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Rodrigo Santo (Santo) – “O ativista do sentir e sua linguagem diferenciada”, por Edmundo Cavalcanti

Edmundo Cavalcanti é Artista Plástico, Colunista de Arte e Poeta.

Edmundo Cavalcanti é Artista Plástico, Colunista de Arte e Poeta.

Santo nasceu na cidade de Santos no litoral sul de São Paulo.

Sua formação inicial foi na área comercial internacional. Logo após especializou-se em projetos e engenharia de inovação.

Também atuou como palestrante e desenvolvedor de processos de pesquisas humanas em comportamento, em organizações nacionais e internacionais, sempre criando espaços de conversas e desenvolvimento.

Vamos saber um pouco mais sobre a sua trajetória artística.

Como e quando se dá o seu primeiro contato com as Artes?

Minha primeira obra foi criada em 29 de maio de 2018. Antes, nunca havia tido relação com criação em artes.

Rodrigo Santo (Santo) é Artista Plástico.

Rodrigo Santo (Santo) é Artista Plástico.

Como surgiu ou você descobriu este dom?

Senti necessidade de além da oratória e escrita, precisava de uma nova plataforma para expressar.

Quais são suas principais influências?

Não sou de nenhuma escola de arte, esta ausência me permite ser a própria referência e a partir disto, construir relações de troca com tudo a minha volta.

Quais os materiais que você utiliza em suas obras?

Ainda no ambiente da falta de referências, tudo me serve de insumo para pesquisas e criações. Adoro bases e plataformas não convencionais. Uma caçamba na rua se torna um shopping centers.

Como é o seu processo criativo em si? O que te inspira?

Servir ao lugar de autenticidade de si, e reler os mundos e dimensões possíveis, dando ao mundo autorização para ser em si, também o divino e humano.

Quando você começou efetivamente a produzir ou criar suas obras?

Foi exatamente em maio. 2018.

A arte é uma produção intelectual primorosa, onde as emoções estão inseridas no contexto da criação, porém na historia da arte, vemos que muitos artistas são derivados de outros, seguindo técnicas e movimentos artísticos através do tempo, você possui algum modelo ou influência de algum artista? Quem seria?

Comecei a receber muitos comentários nas redes sociais sobre minha linguagem dialogar com Jean-Michel Basquiat (EUA), AdebayoBolaji (Londres) e outros. Fui pesquisar e senti-me lisonjeado e apaixonado por todos eles.

O que a arte representa para você? Se você fosse resumir em poucas palavras o significado das Artes na sua vida…

Ela representa o lugar mais legítimo e sem limites de ser o divino-humano nesse plano.

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Quais as técnicas que você usa para expressar suas ideias, sentimentos e percepção a cerca do mundo? (Se é através da pintura, escultura, desenho, colagem, fotografia… ou usa várias técnicas no sentido de fazer um mix de formas diferentes de arte)

Através das pinturas, textos, esculturas e afetos.

Todo artista tem seu mentor, aquela pessoa a quem você se espelhou, que te incentivou e te inspirou a seguir essa carreira, indo adiante e levando seus sonhos a outros patamares de expressão, quem é essa pessoa e como ela te introduziu no mundo das artes?

Tatiana Rossi Cardoso, minha companheira, é minha maior mentora. Ela foi a responsável pela provocação de minha primeira obra e é a musa que me inspira diariamente.

Você tem outra atividade além da arte? Você dá aulas, palestras etc.?

Sim, desenvolvo projetos de impacto, desenvolvimento e pesquisa humana. Palestras, Workshops, vivências para organizações, empresas, universidades e poder público. O Design de Comunidades Humanas é o atual investimento para o trabalho. Link do projeto: link.

Suas principais exposições nacionais e internacionais e suas premiações? (Mencione as mais recentes)

Marcelo Neves Art Gallery, Banco Internacional do Uruguay e Universidade do Papel.

Seus planos para o futuro?

Realizar exposições pelo mundo, e levar o diálogo das minhas pesquisas para ambientes onde só a arte pode acessar.

Em sua opinião qual é o futuro da arte brasileira e dos seus artistas? (no contexto geral) e porque tantos artistas estão dando preferência em mostrar seus trabalhos em exposições internacionais apesar dos altos custos?

Todo colapso promove evolução. A arte no país precisa criar sua própria identidade. Manter as influências recebidas, mas saltar para ser a própria referência. Em geral, sinto que estamos caminhando pra isso. Mas é preciso ainda mais identificação com o que somos e produzimos.

Tenho percebido que algumas galerias tradicionais estão encerrando as atividades. Os artistas estão dando preferência para expor em Espaços Culturais. Em sua opinião qual seria a causa?

Sinto que este triste cenário é, em parte, reflexo de uma crise no cenário nacional e também uma oportunidade para novos formatos de se fazer e gerir arte e artistas de novos formatos. Eu acredito na arte. Acredito no Brasil. Seguimos!

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Instragram: @ativistadosentir

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