Galerias brasileiras participam de feiras de Nova Iorque com apoio do Projeto Latitude

Com formato presencial e online, as edições de Frieze New York e NADA House 2021 têm início em 05 e 08 de maio, respectivamente

Obra ‘Entre elas (limestone)’, de Maria Laet, estará na exposição da Galeria Marilia Razuk na Frieze Viewing Room

Em maio a cidade de Nova Iorque irá abrigar algumas feiras de arte contemporânea, como a Frieze New York e a NADA House. Cinco galerias brasileiras participam destas feiras com o apoio do projeto Latitude – Platform for Brazilian Art Galleries Abroad, uma parceria da ABACT (Associação Brasileira de Arte Contemporânea) e Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

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FRIEZE NEW YORK

Quatro galerias brasileiras participam do evento, que realiza sua 10ª edição, de 05 a 14 de maio, agora em novo local, o The Shed, que fica na região de Manhattan. Frieze retorna após sua edição presencial cancelada por conta da pandemia em 2020, com atrações presenciais em menor formato de 05 a 09 de maio, mas conta também com exposições online na Frieze Viewing Room entre os dias 05 e 14 de maio.

Entre as galerias participantes estão a Fortes D’ Aloia & Gabriel, Galeria Marília Razuk, Galeria Nara Roesler e Mendes Wood DM.

Mais informações sobre a feira podem ser encontradas em: www.frieze.com/fairs/frieze-new-york e frieze.com/viewingroom.

A Fortes D’Aloia & Gabriel preparou um projeto especial para a Frieze, intitulado ‘Unnamable (Inominável)’. São fotos, pinturas, esculturas e produções audiovisuais que retratam o zeitgeist abordando questões do colonialismo, violência, religião, censura, e o retrato, através da arte, dos caminhos da sociedade brasileira. Os artistas participantes deste projeto são: Mauro Restiffe, Tiago Carneiro da Cunha, Yuli Yamagata, Ivens Machado, Ernesto Neto, Erika Verzutti, Adriana Varejão, Cristiano Lenhardt, Márcia Falcão, Tamar Guimarães, Kasper Akhoj, Bárbara Wagner e Benjamin de Burca.

A Galeria Marília Razuk apresenta ‘Poéticas Para Adiar o Fim do Mundo’, que tem produções de artistas que foram destaque na segunda metade do século XX. As obras são um reflexo de interações pessoais de cada um com o mundo à sua volta. Entre os artistas estão José Leonilson, Eleonore Koch, Johanna Calle, Maria Laet, Vanderlei Lopes e Mariana Serri.

A Galeria Nara Roesler apresenta nos formatos presencial e online da Frieze um diálogo das diferentes práticas no retrato do “eu” pelo ponto de vista de três artistas brasileiros: Cristina Canale, Carlito Carvalhosa e Amelia Toledo. A seleção de obras traz a oportunidade de entender como as diversas formas do retrato de si acabam se coincidindo. A exposição conta com trabalhos icônicos de Carlitos no espelho, o engajamento de Cristina com retratos abstratos, e as obras interativas de Amelia com sons. O objetivo é mostrar a pluralidade e liberdade que deve existir quando houver a narrativa de construção da própria imagem.

A Mendes Wood DM também estará na Frieze de forma híbrida (presencial e online) e apresenta uma seleção especial de obras de alguns artistas representados pela galeria: Solange Pessoa, Sonia Gomes, Rubem Valentim, Paulo Monteiro, Marina Perez Simão, Giangiacomo Rossetti, Maaike Schoorel, Wallace Pato, Paulo Nazareth, Matthew Lutz-Kinoy, Paloma Bosquê, Lynda Benglis, Sofia Borges e Neïl Beloufa.

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NADA HOUSE

Outra feira que acontece no mês de maio em Nova Iorque é a NADA House (do grupo The New Art Dealers Alliance), que promove sua 3ª edição neste ano. Serão cerca de 66 galerias e mais de 100 artistas participando no evento a ser realizado em formato presencial, de 08 de maio a 01 de agosto. As exposições serão montadas em cerca de 50 salas em prédios localizados em diferentes bairros de Nova Iorque. A galeria brasileira CASANOVA participa deste evento.

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Mais informações sobre a feira podem ser encontradas em: www.newartdealers.org/programs/nada-house/

Na NADA House, a CASANOVA apresenta uma instalação que conecta os trabalhos de Ignacio Gatica e Martin La Roche. Ignacio apresenta uma seleção de relógios de coleção usados em campanhas presidenciais dos EUA, programados para tocar em horários específicos, relacionados a eventos históricos nos quais as intervenções do país americano no resto do mundo acabaram moldando o presente. Já Martin traz pedaços de palavras cruzadas em diferentes idiomas formando uma grande arquitetura que possibilita ao espectador ressignificar as palavras cruzadas como uma tecnologia para medir as palavras e os significados que nos rodeiam. Ambas apresentações fazem o público pensar sobre o que dita a maneira como usamos nossa memória e, especificamente, quais dessas memórias e eventos moldaram o escopo de nosso olhar.

Sobre o Latitude – Platform for Brazilian Art Galleries Abroad

O Latitude é um programa desenvolvido por meio de uma parceria firmada entre a Associação Brasileira de Arte Contemporânea – ABACT e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil, para promover a internacionalização do mercado brasileiro de arte contemporânea. Criado em 2007, conta hoje com quase 60 galerias de arte do mercado primário, localizadas em sete estados brasileiros e Distrito Federal, que representam mais de 1000 artistas contemporâneos. Seu objetivo é criar oportunidades de negócios de arte no exterior, fundamentalmente através de ações de capacitação, apoio à inserção internacional e promoção comercial e cultural.

O volume das exportações definitivas e temporárias das galerias do projeto Latitude vem crescendo significativamente. Em 2007, foram exportados US$ 6 milhões e, de acordo com a última Pesquisa Setorial Latitude publicada, em 2017 atingiu-se mais de US$ 65 milhões. As galerias Latitude foram responsáveis por 42% do volume total das exportações do setor no ano.

Desde abril de 2011, quando a ABACT assumiu o convênio com a Apex-Brasil, foram realizadas 48 ações em mais de 26 diferentes feiras internacionais, com aproximadamente 300 apoios concedidos a galerias Latitude. Neste mesmo período, foram trazidos ao Brasil aproximadamente 250 convidados internacionais, entre curadores, colecionadores e profissionais do mercado, em 23 edições de Art Immersion Trips. Além dessas ações, o Latitude realizou cinco edições de sua Pesquisa Setorial, com dados anuais sobre o mercado primário de arte contemporânea brasileira.

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