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Úmida Arte recebe Daniel Nicolaevsky Maria + Franklin Cassaro em Maio

A Úmida abre suas portas para a Arte Contemporânea no mês de Maio.

A Úmida Arte abre suas portas pela primeira vez no ano de 2022, trazendo a força e o talento de duas gerações da Arte Contemporânea Brasileira, o jovem talento Daniel Nicolaevsky em sua exposição solo “Raízes do Tempo”, e instalações inéditas do consagrado artista contemporâneo Franklin Cassaro em “Natureza Tântrica”.





A partir do 04 de maio, a produtora criativa Úmida Arte abre a sua casa no Jardim Botânico para o público pela primeira vez no ano de 2022, aproveitando o “burburinho” gerado pelo evento CASA COR no bairro. “Temos a sorte de estarmos localizados bem próximos desse importante evento que é o CASA COR e a melhor maneira de celebrar esse momento especial, e a atual reabertura social pós pandemia, será recebendo o público novamente em nossa casa”, afirma entusiasmado o diretor da Úmida Arte, Márcio Regaleria.

Tanto Cassaro quanto Daniel ocupam pela primeira vez a Úmida Arte, o encontro inusitado desses dois grandes artistas e a multiplicidade plástica e sensorial de seus trabalhos transformam a casa em um celeiro artístico imperdível para os amantes da Arte.

NATUREZA TÂNTRICA

Residência Artística de Franklin Cassaro na Úmida Arte

Nesta série única de “Atos Escultóricos” o consagrado artista Franklin Cassaro entra em comunhão com o espaço arquitetônico e natural da Úmida Arte através do sentir. “Natureza Tântrica” é uma série de obras sobre o conexão. Cassaro reside artisticamente nesta casa, neste jardim, nesta natureza, investigando o ambiente que o cerca e suas interações sutis e mágicas.

A pureza da sensibilidade do olhar de Cassaro se manifesta em suas criações. Respeitar é o primeiro passo no movimento tântrico que inspira o artista em sua construção. O Material é puro, a Natureza é pura, o Ato é puro. Não se usa aditivos nem atalhos em suas obras. O toque, o ritmo e a entrega fazem a alquimia acontecer neste balé tântrico. A obra de Cassaro não interfere no espaço, ela se conecta. De presença fluida e potente, a arte de Franklin Cassaro é um convite aos inquietos corações dos amantes da Arte em sua profunda conexão com a alma.

Franklin Cassaro é sem sombra de dúvida um dos mais importantes nomes das Arte Contemporânea Brasileira, com obras nas mais notáveis coleções nacionais e internacionais, exposições aclamadas nos Museus de Arte Moderna do Rio e Museu de Arte de São Paulo, sendo um dos artistas responsáveis pela abertura das olimpíadas do Rio em 2016, seu trabalho viajou todo o mundo.

Nesta residência artística na Úmida é possível ver as obras de Cassaro ocupando espaços inusitados, espalhadas por cantos antes inacessíveis ao olhar expositivo da casa, que em sua observação minuciosa se tornam altares para conexões entre sua obra e a natureza, entre sua obra e a arquitetura.

Esta ocupação proposta pelo artista é orgânica como a Natureza, os Atos Escultóricos irão dialogar com o tempo, e durar o quanto preciso for. O que é hoje, não será amanhã, assim Cassaro nos convida a mais que observar, sentir, presenciar a efemeridade da vida. Assim a Úmida se veste de Cassaro e durante o mês de maio, e convida a todas a verem essa única versão da casa.

Raízes do Tempo

A arte de Daniel Nicolaevsky

O potente trabalho do jovem artista Daniel Nicolaevsky ocupa a casa da Úmida Arte pela primeira vez. Daniel é sem dúvida um dos grandes nomes da nova geração de artistas contemporâneos brasileiros. Seu trabalho plural e multimídia se entrelaça em sua pesquisa sobre as suas raízes e as raízes brasileiras.

Em “Raízes do Tempo”, Daniel investiga o diálogo entre o ser humano e o tempo, esta corda invisível que nos une. Suas esculturas, desdobramentos de suas performances, impressionam por sua beleza plástica mas principalmente, nos questionam por sua qualidade poética e simbólica. O artista resgata suas raízes, sua história e a história de um povo.

Nascido no Rio de Janeiro em 1991. Daniel Nicolaevsky Maria é bacharel e mestrando pela Escola de Belas Artes de Paris. Possui em seu trabalho uma constante transmutação e pluridisciplinariedade, situando seu trabalho tão bem no surrealismo quanto na performance. Cria através de seu corpo ou seus objetos, imagens fortes e significativas que requestionam a posição do corpo, da migração e da marginalização.

A sua obra é recheada de símbolos que passam pelos sonhos e pelos campos do imaginário, entre a guerra, o amor e os ritos religiosos, Daniel recorre às memórias da sua infância e à história dos povos minorizados para refletir uma possível existência múltipla.

Em agosto de 2020, ele era o residente mais jovem do programa multidisciplinar experimental do White Mountain College (WMC) na École des Beaux-Arts de Marselha. Expôs e se apresentou em diversos centros de arte nacionais e internacionais. São Paulo, Paris, Tóquio, Rio de Janeiro, são algumas das cidades por onde, o jovem Daniel de 29 anos, passou com seu trabalho.

Atualmente Daniel vive entre a França e o Brasil. Sendo esta uma oportunidade única de ver de perto a obra deste jovem talento em sua terra natal.

O Mestre do Tempo

A partir do

Primeiro confronto com o espaço posto em movimento e ritmo por Daniel Nicolaevsky Maria, o olhar do espectador é submerso pela multiplicidade de relógios que se desdobram no espaço.

O relógio,

ou “gnomon”, esta forma geométrica perfeita que pode ser hemisférica, ou plano horizontal ou plano vertical, mas que também pode ser esférica.

Ainda aqui, o artista decidiu colocar relógios em formatos diferentes, cores diferentes, materiais diferentes mas decidiu apostar numa forma única: circular.

então aqui,

os relógios de Nicolaevsky Maria. Variações de superfícies coloridas que nos fazem regressar à Antiguidade, e que nos fazem sonhar com os antigos relógios das horas temporárias, os heliotrópios e os relógios de sol, que marcam as horas tropicais ou equinociais, ou ainda no meridianos astronômicos, aqueles que marcam o meio-dia solar, os solstícios e os equinócios.

Daí

o círculo, uma forma perfeita, que incessantemente dá voltas e se renova em perpetuidade. O círculo, símbolo de unidade, movimento perpétuo, completo, infinito e eterno na sua constante diferença, o círculo, que representa o ciclo da vida, renovação e renascimento, a roda e o movimento da vida: onde o mesmo se torna outro.

Então, lentamente

começamos a atravessar o espaço e mergulhamos em outra dimensão, em outra temporalidade. Como em ressonância com a viagem que o artista nos oferece, passamos de um relógio a outro, de um arco, a outro. E nessa travessia, lentamente tomamos consciência de nosso corpo como espaço e, em sincronia, também tomamos consciência deste tempo agora modificado pelo artista. O mesmo acontece quando se olha para os relógios Xifópagos das “pequenas gêmeas” ou para o dueto de “Amor e Tempo”.

No entanto,

assim que nos aproximamos, quando nos posicionamos em contato total com esses relógios, descobrimos que, se alguns ponteiros giram na direção do tempo, outros giram contra o tempo… como um jogo de pausas, paradas e suspensões mas também de ligações e continuum. Como a materialização do mistério do espaço e do tempo.

Mas também

o mistério das cores, seus prismas, o mistério das extravagantes gamas cromáticas de Nicolaevsky Maria que nos leva a uma onda de azuis, azul meia-noite, azul cobalto, azul pato, azul cerúleo, uma onda de amarelos e laranjas, cobres, vermelhos e bis, uma onda de branco, branco de neve, branco de ceruse e novamente: preto.

E até mesmo,

uma espiral luminosa em neon, como um mini labirinto ecoando as espirais de cordas formando mostradores e relógios, cordas e fios formando texturas e tato, cordas atadas, trançadas pelo artista e com as quais ele também brinca para torná-la como uma escrita que ele coloca e desenha nas paredes.

Uma escrita feita de torções, rabos de cavalo, nós lisos ou deslizantes e festões como homenagem às obras sinestésicas de Kandinsky, onde o som está ligado à cor, onde o visual se torna música.

E assim

na dança, em transe, em seu vídeo, Nicolaevsky Maria nos lança em seu mundo de plantas, folhas, pétalas, bolas de algodão, flores feitas de suavidade absoluta e pequenos espinhos. E observamos, maravilhados, a lentidão do movimento quase imperceptível das plantas, sua transparência e sua presença intensa: mágica. As plantas como uma ode à vida, “Vivere Memento”, como que para nos lembrar o que é a vida: natureza, espaço, movimento.

E o movimento

da vida, das plantas, do mundo e a do artista quando performa e que se solta de laços reais, de correntes de cordas tangíveis e intangíveis, materiais ou imateriais que o amarram e das quais ele se desfaz. Em majestade.

Gaya Goldcymer
março de 2022

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