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Exposição Paisagem Urbana, Museu El Greco – Grécia, por Rosângela Vig

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Rosângela Vig é Artista Plástica e Professora de História da Arte.

Assim o apaixonado pela vida universal entra na multidão como se isso lhe aparecesse como um reservatório de eletricidade. Pode-se igualmente compará-lo a um espelho tão imenso quanto essa multidão; a um caleidoscópio dotado de consciência que, a cada um de seus movimentos, representa a vida múlipla e o encanto cambiante de todos os elementos da vida. (BAUDELAIRE, 1997, p.21)

O artista é um ser entusiasmado pela vida, arrebatado pelas imagens que o cercam e por todo o frenesi de cores que pulsam ativamente a seu redor. É como se a efervescência do cotidiano lhe fornecesse peças e ingredientes para compor as narrativas que sua criatividade está ávida por manifestar. O gênio criador percebe tais elementos; cria sua arte como um espelho que reflete o mundo que o cerca; e segue encantando o olhar de quem aprecia a boa Arte.

E não há limites para aquele que observa extasiado o mundo a seu redor. Assim é a Arte de Dominika Sergiej. A série de trabalhos Paisagem Urbana, da artista descrevem as cidades, os espaços e sua própria identidade, com inspiração nas paisagens urbanas de pinturas dos séculos XVII, XVIII e XIX. Serviram também de inspiração para seu trabalho a técnica de colagem de Picasso e Braque; de Hannah Höch, Man Ray ou Dora Maar, Barbara Krűger; além de livros e de histórias em quadrinhos com silhuetas recoradas em papel. O resultado é uma coleção de 11 obras com colagens e justaposição de imagens, feitas com canetas hidrográficas, lápis, papel colorido e fotografia. Sob a curadoria de Magdalena Wozniak Melissourgaki (Grécia), embaixadora da Grécia, para a Academia de Arte Mondial, as obras estão em exposição no Museu El Greco.

Os temas dos trabalhos variam entre os lugares que a artista visitou, onde viveu e por onde passou como Varsóvia, Lublin na Polônia ou Rennes na França. Muitas cenas a própria artista fotografou com câmera digital ou com analógica; revelou em câmara escura; e imprimiu.

Sua interpretação do urbano fugiu do convencional e permitiu lindos contrastes de cores surpreendentes ao olhar de quem observa. Entre os momentos captados, sua sensibilidade artística passeou pela simplicidade de instantes em que pessoas pedalam suas bicicletas; idosos sentam-se em um parque; crianças passeiam de patins; e tudo o que se pode captar do modo de vida urbano.

Tais imagens reproduzidas pelas mãos da artista são uma forma inusitada de se referir ao modo de vida de uma época, com seus carros, coisas e pessoas, comuns a vários centros urbanos do mundo. Seu ponto de vista traz leveza à idéia de cidade e se torna referência para um futuro distante. Sob o olhar da Arte o cinza do cotidiano pode ser amenizado e se transforma em objeto de deleite.

Abertura Oficial: 1 de agosto

Período da Exposição: 1 a 15 de Agosto

Horário: das 9 às 19 horas

Referências:

BAUDELAIRE, Charles. Sobre a Modernidade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 2007.

Magdalena Wozniak Melissourgaki, Curadora da Exposição e Embaixadora da Grécia para a Academia de Arte Mondial.

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