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Tássia Reis – “A expressão feminina em sua plenitude”

Tony Franco é Administrador de Empresas.

Tony Franco é Administrador de Empresas.

Tássia, fale-nos um pouco sobre você..

Meu nome é Tássia Reis, nasci em 1990 na cidade de Lagarto, no estado de Sergipe. Cresci em zona rural e sempre amei estar no “meio do mato”, e até hoje possuo essa necessidade de renovar as minhas energias através do contato com a natureza. Embora as circunstâncias da vida tenham adiado a concretização do meu sonho, foi na idade adulta que eu consegui finalmente ter condições de me dedicar à tão sonhada arte, e hoje a tenho como profissão.

Quando despertou o desejo de ser artista plástico?

Meu desejo de ser artista sempre esteve presente desde criança. Embora não tenha crescido num ambiente em que a arte fosse fomentada, sempre que me perguntavam o que eu queria ser, logo respondia: “Quero ser pintora!”. Acho que já nasci com esse desejo cravado no meu coração.

Tássia Reis é Artista Plástica.

Tássia Reis é Artista Plástica.

Que tipo de arte mais gosta?

Sou bastante eclética, e sou tocada por vários tipos e modalidade de arte. Porém, o tipo de arte que eu mais aprecio é a arte contemporânea.

Como desenvolveu seu estilo e técnicas?

Meu estilo foi se desenvolvendo naturalmente, em parte estudando artistas com os quais me identifico e também experimentando muito. Passei pelo realismo, impressionismo, pós-impressionismo e pela arte contemporânea, e atualmente posso dizer que meu estilo é uma mistura de tudo isso. Sempre estou buscando ousar e “inventar” técnicas próprias.

Cite caso tenha tido influências artísticas em suas obras e de quais artistas?

Meu estilo é muito intuitivo, porém alguns artistas me influenciaram muito, entre eles Van Gogh, Renoir, Leonid Afremov, Gerhard Richter, Tarsila do Amaral, Frida Kahlo e Eduardo Kobra.

Tem algum familiar ou conhecido que é artista plástico?

Infelizmente não há nenhum artista plástico na minha família, porém tinha uma bordadeira maravilhosa que era a minha avó. Foi dela que herdei minha influência artística.

Viver de arte é possível?

Para mim, viver de arte é possível sim, apesar das dificuldades (que são muitas!). Hoje podemos contar com a ajuda das redes sociais, onde o alcance, a exposição e o contato com as pessoas é enorme.

Algum dia já pensou em não atuar mais com arte? Pode comentar porquê?

Não imagino minha vida sem a arte. Eu me vejo com 100 anos e ainda pintando… pois isso é o que mais enche o meu ser de plenitude e felicidade.

Quais habilidades são necessárias hoje para o artista plástico?

Além das habilidades artísticas, que varia de acordo com o estilo de cada um, todo artista plástico deve ter o mínimo de conhecimento de marketing digital, utilização das redes sociais e empreendedorismo.

O que você sente quando cria ou aprecia uma obra de arte?

Quando crio ou aprecio uma obra de arte, sinto borboletas no estômago…sinto que entro em conexão com energias transcendentais, e que estou fazendo o que eu nasci para fazer… é sempre uma felicidade imensa!

Suas inspirações para criar uma obra de arte?

As minhas inspirações vêm principalmente da natureza e da feminilidade, explorando temas como beleza, poder, amor, melancolia, resiliência, força, espiritualidade e dor.

Qual arte mais impressionou você até agora?

A arte que mais me impressionou até hoje é a pintura “A Noite Estrelada”, de Vincent van Gogh. Só de pensar nela já sinto arrepios!

Você tem de estar sempre criando ou cria apenas em certos momentos?

Eu estou sempre criando, mesmo que não esteja segurando o pincel. Normalmente minhas criações fluem uma após a outra, porém vez ou outra eu “empaco” numa determinada obra e, nessas ocasiões, procuro dar uma espairecida para poder renovar as energias, retomar o fluxo e continuar o trabalho.

O produto de uma obra sua é único ou tem alguma relação próxima ou distante de sua obra anterior?

Penso em cada obra minha como se fossem únicas, sem pensar em algum nexo de continuidade entre elas. Porém, quando as vejo lado a lado, elas sempre me passam a sensação de que, de alguma forma, estão intimamente relacionadas.





Quais os desafios da arte/artista no cenário atual?

Vivemos numa época muito boa em termos de alcance de público e visibilidade, porém, diante da atual crise financeira do nosso país, muitas pessoas infelizmente estão passando dificuldades e, nesses casos, a arte deixa de ser uma prioridade para elas, e eu entendo perfeitamente. Porém, temos que sempre estar nos reinventando e buscar nosso espaço e nosso público. Acredito que há espaço para todos, porém encontrar esse espaço não é tarefa das mais fáceis. A persistência é o único caminho!

As redes sociais têm lhe ajudado na divulgação de seu trabalho?

As redes sociais (principalmente o Instagram) têm me ajudado muito, mas muuuuito na divulgação do meu trabalho. Nos dias de hoje, a não ser que você já seja um artista consagrado e consolidado no mercado, eu acho que todo artista têm a “obrigação” de utilizar as redes sociais como ferramenta de divulgação, engajamento de público e vendas.

Como as artes plásticas podem contribuir para a educação e cultura?

Para mim, a arte desperta nas pessoas o encanto com a beleza, indagações sociais, reflexões existenciais, o sentimento de esperança e o desejo de um mundo melhor. E esses fatores certamente acabam por motivar as pessoas para que elas busquem se desenvolver como ser humano, através do estudo, da prática de esportes, da reflexão acerca do seu papel como cidadão, além do desenvolvimento profissional e espiritual.

Como analisa as qualidades de uma obra de arte?

É algo que é muito difícil de explicar, por ser muito subjetivo. Mas eu acho que o que mais me chama a atenção em uma obra de arte é o equilíbrio entre as técnicas utilizadas e as mensagens e sentimentos que ela me desperta. Outro fator importantíssimo para mim é a sutileza no modo como as mensagens e os sentimentos da obra são transmitidos, pois isso possibilita uma interpretação muito íntima e marcante sobre a obra de arte.

Quais os critérios para estipular o valor de uma obra de arte?

Utilizo vários critérios objetivos para estipular o valor de uma obra minha, sendo eles: o tamanho da tela, a quantidade de tinta utilizada, a complexidade das técnicas usadas, o tempo que levei para concluir a obra. Também há um fator subjetivo, como o “peso artístico” da obra, ou seja, a força, a potência da mensagem transmitida na tela.

Fale sobre seus projetos atualmente

Estou, hoje, colhendo frutos depois de tanto estudo e persistência. Estou recebendo vários convites para participar de exposições virtuais e presenciais, e esse é meu foco no momento. Também me tornei Microempreendedora Individual (MEI) recentemente, e isso está me abrindo novas possibilidades. Estou muito feliz com o meu momento artístico atual.

Qual o seu conselho para os que estão começando agora?

Embora eu mesma ainda não tenha muita experiência, posso aconselhar, para quem está começando agora, a pensar nas obras que mais te tocam o coração e buscar estudá-las, tanto tecnicamente quanto conceitualmente. Permita-se também a ousar e inserir ideias próprias, não se limite! Aos poucos você irá consolidar a sua identidade artística.

Sobre suas exposições, tem algum comentário a respeito, sentimentos…

Ainda não participei de exposições, pois minha ascensão artística se deu de uma forma um tanto quanto meteórica. Mas, como disse anteriormente, tenho recebido convites, consolidado parcerias e tenho algumas exposições agendadas, que ocorrerão muito em breve!

Poderia comentar alguma curiosidade artística?

Uma curiosidade artística importante que as pessoas às vezes não se dão conta é o fato de o grande gênio Vincent van Gogh ter vendido apenas um quadro, apesar de ter pintado cerca de 900 obras em cerca de 10 anos de carreira. Na minha opinião, Van Gogh é a figura mais inspiradora de todas, um ser que transbordava arte e que pintava porque ele necessitava fazê-lo, independente de reconhecimento ou retorno financeiro.

Como definiria sua arte em uma linha?

“A expressão feminina em sua plenitude.”

Redes Sociais:

Instagram: @tassia_reisarts

 

* Agradecimentos a Buana Lima, assessora da artista plástica, por todas as informações pertinentes a entrevista.

 

 


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