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Igreja da Penha, self equipe. Divulgação.

IV RIO MAPPING FESTIVAL 2018

Considerado o maior festival de luzes da América Latina, RIO MAPPING FESTIVAL começa dia 13 de junho com intervenções artísticas em vários espaços públicos da cidade como a Igreja da Penha que terá sua fachada transformada em cores no dia de Santo Antônio durante a Missa da Vitória.

Um dos destaques internacionais desta edição é o VJ e light designer francês Jeremy Oury.

O Rio de Janeiro recebe a partir de 13 a 24 de junho, a quarta edição do Rio Mapping Festival, considerado hoje o maior festival de luzes da América Latina, que oferece ao público a oportunidade de conhecer a tecnologia artística mais moderna e mais usada nas grandes capitais pelo mundo. Toda a programação é gratuita. Dentre as novidades deste ano, o festival vai realizar atividades durante quase todo o mês de junho e romper fronteiras da cidade do Rio, chegando a Ilha Grande e Quissamã.

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Além das intervenções artísticas, serão realizadas as oficinas, que são base estrutural do Festival desde sua primeira edição em 2014. As oficinas acontecem antes das projeções, de 04 a 8 de junho, exclusivamente para os alunos da Escola Estadual Professor Clóvis Monteiro, em Manguinhos e entre 11 e 23 de junho na Escola de Cinema Darcy Ribeiro – Instituto Brasileiro de Audiovisual, no Centro. As oficinas são gratuitas e as vagas são limitadas. Para participar os interessados devem mandar seu pedido de inscrição para o e-mail: oficinasriomappingfestival@gmail.com. No dia 23 de junho, o resultado da oficina será projetado na fachada da Escola Darcy Ribeiro que se encontra na Avenida Primeiro de Março – Centro, RJ.

Um dos pontos altos desta quarta edição é a projeção na Igreja da Penha, sonho antigo do idealizador do festival, o artista digital Paulinho Sacramento. Os trabalhos dos artistas cariocas BPM Mapping e Jodele Larcher serão mostrados neste santuário com mais de 380 anos, no dia 13 de junho, dia de Santo Antonio. “Sou nascido em Bonsucesso, no pé do Morro do Adeus, fui criado em Higienópolis na Zona norte do Rio de Janeiro, e me lembro quando era adolescente e frequentava as festas da Igreja da Penha. Sempre que possível eu subia pro alto da pedra à noite pra curtir o visual da Zona Norte iluminada. Durante 8 anos venho trabalhando a possibilidade de fazer um vídeo mapping inédito nessa fachada, que pode ser vista por uma boa parte da cidade. Este ano comemoro mais um sonho concretizado”, diz emocionado Paulinho Sacramento.

No sábado, 16 de junho, o Festival estará na Ilha Grande, na Costa verde do Rio de Janeiro com artistas, cuja convocação será por “Chamada Aberta”, onde foram convidados a criar um conteúdo em vídeo com até um minuto, especificamente em cima dos blueprints disponibilizados para serem projetados em duas fachadas: na Capela São Benedito, na Ilha Grande e na Câmara dos Vereadores, Cinelândia. Para participar da “chamada aberta” os interessados deverão se cadastrar através do link (https://goo.gl/rKboKd) nas páginas do festival Rio Mapping, no facebook e instagram. As obras selecionadas serão projetadas dia 16, na Ilha Grande e 22 de junho, na Câmara dos Vereadores e o número de selecionados dependerá da qualidade dos trabalhos enviados.

No dia 22, sexta-feira, a Câmara dos Vereadores, Cinelândia, cenário de constantes intervenções políticas se transformará através das luzes mapeadas de vários artistas: Marcus Vinicius, de Petrópolis, o francês Jeremy Oury, o coletivo espanhol “Telenoika” apresentado no ano passado, o BPM Mapping do Rio de Janeiro, e o coletivo curitibano “Urutau Visual”, com o “Iluminous” Manolo Fraga que assina a direção. A fachada da Câmara dos Vereadores também se transformará sob as intervenções mapeadas de artistas que chegarão ao Festival através de chamada aberta.

As festas já conhecidas do Rio Mapping Festival, também estarão presentes nesta quarta edição. Neste mesmo dia 22, o Baile do Shackal fará a animação do público com ideia de fusão entre a velha e a nova geração, um encontro onde a celebração da cultura hip hop é o principal ponto. Durante a apresentação, o anfitrião Shackal, um dos maiores nomes da cena do rap underground carioca, atuante desde 1990 e que em outras edições do seu Baile recebeu diversos convidados como B Negão, 3 Preto, Batalha do Real, Afrofunk Rio, Ritmo de Favela (Claps), DjFú da Mangueira (Eu Amo Baile Funk), P.A de Porco (Damien Seth) e Mohamed Malok (Brazilian Groove), promete fazer dessa noite uma experiência única dentro do movimento da cultura urbana, que alia arte e tecnologia. O baile acontece na sexta, 22 de junho das 18h até às 23h, na Câmara Municipal do Rio, localizada na Praça Floriano s/nº.

No dia 23, sábado, é o dia em que o público poderá conhecer o trabalho coletivo resultado da oficina da Escola de Cinema Darcy Ribeiro, que recebe a iluminação artística em sua fachada.

No domingo, 24, Paulinho Sacramento, VJ Malaquias e VJ Ratón fecham o Festival no Complexo Cultural Fazenda Machadinha, comunidade quilombola de Quissamã no Norte Fluminense, ao som do Jongo Tambores de Machadinha e do DJ Sapucaia.

O vídeo mapping– ou simplesmente projeção mapeada é uma das técnicas visuais mais inovadoras da atualidade e ainda pouco utilizadas no Brasil. Trata-se de usar uma projeção de vídeo como se fossem pinturas sobre superfícies não convencionais, como ruas, monumentos e edifícios, criando ilusões de ótica exuberantes que transforma a arquitetura momentaneamente. Com softwares apropriados, uma imagem da superfície que vai receber o filme é capturada e a área do trabalho é desenhada. Todo o resto é eliminado, em um processo semelhante às camadas do Photoshop. Assim, basta que o artista adicione as camadas de vídeo da forma que desejar.

Segundo Paulinho Sacramento, o Rio Mapping Festival nasceu da necessidade de trazer olhares ampliados sobre uma das técnicas mais inovadoras da atualidade, provocando no público a sensibilização de uma nova forma de utilização dos espaços públicos. “A proposta do festival é valorizar esse campo de atuação, legitimando e promovendo a reconfiguração de olhares sobre a arquitetura da cidade, levando arte visual para espaços incomuns. E também promover um espaço de encontro experimental para a criação e intercâmbio artístico. Além disso, queremos atrair e ampliar o público consumidor de cultura de forma gratuita e interativa, integrando a arte digital, a música e a arquitetura no espaço público através de criatividade, experimentação e tecnologia,” conta Paulinho Sacramento, que assinou a direção das intervenções de vídeo mapping realizadas no Boulevard Olímpico durante as Olimpíadas em 2016, e que vem lutando para que as artes digitais e integradas sejam reconhecidas como um segmento cultural próprio.

A OI patrocina a quarta edição do Rio Mapping Festival 2018 com o apoio cultural do OI Futuro.

As oficinas

Um dos fortes do festival, as oficinas gratuitas, também serão mantidas nesta quarta edição. As oficinas de artes digitais e integradas têm como objetivo trabalhar o despertar dos participantes, multiplicando o conhecimento da técnica de vídeo mapping e suas vertentes digitais, nas escolas da rede publica do RJ. A ideia da pauta, portanto, tem o foco na formação destes novos profissionais.

Paulinho Sacramento – Cineasta, Artista digital, Gestor Público da Cultura e diretor da S23 Gestão Cultural, Arte e Tecnologia, empresa dedicada às artes digitais e integradas, que avança de mãos dadas com a Ogum filmes, produtora de cinema independente. Já como cineasta, dirigiu os documentários “Reggae na estrada”, apresentado pelo cantor Helio Bentes, vocalista da banda Ponto de Equilíbrio, “Chama Imperiana” com Arlindo Cruz, Velha Guarda do Império Serrano e Teresa Cristina e “A metralhadora de Selarón”, que conta em um breve bate papo um pouco da vida de Jorge Selarón, chileno e artista plástico responsável por ter instalado o mosaico de cores que transformou os degraus da escadaria da Lapa em um ponto turístico. Montou e editou o documentário “O veneno está na mesa”, dirigido pelo cineasta Sílvio Tendler, ganhador do prêmio de melhor filme documentário do Festival da Romênia. Ele também escreve e dirige, e está com produções de séries e documentários para internet também em parceria com CULTNE, maior acervo digital de cultura negra da América Latina.

PROGRAMAÇÃO IV RIO MAPPING FESTIVAL 2018

De 04 a 24 DE JUNHO DE 2018

OFICINAS E PESQUISAS

De 4 a 8/6 – ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR CLÓVIS MONTEIRO

Entre 11 a 23/6 – ESCOLA DE CINEMA DARCY RIBEIRO

PROJEÇÕES

13 DE JUNHO

IGREJA DA PENHA – ZONA NORTE

ARTISTAS: BPM MAPPING (RJ) + JODELE LARCHER (RJ)

16 DE JUNHO

ILHA GRANDE – COSTA VERDE

ARTISTAS: CHAMADA ABERTA

22 DE JUNHO

CÂMARA DOS VEREADORES – CINELÂNDIA – CENTRO

ARTISTAS: MARCUS VINICIUS (PETRÓPOLIS) + JEREMY OURY (FRANÇA) +

TELENOIKA (ESPANHA – JANELA ACERVO) + BPM MAPPING (RJ) + URUTAU VISUAL (CURITIBA) + selecionados da CHAMADA ABERTA

FESTA CONVIDADA: BAILE DO SHACKAL SEXTA, DAS 18H ÀS 23H – CÂMARA MUNICIPAL RIO

23 DE JUNHO

ESCOLA DE CINEMA DARCY RIBEIRO – CENTRO

ARTISTAS: TRABALHO COLETIVO

24 DE JUNHO

COMPLEXO CULTURAL FAZENDA MACHADINHA – QUISSAMÃ

NORTE FLUMINENSE

ARTISTA: PAULINHO SACRAMENTO + VJ RATÓN

DJ SAPUCAIA

Sobre os artistas participantes da IV edição do Rio Mapping Festival:

Jodele Larcher(RJ) – Criador do coletivo de VJ’sAzOiaLab e realizador do VideoAtaq, festival internacional de artes visuais no Rio de Janeiro que já teve 8 edições.

Desde o Red Bull Live Images em 2002, já tocou em diversos festivais e festas como Skol Beats, Sonarsound, Nokia Trends, Video Guerrilha, VJ Torna, FADBH, Instante, Rio Music Conference, FrenchTouch, Oi Sonoridades e Vivo Arte.mov, ao lado de DJs e VJs do mundo todo. Ministrou cursos de VJ na Escuela Internacional de Cine y TV em Cuba, no Dama de Ferro, no Rio Music Conference, no POP – Polo de Pensamento Contemporâneo e no Espaço Telezoom. Assinou vídeo-cenários para artistas e bandas como Lulu Santos, Roberto Carlos, Jota Quest, Capital Inicial, Kid Abelha e Gilberto Gil. Criou apresentações de vídeo mapping de Natal no Teatro Amazonas, em Manaus; no Teatro Carlos Gomes em Vitória-ES e em 7 igrejas de Florianópolis-SC incluindo a catedral. Como Diretor e Editor, reúne diversos programas para TV.

Coletivo BPM (RJ) – formado pelo trio Ricardo Brízio, Paulinho Sacramento e Leandro Malaquias que vêm trabalhando juntos em diversos projetos desde 2015 na segunda edição do Rio Mapping Festival, como o vídeo mapping do Natal do Shopping Nova América, e o vídeo mapping no edifício A Noite no Boulevard Olímpico durante as olimpíadas da Rio 2016, entre outros projetos de grande porte.

Ricardo Brízio: Designer Gráfico e Motion Designer, formado em desenho industrial na Unicarioca, trabalha atualmente na Cinerama Brasilis. No Coletivo BPM cuida principalmente da parte de criação de conteúdo 3D e efeitos visuais. Também é responsável pela identidade visual e ilustração de flyers do Coletivo CIC. Já realizou diversos trabalhos para O Dia, Devassa, Amil, Banco Central entre outros.

Leandro Malaquias: sempre teve um interesse muito grande com o audio visual e iniciou sua carreira como Vj em 2010, trabalhando como Vj residente da Hard Rock Café Rio de Janeiro. Desde então ele se tornou um artista bem conhecido na noite carioca, apresentando-se nas melhores festa e casas do Rio de janeiro, como: Nuth, boate Taj, People, Melt, Capitonné (onde atuou como Vj residente no periodo de 2011 á 2013), Vips, Zax, 021, Marina da Gloria, Estação Leopoldina entre outras, é VJ da Furacão 2000. É atualmente integrante da equipe de criação do Rio Mapping Festival atuando na parte de criação e projeção de conteúdo. Com um set que mistura formas abstratas.

Marcus Vinicius – Graduado em Desenho Industrial pela Universidade Estácio de Sá, cursou também a escola de Design e artes de Aix em Provence (França). Atuando no mercado de imagem digital desde 1990, acompanha desde o começo a computação gráfica. Produziu conteúdo para diversos vídeosmappings, também atuando como VJ. No campo do Vídeo mapping produziu o evento de réveillon do castelo de Itaipava, 6 minutos de projeção que antecederam a contagem regressiva do ano novo. Trabalha com o Coletivo Tangível com quem efetua diversos trabalhos.

Jeremy Oury- Artista francês é VJ, e light designer. Formado na Escola Nacional Superior de Artes e Tecnicas do Teatro (ENSATT). Desde 2014, vem participando de festivais de video-mappingem diversos países como França, Japão, Belgica, Chili. Ja ganhou premios na Espanha, Mexico e Hungria.

Coletivo “Urutau Visual, que é o coletivo de criação audiovisual nutrido pelos VJS Picles, VJ Iluminous e por Geraldo Gonçalves, unidos em prol da diversificação de conteúdos visuais, voltados a videotecagem e vídeo mapping. A sinergia entre motion, design e música esboça um dos principais objetivos do grupo, empurrando os limites dos projetos elaborados para criar experiências cada vez mais inovadoras e imersivas. www.urutauvisual.com

Janela Acervo: Será mostrado o trabalho do coletivo Telenoika da Espanha apresentado no ano passado.

Baile do Shackal- Todos sabemos a força do rap na cena musical brasileira, nomes como Mano Brown, Thaíde e Marechal permanecem atuantes até os dias de hoje, assim como surgem novos nomes a medida que o cenário vai se profissionalizando. Nesse intuito, o Baile do Shackal surge com ideia de fusão entre a velha e a nova geração, um encontro onde a celebração da cultura hip hop é o principal ponto.

Um dos maiores nomes da cena do rap underground carioca, atuante desde 1990, Shackalé membro fundador do lendário grupo de rap 3Preto, onde junto com: Aori (Batalha do Real), Mistério (SoulPixta), Damien Seth (P.A de porco) e Mohamed (Farofa Carioca), marcou nome na história do rap nacional. Participou cantando da histórica coletânea “Hip Hop Rio” produzida pelo músico Marcelo D2. Em parceria com o Circo Voador, apresentou o projeto “Eu Amo Baile Funk”. Apresentou-se também junto a bandas e artistas de grande nome do cenário nacional e também internacional, tais como: Nação Zumbi, Racionais, MvBill, Gabriel O Pensador, Planet Hemp, B. Negão, Black Alien, Seu Jorge e HypnoticBrassEssemble.

O Baile do Shackal no Rio Mapping Festival com todas essas conexões feitas por esse ícone também conhecido como Relíquia do Rap, permitirá ter uma noite de experiência única dentro do movimento cultural urbano. O baile acontece na sexta, 22 de junho das 18h até às 23h, na Câmara Municipal Rio e o anfitrião convidará vários artistas.

DJ Sapucaia: Carioca da Lapa, iniciou sua carreira como produtor, porem curioso e amante da música, sempre pesquisou variados estilos musicais. É conhecido por sua versatilidade e ecletismo, navegando entre vários estilos musicais do Brasil e do mundo.

Seus últimos trabalhos de destaque foram: Festa de lançamento do Guia Comer e Beber da Revista Veja, Lançamento do filme Luneta do Tempo de Alceu Valença, Lançamento da Novela Boogie Oogie da Rede Globo, festa do Time Olímpico Nissan, Comemoração da ONG Viva Rio com Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Já dividiu o palco com Moraes Moreira, Geraldo Azevedo, Otto, Martinho da Vila, Monobloco, Maria Rita, Bangalafumenga, Quizomba, entre outros. Em eventos corporativos tocou para as empresas: Editora Abril, InPress, Rede Globo, Nissan, Vinci Partners, Radio Globo, OiFM, ONG Viva Rio, Comitê Olímpico 2016, BNDES, Brasil Brokers, BrasilCap, OscarSkin, Volkswagen, Rede Record, entre outras.

Tocou em aniversários e casamentos em diversos locais como: Hotel Copacabana Palace, Pousada Tartaruga (Búzios), Clube Piraquê, Clube dos Marimbás, entre outros.

No exterior tocou em Berlim, Praga, Sarajevo e Eslovênia.

Ao lado dos DJ’s Magoo e Doni forma o Coletivo Tríade, realizando o Bailão do Castelo, evento de grande repercussão que lota as ruas do centro da cidade do Rio de Janeiro.

Há alguns anos desenvolve uma parceria com o VJ Ratón, montando eventos que combinam som, luz e imagens, criando um ambiente envolvente e muito empolgante.

Serviço:
Rio Mapping Festival
IV Rio Mapping Festival Festival
Internacional de VideoMapping e artes integradas
Data: Entre 04 e 24 de junho
www.riomappingfestival.com.br
Patrocínio: Oi
Apoio Cultural: Oi Futuro
Realização: S23 Gestão Cultural, Arte e Tecnologia / Ogum Filmes

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