Home / Arte / Museu de Arte do Rio abre ao público em 25 de maio a exposição de longa duração “O Rio dos Navegantes” e inaugura sua primeira sala imersiva

Museu de Arte do Rio abre ao público em 25 de maio a exposição de longa duração “O Rio dos Navegantes” e inaugura sua primeira sala imersiva

Evento de abertura contará com pocket show de Teresa Cristina e apresentação do projeto Pra Gira Girar: uma celebração aOs Tincoãs, com a participação especial do músico Mateus Aleluia

Abertura: 25 de maio | 16h às 21h
*Entrada no Pavilhão de Exposições até as 20h
Entrada gratuita de 25 de maio a 25 de junho
Em cartaz até abril de 2020

O Museu de Arte do Rio – MAR inaugura no dia 25 de maio, com um grande evento gratuito, sua principal exposição de 2019: “O Rio dos Navegantes”. A mostra traz uma abordagem transversal da história do Rio de Janeiro como cidade portuária, do ponto de vista dos diversos povos, navegantes e imigrantes que desde o século XVI passaram, aportaram e por aqui viveram. “O Rio Dos Navegantes” ocupará integralmente o terceiro andar do pavilhão de exposições e a Sala de Encontro, localizada no térreo, até março de 2020. O diretor cultural do MAR, Evandro Salles, é o idealizador e coordenador de curadoria e Francisco Carlos Teixeira, o consultor histórico. Também assinam a curadoria e a pesquisa Fernanda Terra, Marcelo Campos e Pollyana Quintella.

Publicidade: Banner Luiz Carlos de Andrade Lima

“O Rio dos Navegantes” reúne cerca de 550 peças históricas e contemporâneas, entre pinturas, fotografias, vídeos, instalações, objetos, documentos, esculturas, etc. Estão confirmados trabalhos de artistas como Ailton Krenak, Antonio Dias, Arjan Martins, Augusto Malta, Belmiro de Almeida, Custódio Coimbra, Guignard, Iran do Espírito Santo, João Cândido (João Cândido Felisberto), Kurt Klagsbrunn, Lasar Segall, Mayana Redin, Mestre Valentim, Osmar Dillon, Rosana Paulino, Sidney Amaral, Virginia de Medeiros, além de jovens artistas como Aline Motta e Floriano Romano.

Entre os destaques da curadoria está um raro tapete feito pela Manufatura dos Gobelins – um complexo de oficinas dedicadas à produção de tapeçarias e mobiliários na França do século XVI. Também promete chamar a atenção do público um painel de cinco metros, pintado em madeira pelo artista Carybé e pertencente ao acervo do Museu do Ingá. Outro destaque é o desenho original de Hélio Eichbauer que foi transformado em um painel na emblemática montagem da peça O Rei da Vela, em 1967, e mais tarde virou capa do disco O Estrangeiro, de Caetano Veloso.

Para ampliar a viagem pela história do Porto do Rio e seus desdobramentos, o museu firmou parceria com 37 instituições públicas e privadas, que cederam trabalhos para a exposição. Do Museu Nacional, destruído por um incêndio em 2018, virão 15 peças de diversas coleções da seção didática do museu, como conchas, corais, artefatos líticos, e frascos que apresentam a biodiversidade da baía de Guanabara. Outro destaque é o vídeo instalação do sul-africano Mohau Modisakeng, exibido na Bienal de Veneza de 2017. A obra simula barcos com figuras submersas e aborda o desmembramento da identidade africana pela escravidão, que promoveu violentos apagamentos de histórias pessoais.

“O Rio dos Navegantes” não se limita aos espaços tradicionais de exposição. Na rampa que leva o visitante ao pavilhão, por exemplo, o público já será ambientando à mostra por meio de uma das cinco obras comissionadas pelo MAR. Vozes, conversas e sons ambientes da Região Portuária foram reunidos pelo artista carioca Floriano Romano no trabalho “O Som do Porto”, que dá a dimensão da diversidade naquela região. Mais quatro trabalhos foram desenvolvidos pelos artistas Aline Motta, Carlos Adriano, Katia Maciel, Regina de Paula e Wilton Montenegro especialmente para “O Rio dos Navegantes”. A mostra também dá voz a personagens famosos e anônimos da região, como Arthur Bispo do Rosário, João Cândido, as polacas Berta, Esther e Rachel, o Dragão do Mar, os comerciantes árabes do mercado popular Saara, entre outros, que terão suas vidas narradas por meio de obras e documentos da época.

A exposição convida o público a refletir sobre os modos de vida que formaram o Rio de Janeiro, a relação entre cariocas e visitantes, a miscigenação, as formas de uso e democratização do espaço público, e os conflitos geográficos, linguísticos, culturais, econômicos e políticos que estão presentes na cidade desde o século XVI. Documentos e imagens raras mostram indígenas escravizados construindo os Arcos da Lapa, evidenciam os problemas das enchentes do Rio desde o século XVI e questionam o mito da praia democrática, evidenciando tensões sociais no espaço público e as praias do subúrbio, como as do Caju, Ramos, Sepetiba e Ilha do Governador.

Sala imersiva “FLUXO” inaugura no mesmo dia

No dia 25 também será inaugurado o primeiro espaço imersivo do MAR, com o objetivo de propor ao visitante uma experiência sensorial. A instalação de estreia, FLUXO, foi desenvolvida por uma equipe multidisciplinar liderada pela diretora criativa Liana Brazil, da SuperUber. A sala localizada no primeiro andar do pavilhão de exposições é uma aposta da direção do museu, por meio de sua diretora executiva, Eleonora Santa Rosa, e faz parte de um novo núcleo de trabalho da instituição.

FLUXO é uma experiência imersiva que explora o movimento contínuo, fluido, espontâneo. Ao entrar na sala escura, o visitante perceberá que suas pegadas criam rastros que o conectam a um núcleo onde imagens e sons inspirados na exuberante natureza do Rio de Janeiro surgem de todos os lados. Constelações, águas, tempestades e traçados ancestrais são projetados em telas que envolvem o público e o transportam para um espaço-tempo outro, fora da história, livre de começos-meios-fins.

“Esse projeto é um experimento criado a partir de conversas com grupos de jovens convocados pelo museu, visando atrair novos públicos. Possui uma dimensão poética, epifânica e sensorial, que traz, no seu âmago, essa ideia de fluxo pois cria conexões e movimentos por meio de uma movimentação contínua”, explica Eleonora Santa Rosa. Liana Brazil completa: “Esse tipo de arte está cada vez mais presente nos museus do mundo e com a inauguração dessa instalação, o MAR entra na onda da interdisciplinaridade da arte”, observa.

PROGRAMAÇÃO:

16h: Abertura da exposição “O Rio dos Navegantes”
16h: Abertura da sala de imersão “FLUXO”
19h: Show do projeto Pra Gira Girar: uma celebração aOs Tincoãs, com a participação especial do músico Mateus Aleluia, remanescente do grupo original
20h: Pocket show – Teresa Cristina canta Paulinho da Viola

O Museu de Arte do Rio – MAR

O MAR é gerido pelo Instituto Odeon, uma organização social da Cultura. O museu tem o Grupo Globo como mantenedor, a Equinor como patrocinadora master, a Bradesco Seguros como patrocinadora e o BNDES como apoiador financeiro por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

O MAR conta também com o apoio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro e do Governo do Estado do Rio de Janeiro e realização do Ministério da Cidadania e do Governo Federal do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Serviço

Entrada: Visitação gratuita de 25 de maio a 25 de junho.

Horário de funcionamento: às terças-feiras o MAR funciona com horário estendido até as 19h. Quarta a domingo, das 10h às 17h. Às segundas o museu fecha para o público. Para mais informações, entre em contato pelo telefone (55) 21 3031-2741 ou acesse o site www.museudeartedorio.org.br.

*No sábado, 25 de maio, o museu funcionará em horário especial, das 16h às 21h, por conta da abertura da exposição e da sala imersiva.

Endereço: Praça Mauá, 5 – Centro.

Comentários

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado.Campos obrigatórios estão marcados *

*