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Exposição de Vicente de Mello. Foto: Marco.
Exposição de Vicente de Mello. Foto: Marco.

Programação online intensa desvenda a exposição “Limite Oblíquo” de Vicente de Mello

Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro,
Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro,
através da Lei Aldir Blanc apresentam

Programação online intensa desvenda a exposição “Limite Oblíquo” de Vicente de Mello

Entrevistas com o fotógrafo e o curador, visitas guiadas e lançamento de catálogo eletrônico gratuito compõem as atividades que acontecem de 22 a 26 desse mês

A mostra do fotógrafo Vicente de Mello ­– que tem sua trajetória no campo artístico marcada pela reflexão das possibilidades de configuração da linguagem fotográfica – acontece no Paço Imperial, Rio de Janeiro, até 25 de abril e reúne 44 trabalhos inéditos em fotografia digital, realizados em casa, durante o período de isolamento social.

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A Programação da próxima semana, com vídeos de curta duração estará disponível – sempre às 19 horas – no canal da AREA 27: www.youtube.com/c/AREA27PROD

22/03 – Entrevista com Vicente de Mello.

23/03 – Visita guiada com Vicente de Mello.

24/03 – Entrevista com Aldones Nino.

25/03 – Visita guiada com Aldones Nino.

26/03 – Lançamento do catálogo eletrônico da exposição através do link: issuu.com/area27prod/docs/area27_vicentedemello_limiteobliquo_catalogo_issuu

A mostra

As imagens capturadas ratificam o olhar instigante e poético de Vicente de Mello, que tem o dom de ressignificar objetos promovendo um mergulho no imaginário de quem os vê. Nada é óbvio em suas fotografias, nem o título de cada uma de suas obras. A mostra inclui ainda a obra Ressaca da série Monolux.

Adepto do colecionismo, Vicente desenvolveu uma técnica de arquivo que reelabora o objeto em si, propondo novos diálogos formais. Em Limite Oblíquo, sua coleção de sedimentos de ressacas, coletados na praia de Itacoatiara, Niterói, geraram imagens que têm sua gênese ligada ao impacto de eventos meteorológicos extremos sobre o oceano, que se reordena em manipulações poéticas.

Recluso durante a pandemia, período definido por ele como “momento de espera”, imergiu em seu trabalho e resolveu dar vida aos sedimentos utilizando sua mesa de luz.

– Tudo foi feito ao longo de duas noites – afirma Vicente, ao revelar que não tinha ideia de qual seria o resultado das imagens criadas contra a luz, o inverso do fotograma. Ao final, um universo de sombras e alegorias. – Um cosmos de imagens com sedimentos reconfigurados pelos contrastes formados pela obstrução da luminosidade – esclarece.

Sobre Limite Oblíquo, exposição apresentada pelo Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc, Aldones explica que a posição da luz é invertida através da mesa como ponto luminoso, onde as ruínas da ressaca impedem que a luz chegue à lente da câmera digital.

A montagem da mostra também é singular. – É um jogo visual que remete ao movimento das marés: quando o mar se retrai leva o que encontra na orla; quando volta, devolve à areia o que encontrou – afirma Vicente.

SERVIÇO
Exposição Limite | Oblíquo Vicente de Mello
Período: até 25 de abril de 2021
Curadoria: Aldones Nino
Produção: Rodrigo Andrade | AREA27
Local: Paço Imperial – Praça XV de Novembro, 48
Horários: De terça a sexta das 12h às 18h Finais de semana e feriados das 12h às 17h

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