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Helenita Teixeira – “Necessidade de criar”, por Edmundo Cavalcanti

Edmundo Cavalcanti é Artista Plástico, Colunista de Arte e Poeta.

Edmundo Cavalcanti é Artista Plástico, Colunista de Arte e Poeta.

1- Onde você nasceu? E qual sua formação acadêmica?

Eu nasci em Ipanema – Minas Gerais e sou graduada em Economia com Especialização em Engenharia Econômica e Administração Industrial – Rio de Janeiro.

2- Como e quando se dá o seu primeiro contato com as Artes?

Estudando informática na SALA VIP em 2004 no Rio de Janeiro.

3- Como surgiu ou você descobriu este dom?

Quando completei o Curso de Computação Gráfica composto do Corel Draw.

Helenita Teixeira é Artista Plástica.

Helenita Teixeira é Artista Plástica.

4- Quais são suas principais influências?

A minha influência sou eu mesma. Não gosto de imitar nenhuma pessoa ou trabalho. Necessito sempre de criar.

5- Quais os materiais que você utiliza em suas obras?

Utilizo o básico: Tela, pincel, pano, lixa, godê e tintas.

6- Como é o seu processo criativo em si? O que te inspira?

Observando diversos materiais, olho tudo e daí nascem as ideia.

7- Quando você começou efetivamente a produzir ou criar suas obras?

Quando terminei todos os meus cursos de arte no OBERG – Cursos de desenho – Rio de Janeiro, 2011.

8- A arte é uma produção intelectual primorosa, onde as emoções estão inseridas no contexto da criação, porém na historia da arte, vemos que muitos artistas são derivados de outros, seguindo técnicas e movimentos artísticos através do tempo, você possui algum modelo ou influência de algum artista? Quem seria?

Nenhum artista me inspirou ou inspira. Mas gosto de saber sobre a biografia e a arte produzida por eles. Admiro muito o pai da OP ART – Victor Vasarely. Trabalhos matemáticos me atraem muito.

9- O que a arte representa para você? Se você fosse resumir em poucas palavras o significado das Artes na sua vida…

A arte é uma forma de expressão desde os primórdios até atualmente, eis aí vários movimentos. Hoje percebo que os artistas de um modo geral se preocupam em apresentar o belo e não uma forma de expressão. Pois existem muitos países em que a liberdade, igualdade e paz estão em risco e uma forma de expressar tudo isso é através da arte.





10- Quais as técnicas que você usa para expressar suas ideias, sentimentos e percepção a cerca do mundo? (Se é através da pintura, escultura, desenho, colagem, fotografia… ou usa várias técnicas no sentido de fazer um mix de formas diferentes de arte).

Na arte o mundo não me preocupa. Pelo contrário, quando estou fazendo um trabalho esqueço o mundo, pois isso é permitido onde resido. Expresso sobre o mundo lendo ou escrevendo, pois assim foi a minha formação.

11- Todo artista tem seu mentor, aquela pessoa a quem você se espelhou que te incentivou e te inspirou a seguir essa carreira, indo adiante e levando seus sonhos a outros patamares de expressão, quem é essa pessoa e como ela te introduziu no mundo das artes?

Sim, foram dois grandes mestres Mara Rúbia – arquiteta da Oficina Daniel Azulay e o Professor Carlos Roberto Coelho da Silva do Curso OBERG.

12- Você tem outra atividade além da arte? Você ministra aulas, palestras etc.?

Sim, tenho muitas outras atividades, mas não relacionadas com a arte. A arte surgiu como para escapar das minhas grandes atividades, mas agradeço muito a Deus por tudo até aqui. “Obrigada meu Deus”.

13- Suas principais exposições nacionais e internacionais e suas premiações?

  1. Sociedade Brasileira de Belas Artes (SBBA) – RJ – De 16.03.2017 a 25.03.2020. Diversas medalhas Bronze, Prata e Ouro;
  2. Raphael Art Gallery – Exposição Virtual-Edmundo Cavalcanti de 31.12.2020 e 15.09.2021;
  3. Impactados pela Arte – Exposição Virtual – Luciane Yahweh – 22.02.2021;
  4. Alegria Brasileira – Centro Cultural Brasil – República Dominicana – 21.09.2019;
  5. Salão de Artes Plásticas do Clube Militar – 11.07.2019 – Prêmio especial do Júri;
  6. Participação na Expo Arte/Foto realizada pela AFNDES e APA – BNDES -29.06.2018.

14- Seus planos para o futuro?

O futuro para mim é hoje. Na pintura é normal a evolução.

15- Em sua opinião qual é o futuro da arte brasileira e dos seus artistas? (no contexto geral) e porque tantos artistas estão dando preferência em mostrar seus trabalhos em exposições internacionais apesar dos altos custos?

Não sou a pessoa indicada para opinar sobre isso. Muitos lutam para alcançar um lugar de destaque. Mas para se destacar tem que fazer algo muito diferente, como o Eduardo Kobra e os Gêmeos.

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Facebook: Helenita Teixeira

Um passeio pelas cores e formas nas pinturas de Helenita Teixeira por Ana Mondini

Ana Mondini é Crítica de Arte, Doutora em Filosofia, Artista Plástica, formada pela Escola de música e artes do Paraná e Idealizadora da “Galeria Virtual – Filosofia & Arte” e do canal no YouTube “Entrevista com Artistas & Afins”.

Ana Mondini é Crítica de Arte, Doutora em Filosofia, Artista Plástica, formada pela Escola de música e artes do Paraná e Idealizadora da “Galeria Virtual – Filosofia & Arte” e do canal no YouTube “Entrevista com Artistas & Afins”.

A artista Helenita Teixeira passa por diversas poéticas em suas pinturas, indo da abstração com linhas pretas e brancas até os coloridos retratos de tribais.

Em relação às abstrações, a artista oferece interessantes movimentos: através de linhas curvas, apresenta o movimento espiralado, e, pelo uso de linhas retas, coloca a percepção em situação ambivalente: ao mesmo tempo em que as linhas constroem as figuras, ou melhor, as casas, elas estão em posição de desconstruir essas mesmas imagens.

Em relação aos retratos, a artista traz a atmosfera intimista pelo uso do preto e do branco, corroborado pela simbologia afetiva da rosa. Já nos retratos dos membros de comunidade tribal africana, o caráter pictórico é enfatizado pelos próprios objetos ou adornos coloridos sobre os corpos, que, na pintura, se manifestam também como lindas pinturas, enfatizando a grande beleza e realeza desses indivíduos.

Seja pelas sensações advindas dos retratos, seja pela abstração, Helenita Teixeira cria uma atmosfera cuja mistura de formas e cores (branco, marrom, amarelo, etc.), ao mesmo tempo em que evidencia a perfeição intrínseca a cada uma delas, mostra aquele óbvio que sempre deve ser relembrado, a saber, que são justamente as relações entre as múltiplas cores e formas existentes que enriquecem e embelezam o mundo das percepções.

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Instagram: @anamondinigaleriavirtual / Facebook: @anamondini.galeriavirtual

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Youtube: @Ana Mondini – Entrevista com Artistas & Afins

E-mail: mondiniann@hotmail.com

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