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Intervenção artística de Serge Makanzu Kiala. Foto: Divulgação.

Intervenção artística do Museu do Amanhã convida a reflexão sobre pessoas em situação de deslocamento ambiental

“Carregue o que for necessário para sua felicidade” estreia dia 20 de junho, Dia do Refugiado, e apresenta um elemento como pilar: a bicicleta

Guerras, catástrofes causadas por fenômenos culturais e impactos na agricultura local. Muitos são os fatores que movem populações ao redor do mundo. E o que muitos ainda não sabem é que as causas ambientais ou climáticas também são responsáveis por inúmeros processos migratórios em todo o planeta. A intervenção artística do Museu do Amanhã “Carregue o que for necessário para a sua felicidade” convida o visitante a refletir sobre as situações de pessoas que vivem em condição de migrante climático ou ambiental. A obra pode ser conferida a partir do dia 20 de junho, o Dia Mundial do Refugiado, e apresenta um elemento como pilar: a bicicleta.

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Criada por Serge Makanzu Kiala, artista plástico, refugiado da República Democrática do Congo e educador do Museu do Amanhã, a bicicleta é o destaque principal da intervenção artística, cuja ideia é tratar o problema da migração ambiental como estratégia de sobrevivência para populações que se encontram em situação de extremo risco. “Além de ser um meio de transporte que não polui o ambiente, pois não usa combustível, a bicicleta é um veículo de fácil deslocamento e que facilita a mobilidade urbana. Fala-se muito de problemas políticos, econômicos e religiosos, mas poucos se discute a tragédia ambiental ou climática como motivo para migração em todo o planeta”, explica Kiala.

A composição artística retrata a bicicleta dentro d’água, simbolizando a inundação e as tragédias da natureza, com suas possíveis consequências: agricultura prejudicada, falta de energia, fome e consequente refúgio. “Em sintonia com o título da mostra, ‘Carregue o que for necessário para a sua felicidade’, a obra também traz itens básicos para a sobrevivência de uma pessoa: alimentos e materiais de higiene, todos anexados no veículo”, diz Serge, acrescentando que o guidão da bicicleta possui um tablet para mostrar que sem energia não há comunicação.

A obra ficará exposta no átrio do Museu do Amanhã e poderá ser conferida de terça a domingo, das 10h às 18h.

Carregue o que for necessário para sua felicidade” é uma realização do Museu do Amanhã, sob a gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão.

O Museu do Amanhã é uma instituição cultural da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, sob gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG).

Sobre o Museu do Amanhã

O Museu do Amanhã é um museu de ciências aplicadas que explora as oportunidades e os desafios que a humanidade terá de enfrentar nas próximas décadas a partir das perspectivas da sustentabilidade e da convivência. Inaugurado em dezembro de 2015 pela Prefeitura do Rio de Janeiro, o Museu do Amanhã é um equipamento cultural da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro, sob gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). Exemplo bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, o Museu do Amanhã já recebeu mais de 3,2 milhões de visitantes desde a inauguração. Com patrocínio máster do Banco Santander e uma ampla rede de patrocinadores que inclui empresas como Shell, IBM, IRB-Brasil RE, Engie, Grupo Globo, Instituto CCR e Intel, o museu foi originalmente concebido pela Fundação Roberto Marinho.

O IDG – Instituto de Desenvolvimento e Gestão é uma organização sem fins lucrativos especializada em gerir centros culturais públicos e programas ambientais e também atua em consultorias para empresas privadas e na execução ou desenvolvimento de projetos culturais e ambientais. Responde atualmente pela gestão do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, Paço do Frevo, em Recife, como gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica e como realizador das ações de conservação e consolidação do sítio arqueológico do Cais do Valongo, na região portuária do Rio de Janeiro. Saiba mais em www.idg.org.br

Sobre o Museu do Amanhã e os ODS da ONU

Em 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou a Agenda 2030 com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que devem ser implementados por todos os países do mundo até 2030. Tendo como pilares a sustentabilidade e a convivência, o Museu do Amanhã está comprometido com a realização desta agenda, que prevê erradicar a pobreza e a fome; proteger o planeta da degradação por meio do consumo e da produção sustentáveis; assegurar vida próspera e realização pessoal das pessoas através do progresso econômico, social e tecnológico, em harmonia com a natureza; e promover a paz. Para saber mais sobre cada ODS, acesse o site da ONU: nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030.

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