou a ver. E as obras do artista Paulo Lionetti estão nessa Linha da Cultura do Metrô, a partir de 10 de abril, na Estação Alto do Ipiranga.

Mais que simplesmente Arte, as obras tratam da questão da reciclagem, uma vez que são feitas com colagem de papéis que seriam descartados. O meio ambiente agradece e o olhar também.

Paulo Lionetti, natural de São Paulo, encantou-se pela Arte desde a infância. A inspiração do artista veio do Cubismo, uma vez que Pablo Picasso e Georges Braque já trabalhavam com a técnica da colagem. A arte-colagem de Paulo aliou-se ao spray e ao acrílico, materiais constantes em suas obras. Com um estilo próprio, o artista coleciona várias exposições em seu currículo e sua Arte atrai o olhar. É possível se encantar por seu carro antigo (Fig. 1), repleto de recortes e de linhas de jornais. É possível perceber a expressão de surpresa de seu Salvador Dali (Fig. 2) ou a delicadeza da Moça do Brinco de Pérola (Fig. 3). Conhecidos personagens da Arte, da Música e personalidades se tornam obras de Arte com sua colagem.

E ainda que o outono seja uma estação como as outras; que o mês de abril seja igual aos outros; a percepção será única a quem aprecia a Arte. Fruir, deliciar-se pelas cores e pelas formas modifica e suaviza o dia de quem passa com a rotineira pressa pela multidão perdida. A cidade se veste de outono e deleita o olhar do passageiro acelerado. É convidativo apreciar as cores e as formas.

www.paulolionetti.blogspot.com.br
Instagram: @paulolionetti

Referências:

DAROS, Lauro. Paisagens Poéticas. São Paulo: Editora FTD, 2015.

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