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Após bem-sucedida temporada na Arena Carioca Dicró e Teatro Angel Vianna, espetáculo BÔ estreia sexta, dia 19, no Teatro Eva Herz, no Centro

Após bem-sucedida temporada na Arena Carioca Dicró e Teatro Angel Vianna, espetáculo BÔ estreia sexta, dia 19, no Teatro Eva Herz, no Centro

Dias 19, 20, 26, 27 de Junho
Teatro Eva Herz na Livraria Cultura, no Centro

Ingressos: R$30

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O novo trabalho da Companhia de dança R.E.C. estreia na sexta, dia 19 de junho, no Teatro Eva Herz, na Livraria cultura, no Centro. , que significa Você ou Tu em crioulo cabo verdiano – o terceiro trabalho do grupo – é uma criação sobre incorporações velozes, estados fugazes e fragmentos da memória. A pesquisa que deu origem ao espetáculo apresenta novos rumos da improvisação na dança. O público poderá prestigiar o trabalho até dia 27 de junho.

A partir da construção de estados, os intérpretes promovem criações instantâneas de movimentos e encontros inusitados. O trabalho, além disso, encontra inspiração em fenômenos do universo como órbitas, magnetismo, forças de atração e repulsa entre corpos, gravidade.

Na relação entre as experiências de movimento mais inconscientes e certos padrões do universo, cria uma teia aparentemente caótica, mas de ligações consistentes. O trabalho apresenta uma dança intensa, carregada de humor e delicadeza.

Espetáculo Bô. Foto: Divulgação.

Espetáculo Bô. Foto: Divulgação.

A coreógrafa Alice Ripoll explica que outra influência para a construção da coreografia foi o universo construído pelo cineasta Tarkovski no filme “Solaris”, de 1972. “Neste filme são traçados paralelos entre estados de consciência, realidade dos fenômenos psíquicos como a memória, e um planeta desconhecido”. Padrões de movimentos dos astros, como as órbitas, inspiraram o grupo a visitar um ambiente ritualístico e a ancestralidade africana, de onde aparecem influências da capoeira na movimentação, e das batucadeiras de Cabo Verde na música do trabalho.

A improvisação remete a um retorno às origens do grupo, como explica a coreógrafa Alice Ripoll. “O trabalho com estados de improviso também é uma retomada as origens do grupo, pois a primeira linguagem de movimento dos bailarinos foi o hip hop, onde tem muito improviso na dança e na música”, conta. O resultado é um espetáculo forte, denso e profundo.

Nos trabalhos anteriores – Cornaca e Katana – o grupo se aprofundou em uma linguagem baseada em contato, com coreografias que exploram duos, trios ou os cinco bailarinos. Foram exploradas imagens que surgem do encontro dos corpos, encaixes, aproximações, refletindo diferentes maneiras de se relacionar. No novo espetáculo, criações instantâneas provocam encontros na velocidade de partículas mas com a força de corpos.

faz parte do projeto Cia REC – Manutenção 2015 e possuiu patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura.

Ficha técnica:

Direção: Alice Ripoll

Criação e interpretação: Alan Ferreira, Alex Tavares, Leandro Coala, Liuz LA e Rômulo Galvão

Assistência de Direção e Operação de Som: Anita Tandeta

Iluminação: José Geraldo

Figurino: Raquel Theo

Direção de Produção: Rafael Fernandes | Trio Carioca Produções

Coordenação de Produção: Mônica Bittencourt e Roberta Pisco | Trio Carioca Produções

Produção: Jessica Nakazima

Programação Visual: Daniel Kucera

Fotografias: Renato Mangolin

Vídeos: Luiz Guilherme Guerreiro

Produtor Gráfico: Sidnei Balbino

Operadora de Luz: Tabatta Martins

Cenotécnico: Marcus Callegario

Assistente de Comunicação: Lívia Bittencourt

Assessoria de Imprensa: A Dois Comunicação | Anna Accioly

Desenhos: Leandro Coala e Liuz LA

Apoio: Rafael Machado Fisioterapia

Alice Ripoll – Coreógrafa carioca, formada e pós-graduada na Faculdade Angel Vianna. Desde 2002 trabalha com dança contemporânea. Dirige a Cia de dança REC, com a qual realizou os espetáculos Cornaca e Katana, este último em coprodução com o Festival Panorama. É diretora de movimento da Cia teatral Foguetes Maravilha. Dirigiu e interpretou os trabalhos Que as saídas sejam múltiplas (2008), Amanhã Recomeço (2007). Foi diretora de A Dobra Companhia de Dança, de 2003 à 2006. Já trabalhou com os diretores Dani Lima, João Saldanha, Alex Cassal, Felipe Rocha, Ivan Sugahara, Thierry Tremouroux, Renato Linhares, entre outros. Em 2014 trabalhou em dois projetos contemplados pelo Programa de Fomento à Cultura Carioca da prefeitura do Rio: o espetáculo circense O princípio da casa dos pombos, e a circulação de Katana, da Cia R.E.C. Também em 2014, dirigiu Suave, dentro do projeto Entrando na Dança, que foi apresentado no Festival Panorama.

Cia. R.E.C. – Reação em Cadeia – Criada em 2009, a Cia R.E.C. vem traçando sua trajetória no cenário da dança carioca e se consolida como um potente grupo de artistas da periferia que elaboram a recriam a arte contemporânea.

O grupo conta com a diretora Alice Ripoll e com cinco bailarinos, que se conheceram através de encontros de dança em uma ONG no Rio de Janeiro. Após a saída da ONG, o grupo se firmou como uma companhia independente com a criação do espetáculo Cornaca, que estreou no Festival Panorama, foi contemplado por editais de circulação da cidade e do estado do Rio de Janeiro (F.A.D.A e Circuito das Artes), e foi apresentado em São Paulo, no SESC Pompéia.

Criado em coprodução com o Festival Panorama 2012, o segundo trabalho do grupo, Katana, foi apresentado nos Teatros Gláucio Gill, Cacilda Becker, Angel Vianna e Galpão Gamboa, no Rio de Janeiro, em 2013. Em 2014, foi apresentado na Lona Cultural da Maré (RJ) e foi contemplado pelo Programa de Fomento à Cultura Carioca, da prefeitura do Rio de Janeiro, para circular pelas Arenas da cidade. Para 2015, o projeto de manutenção da Cia foi contemplado pelo II Programa Fomento à Cultura Carioca.

Serviço:

Duração: 50 minutos
Classificação: 10 anos

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Temporada: 19, 20, 26, 27 de Junho
Horários: sábados e domingos às 19h30
Local: Teatro Eva Herz na Livraria Cultura, no Centro
Ingressos: R$30

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